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SÉRIE APOLOGÉTICA

VOLUME 1

COMO IDENTIFICAR UMA SEITA

CATOLICISMO

IGREJA LOCAL

LEGIÃO DA BOA VONTADE

TABERNÁCULO DA FÉ

ICP Editora

Copyright © 2001 by ICP – Instituto Cristão de Pesquisa

Diretor executivo Antônio Fonseca

Jamierson Oliveira

Coordenadores Teológicos

Alberto Alves da Fonseca

Natanael Rinaldi

Preparação e revisão de textos João Guimarães Edna Guimarães

Diagramação e fotolitos Spress

Capa Valdir Guerra

[2001] Todos os direitos reservados em língua portuguesa por

ICP editora Av. Ipiranga, 877 — 7o andar

Sala 75 — Centro —SP

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Semeadores da Palavra e-books evangélicos

SUMÁRIO

Como identificar uma seita. 5
I – Introdução. 5
II – Pluralidade Religiosa. 5
III – Por Que Estudar as Falsas Doutrinas. 6
IV – Definição dos Termos. 8
V – A Caracterização das Seitas. 9
VI – Outras Características. 17
VII – Como Abordar os Adeptos das Seitas. 18

Catolicismo. 21
I – Introdução. 21
II – Considerações Gerais. 22
III – Os Livros Apócrifos. 25
IV – O Papado. 27
V – O Mariocentrismo Católico Romano (Mariolatria) 32
VI – Os Pecados da Santa Sé. 45
VII – Os Sacramentos. 46
VIII – A Missa. 51
IX – Os Santos. 53
X- Idolatria. 54
XI- Indulgências. 62
XII- Purgatório. 64
XIII – Considerações Finais. 65

Igreja Local de Witness Lee. 67
I – Introdução. 67
II – Restauração da Igreja. 68
III – Exclusivismo Religioso. 69
IV – História. 70
V – Localismo. 71
VI – Não Aceitam Críticas. 72
VII – Conceito Sobre as Denominações. 74
VIII – Proselitismo Entre as Denominações. 74
IX – Ensinos, Doutrinas e Práticas Religiosas. 75
X – Cântico Mântrico?. 77
XI – O Valor das Doutrinas. 78
XII – Batismo Regeneracional 79
XIII -Tipologia do Bode Emissário. 80
XIV-A Trindade. 82
XV – Jesus e Suas Naturezas Amalgamadas. 93
XVI – A Deificação do Homem… 94
XVII – O Corpo de Jesus Invadido por Satanás. 97
XVIII – O Homem Habitação de Satanás. 98
XIX -João Batista – o Profeta Desviado?. 101
XX – Bibliografia Recomendada. 105

Legião da Boa Vontade. 107
I – Sua História. 107
II – De Onde Procedem os Ensinos da LBV.. 109
III – O Que Faz a LBV.. 110
IV – A LBV Veio Restaurar o Cristianismo. 110
V – A Religião do Novo Mandamento. 112
VI -Teria Jesus Morrido por Nós?. 115
VII – Teria Jesus um Corpo Fluídico?. 115
VIII – Era Jesus Verdadeiro Deus?. 118

Tabernáculo da Fé. 123
I – História. 123
II – A Exaltação do Seu Fundador 125
III -Teste de um Profeta Verdadeiro. 127
IV – Revelação Além da Bíblia. 128
V – Rejeição da Doutrina da Trindade. 129
VI – Fórmula Batismal Apenas no Nome de Jesus. 135
VII – Negação do Inferno. 137

Como identificar uma seita

I – Introdução

As pessoas têm o direito de professar a religião de sua escolha. A tolerância religiosa é extensiva a todos. Isso não significa, porém, que todas as religiões sejam boas. Nos dias de Jesus havia vários grupos religiosos: o? saduceus (At 5.17) e os fariseus (At 15.5). Os dois grupos tinham posições religiosas distintas (At 23.8). Mesmo assim, Jesus não os poupou, chamando-os de hipócritas, filhos do inferno, serpentes, raça de víboras (Mt 23.13-15,33). O Mestre deixou claro que não aceitava a idéia de que todos os caminhos levará a Deus. Ele ensinou que há apenas dois caminhos: o estreito, que conduz à vida eterna, e o largo e espaçoso, que leva à destruição (Mt 7.13-14).

Os apóstolos tiveram a mesma preocupação: não permitir que heresias, falsos ensinos, adentrassem na Igreja. O primeiro ataque doutrinário lançado contra a Igreja foi o legalismo. Alguns judeus-cristãos estavam instigando novos convertidos à prática das leis judaicas, principalmente a circuncisão. Em Antioquia, havia uma igreja constituída de pessoas bem preparadas no estudo das Escrituras (At 13.1), que perceberam a gravidade do ensino de alguns que haviam descido da Judéia e ensinavam: Se não vos circuncidardes segundo o costume de Moisés, não podereis ser salvos (At 15.1). Esses ensinamentos eram uma ameaça à Igreja. Foi necessário que um concilio apreciasse essa questão e se posicionasse. Em Atos 15.1-35, temos a narrativa que demonstra a importância de considerarmos os ensinos que contrariam a fé cristã. Outras fontes ameaçam a Igreja- Dentre elas, destacamos a pluralidade religiosa.

II – Pluralidade Religiosa

A pluralidade religiosa não é exclusiva dos tempos de Jesus. Atualmente existem milhares de seitas e religiões falsas, as quais pensam estar fazendo a vontade de Deus quando, na verdade, não estão. Há dez grandes religiões principais: Hinduísmo, Jainismo, Budismo e Siquismo (na índia); Confucionismo e Taoísmo (na China); Xintoísmo (no Japão), Judaísmo (na Palestina), Zoroastrismo (na Pérsia, atual Irã) e Islamismo (na Arábia). Nessa lista, alguns incluem o Cristianismo. Além disso, existem mais de dez mil seitas (ou subdivisões dessas religiões), estando seis mil localizadas na África, 1200 nos Estados Unidos e o restante em outros países. Para efeitos didáticos, o Instituto Cristão de Pesquisas classifica assim as seitas:

  • Secretas: Maçonaria,Teosofia, Rosacrucianismo, Esoterismo etc.
  • Pseudocristãs: Mormonismo, Testemunhas de Jeová, Adventismo do Sétimo Dia, Ciência Cristã, A Família (Meninos de Deus), Igreja Apostólica da Santa Vó Rosa etc.
  • Espíritas: Kardecismo, Legião da Boa Vontade, Racionalismo Cristão etc.
  • Afro-brasileiras: Umbanda, Quimbanda, Candomblé, Voduísmo, Cultura Racional, Santo Daime etc.
  • Orientais: Seicho-No-Iê, Igreja Messiânica Mundial, Arte Mahikari, Hare Krishna, Meditação Transcendental, Igreja da Unificação (Moonismo), Perfeita Liberdade etc.
  • Unicistas: Voz da Verdade, Igreja Local, Adeptos do Nome Yehoshua e suas Variantes (ASNYS), Só Jesus, Tabernáculo da Fé, Cristadelfíanismo etc.

Enquanto essas e outras seitas se multiplicam, e seus guias desencaminham milhões de pessoas, os cristãos permanecem indiferentes, desatentos à exortação de Judas 3: batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos.

III – Por Que Estudar as Falsas Doutrinas

Muitos perguntam por que se deve estudar as falsas doutrinas. Para esses, seria melhor a dedicação à leitura da Bíblia. Certamente devemos usar a maior parte de nosso tempo lendo e estudando a Palavra de Deus, porém essa mesma Palavra nos apresenta diretrizes comportamentais relacionadas aos que questionam nossa fé. Assim sendo, apre­sentamos as razões para o estudo das falsas doutrinas:

1ª – Defesa própria: Várias entidades religiosas treinam seus adeptos para ir, de porta em porta, à procura de novos adeptos. Algumas são especializadas em trabalhar com os evangélicos, principalmente os novos convertidos. Os cristãos devem se informar acerca do que os vários grupos ensinam. Só assim poderão refutá-los biblicamente (Tt 1.9);

2a. – Proteção do rebanho: Um rebanho bem alimentado não dará problemas. Devemos investir tempo e recursos na preparação dos membros da Igreja. Escolas bíblicas bem administradas ajudam o nosso povo a conhecer melhor a Palavra de Deus. Um curso de batismo mais extensivo, abrangendo detalhadamente as principais doutrinas, refutando as argumentações dos sectários e expondo-lhes a verdade, será útil para proteger os recém-convertidos dos ataques das seitas;

3a. - Evangelização: O fato de conhecermos o erro em que se encontram os sectários nos ajuda a apresentar-lhes a verdade de que necessitam. Entre eles se encontram muitas pessoas sinceras

que precisam se libertar e conhecer a Palavra de Deus. Os adeptos das seitas também precisam do Evangelho. Se estivermos preparados para abordá-los, e demonstrar a verdade em sua própria Bíblia, poderemos ganhá-los para Cristo;

4a. - Missões: Desempenhar o trabalho de missões requer muito mais do que se deslocar de uma região para outra ou de um país para outro. Precisamos conhecer a cultura onde vamos semear o Evangelho. Junto à cultura teremos a religiosidade nativa. Conhecer antecipadamente esses elementos nos dará condições para alcançá-los adequadamente.

Uma objeção levantada por alguns é esta: Não gosto de falar contra outras religiões. Fomos chamados para pregar o Evangelho. Con­cordamos plenamente, todavia lembramos que o apóstolo Paulo foi chamado para pregar o Evangelho e disse não se envergonhar dele (Rm 1.16). Disse também que Cristo o chamou para defender esse mesmo Evangelho (Fp 1.16).

A objeção mais comum é a seguinte: Jesus disse para não julgarmos, pois com a mesma medida que julgarmos, também seremos julgados. Quem somos nós para julgar”? Ora, o contexto mostra que Jesus não estava proibindo todo e qualquer julgamento, pois no versículo 15 Ele alerta: acautelai-vos, porém, dos falsos profetas. Como poderíamos nos acautelar dos falsos profetas se não pudéssemos identificá-los? Não teríamos de emitir um juízo classificando alguém como falso profeta? Concluímos, portanto, que há juízos estabelecidos em bases sinceras, mas, para isso, é preciso usar um padrão correto de julgamento e, no caso, esse padrão é a Bíblia (Is 8.20). Há exemplos nas Escrituras de que nem todo juízo é incorreto. Certa vez Jesus disse: julgas te bem (Lc 7.43). Paulo admitiu que seus escritos fossem julgados (1 Co 10.15). Disse mais: O que é espiritual julga bem todas as coisas (1 Co 2.15).

IV – Definição dos Termos

Antes de apresentarmos os meios para se identificar uma seita ou religião falsa, saibamos o que significam as palavras seita e heresia. Ambas derivam da palavra grega háiresis, que significa escolha, partido tomado, corrente de pensamento, divisão, escola etc} A palavra heresia é adaptação de háiresis. Quando passada para o latim, háiresis virou seda. Foi do latim que veio a palavra seita.1 Originalmente, a palavra não tinha sentido pejorativo. Quando o Cristianismo foi chamado de seita (At 24.5), não foi em sentido depreciativo. Os líderes judaicos viam os cristãos como mais um grupo, uma facção dentro do Judaísmo. Com o tempo, háiresis também assumiu conotação negativa, como em 1 Co 11.19; Gl 5.20; 2 Pe 2.1-2.

Em termos teológicos, podemos dizer que seita refere-se a um grupo de pessoas e que heresia indica as doutrinas antibíblicas defendidas pelo grupo. Baseando-se nessa explicação, podemos dizer que um cristão imaturo pode estar ensinando alguma heresia, sem, contudo, fazer parte de uma seita.

Há outras definições sobre o que é seita:

1ª. — Um grupo de indivíduos reunidos em torno de uma interpretação errônea da Bíblia, feita por uma ou mais pessoas -Dr. Walter Martin.3

2a. — É uma perversão, uma distorção do Cristianismo bíblico e/ou a rejeição dos ensinos históricos da Igreja cristã — Josh McDoweell e Don Stewart.4

3a. — Qualquer religião tida por heterodoxa ou mesmo espúria — J.K. Van Baalen.5

Façamos um breve comentário sobre o que é doutrina. A palavra doutrina vem do latim doctrina, que significa ensino. Referindo-se a qualquer tipo de ensino ou a algum ensino específico. Existem três formas de doutrina:

a)  Doutrina de Deus – At 13.12; 1.42; Tt 2.10;

b) Doutrina de homens – Mt 15.9; Cl 2.22;

c)  Doutrina de demônios – 1 Tm 4.1.

A primeira é boa, as duas últimas são danosas. É preciso distinguir a primeira das últimas, senão os prejuízos podem ser fatais. O contraste entre a verdade e a mentira é mais nítido que o contraste entre a verdade e a falsidade. Religiões e seitas pagas podem ser analisadas facilmente. Contudo, uma religião ou seita que se apresente como cristã, mas tem uma doutrina contrária às Escrituras, merece toda nossa atenção. Para tanto, devemos conhecer os meios adequados para se identificar uma seita.

V – A Caracterização das Seitas

O método mais eficiente para se identificar uma seita é conhecer os quatro caminhos seguidos por elas, ou seja, o da adição, subtração, multiplicação e divisão. As seitas conhecem as operações matemáticas, contudo, nunca atingem o resultado satisfatório.

1. Adição: O grupo adiciona algo à Bíblia. Sua fonte de autoridade não leva em consideração somente a bíblia.

Por exemplo:

Adventismo do Sétimo Dia. Seus adeptos têm os escritos de Ellen White como inspirados tanto quanto os livros da Bíblia. Declaram: Cremos que: Ellen White foi inspirada pelo Espírito Santo, e seus escritos, o produto dessa inspiração, têm aplicação e autoridade especial para os adventistas do sétimo dia. Negamos que a qualidade ou grau de inspiração dos escritos de Ellen White sejam diferentes dos encontrados nas Escrituras Sagradas. Essa alegação é altamente comprometedora. Diversas profecias escritas por Ellen White não se cumpriram. Isso põe em dúvida a alegação de inspiração e sua fonte.

As Testemunhas de Jeová crêem que somente com a mediação do corpo governante (diretoria das Testemunhas de Jeová, formada por um número variável entre nove e 14 pessoas, nos EUA), a Bíblia será entendida. Declaram: Meramente ter a Palavra de Deus e lê-la não basta para adquirir o conhecimento exato que coloca a pessoa no caminho da vida.% A menos que estejamos em contato com este canal de comunicação usado por Deus, não avançaremos na estrada da vida, não importa quanto leiamos a Bíblia.9 Essa afirmação iniciou-se com o seu fundador, Charles Taze Russell. Ele afirmava que seus livros explicavam a Bíblia de uma forma única. A Bíblia fica em segundo plano nos estudos das Testemunhas de Jeová. É usada apenas como um livro de referência. A revista A Sentinela tem sido seu principal canal para propagar suas afirmações. O candidato ao batismo das Testemunhas de Jeová deve saber responder a aproximadamente 125 perguntas. A maioria nega a doutrina bíblica evangélica. Certamente, com a literatura das Testemunhas de Jeová, é impossível compreender a Bíblia. Somente a Palavra de Deus contém ensinos que conduzem à vida eterna. Adicionar-lhe algo é altamente perigoso! (Ap 22.18-19).

Nessa mesma linha estão os mórmons, que dizem crer na Bíblia, desde que sua tradução seja correta. Ensinam: Cremos ser a Bíblia a palavra de Deus, o quanto seja correta sua tradução; cremos também ser o “Livro de Mórmon” a palavra de Deus (Artigo 8o das Regras de Fé).

Eles acham que o “Livro de Mórmon” é mais perfeito do que a Bíblia. Declarei aos irmãos que o Livro de Mórmon era o mais correto de todos os livros da terra, e a pedra angular da nossa religião (“Ensinamentos do Profeta Joseph Smith”, p. 178). Outros livros também são considerados inspirados: “Doutrina e Convênios” e “A Pérola de Grande Valor”. Usam também a Bíblia apenas como livro de referência. Se dissermos aos mórmons que temos a Bíblia e não precisamos do “Livro de Mórmon”, eles responderão com esse livro: Tu, tolo, dirás: uma Bíblia e não necessitamos mais de Bíblia! Portanto, porque tendes uma Bíblia, não deveis supor que ela contém todas as minhas palavras; nem deveis supor que eu não fiz com que se escrevesse mais (LM-2 Néfi 29.9-10). Citam as variantes textuais dos manuscritos como argumento de que a Bíblia não seja fidedigna. Ignoram, porém, que a pesquisa bíblica tem demonstrado a fidedignidade da Palavra de Deus.

Os Meninos de Deus (A Família) dizem que é melhor ler os ensinamentos de David Berg, seu fundador, do que ler a Bíblia. E quero dizer-vos francamente: se há uma escolha entre lerem a Bíblia, quero dizer-vos que é melhor lerem o que Deus diz hoje, de preferência ao que disse 2000 ou 4000 anos atrás! Depois, quando acabarem de ler as últimas Cartas de MO podem voltar e ler a Bíblia e as Cartas velhas de MO! (“Velhas Garrafas” – MO, julho, 1973, p. 11 n. 242-SD). Práticas abomináveis, segundo a moral bíblica, são justificadas com a Bíblia. A Igreja da Unificação, do Rev. Moon, julga ser seu princípio divino de inspiração mais elevado do que a Bíblia. A Bíblia… não é a própria verdade, senão um livro de texto que ensina a verdade. …Portanto, não devemos considerar o livro de texto como absoluto em todos os detalhes (“O Princípio Divino”, Introdução, p. 7). Outro exemplo da conseqüência de abandonar as Escrituras é observado nesse movimento. Além da Bíblia, rejeitam também o Messias e seguem um outro senhor.

Os Kardecistas não têm a Bíblia como base, mas a doutrina dos espíritos, codificada por Allan Kardec. Usam um outro Evangelho conhecido como “O Evangelho Segundo o Espiritismo”. Dizem: Nem a Bíblia prova coisa nenhuma, nem temos a Bíblia como probante. O Espiritismo não é um ramo do Cristianismo como as demais seitas chamadas cristãs. Não assenta os seus princípios nas Escrituras. Não rodopia junto à Bíblia. Mas a nossa base éo ensino dos espíritos, daí o nome – Espiritismo (“A Margem do Cristianismo”, p. 214). Procuram interpretar as parábolas e ensinos de Jesus Cristo segundo uma perspectiva espírita e reencarnacionista. A Palavra de Deus é bem clara quanto às atividades espíritas e suas origens.

A Igreja de Cristo Internacional (Boston) interpreta a Bíblia segundo a visão de Kipp Mckean, o seu fundador. Um sistema intensivo de discipulado impede outras interpretações. Qualquer resistência do discípulo, referindo-se à instrução, desencadeará uma retaliação social.

Resposta Apologética:

O apóstolo Paulo diz que as Sagradas Letras tornam o homem sábio para a salvação pela fé em Jesus (2 Tm 3.15); logo, se alguém ler a Bíblia, somente nela achará a fórmula da vida eterna: crer em Jesus. A Bíblia relata a história do homem desde a antigüidade. Mostra como ele caiu no lamaçal do pecado. Não obstante, declara que Deus não o abandonou, mas enviou seu Filho Unigênito para salvá-lo. Assim, lendo a Bíblia, o homem saberá que sem Jesus não há salvação. Ele não procurará a salvação em Buda, Maomé, Krishna ou algum outro, nem mesmo numa organização religiosa; pois a Bíblia é absoluta e verdadeira ao enfatizar que a salvação do homem vem exclusivamente por meio de Jesus (Jo 1.45; 5.39-46; Lc 24.27,44; At 4.12; 10.43; 16.30-31; Rm 10.9-10).

2. Subtração: O grupo tira algo da pessoa de Jesus. 

A maçonariaJesus simplesmente como mais um fundador de religião, ao lado de personalidades mitológicas, ocultistas ou religiosas, tais como, Orfeu, Hermes,Trimegisto, Krishna, (o deus do Hinduísmo), Maomé (profeta do Islamismo), entre outros. Se negarmos o sacrifício de Jesus Cristo e sua vida, estaremos negando também a Bíblia que o menciona como Messias (Is 7.14 – Mt 1.21-23; Dn 7.13-14). Ou cremos integralmente na Palavra de Deus como revelação completa e, portanto, nas implicações salvíficas que há em Jesus Cristo, ou a rejeitamos in­tegralmente. Não há meio termo.

A Legião da Boa Vontade (LBV) subtrai a natureza humana de Jesus, dizendo que Jesus possui apenas um corpo aparente ou fluídico, além de negar sua divindade, dizendo que ele jamais afirmou que fosse Deus.10 Jesus não poderia nem deveria, conforme as imutáveis Leis da Natureza, revestir o corpo material do homem do nosso planeta, corpo de lama, incompatível com sua natureza espiritual, mas um corpo fluídico (“Doutrina do Céu da LBV”, p. 108).

Agora, o mundo inteiro pode compreender que Jesus, o Cristo de Deus, não é Deus nem jamais afirmou que fosse Deus (“Doutrina do Céu da LBV”, p. 112).

Outros grupos também subtraem a divindade de Jesus: as Testemunhas de Jeová dizem que Ele é o arcanjo Miguel na sua preexistência, sendo a primeira criação de Jeová.

Os adventistas ensinam que Jesus tinha uma natureza pecaminosa, caída. Dizem, Santificar o sábado ao Senhor importa em salvação eterna (“Testemunhos Seletos”, vol. III, p. 22 — 2 edição, 1956).

Os Kardecistas ensinam que Jesus foi apenas um médium de Deus. Dizem que Segundo definição dada por um Espírito, ele era médium de Deus (“A Gênese”, p. 311).

Resposta Apologética:

A Bíblia ensina que Jesus éDeus (Jo 1.1; 20.28;Tt 2.13; 1 Jo 5.20 etc). Assim sendo, não pode ser equiparado meramente a seres humanos ou mitológicos, nem mesmo com os anjos, que o adoram (Hb 1.6). A Bíblia atesta a autêntica humanidade de Jesus, pois nasceu como homem (Lc 2.7), cresceu como homem (Lc 2.52), sentiu fome (Mt 4.2), sede (Jo 19.28), comeu e bebeu (Mt 11.19; Lc 7.34), dormiu (Mt 8.24), suou sangue (Lc 22.44) etc. Foi gerado pelo Espírito Santo no ventre da virgem Maria, sendo portanto, santo, inocente e imaculado (Hb 7.26). É verdadeiramente Deus (Jo 5.18; 10.39-33; 1 Jo 5.20) e verdadeiramente homem (Lc 19.10).

3. Multiplicação: Pregam a auto-salvação. Crer em Jesus é importante, mas não é tudo. a salvação é pelas obras. às vezes, repudiam publicamente o sangue de jesus: 

A Seicho-No-Iê nega a eficácia da obra redentora de Jesus e o valor de seu sangue para remissão de pecados, chegando a dizer que se o pecado existisse realmente, nem os budas todos do Universo conseguiriam extingui-lo, nem mesmo a cruz de Jesus Cristo conseguiria extingui-lo.

Os mórmons afirmam crer no sacrifício expiatório de Jesus, mas sem o cumprimento das leis estipuladas pela Igreja não haverá salvação. Outro requisito foi exposto pelo profeta Brigham Young, que disse: Nenhum homem ou mulher nesta dispensação entrará no reino celestial de Deus sem o consentimento de Joseph Smith.12 O Homem tem de fazer o que pode pela própria salvação (“Doutrinas de Salvação”, p. 91, volume III, Joseph Fielding Smith). Por isso, eles têm grande admiração por Smith.

Os adventistas, por meio de sua profetisa Ellen Gould White, ensinam que a guarda do sábado implica salvação e que os benefícios da morte de Cristo nos serão aplicados desde que este­jamos vivendo em harmonia com a lei, que, no caso, é guardar o sábado. Santificar o sábado ao Senhor importa em salvação eterna (“Testemunhos Seletos”, vol. III, p. 22 – 2′ edição, 1956).

Doutrinas semelhantes são ensinadas pela Igreja da Unificação do Rev. Moon, que desdenha os cristãos por acharem que foram salvos pelo sangue que Jesus verteu na cruz, chegando a dizer que os que assim ensinam estão enganados. Dizem: Como tem sido vasto o número de cristãos, durante os 2000 anos de história cristã, que tinham plena confiança de terem sido completamente salvos pelo sangue da crucifixão de Jesus!13

As Testemunhas de Jeová ensinam que a redenção de Cristo oferece apenas a oportunidade para alguém alcançar sua própria salvação por meio das obras. Jesus simplesmente abriu o caminho. O restante é com o homem. Uma de suas obras diz: Trabalhamos arduamente com o fim de obter nossa própria salvação.14 Outra declaração: Somos salvos por mais do que apenas crer na mensagem do Reino de todo o nosso coração; também temos de declarar publicamente esta mensagem do reino a outros, para que estes também possam ser salvos para o novo mundo de Deus (“Do Paraíso Perdido ao Paraíso Recuperado”, p. 249 STV).

Resposta Apologética:

A Bíblia declara que todo aquele que nega a existência do pecado está mancomunado com o diabo, o pai da mentira (Jo 8.44 comparado com 1 Jo 1.8). A eficácia do sangue de Cristo para cancelar os pecados nos é apresentada como a mensagem central da Bíblia. E a base do perdão dos pecados (Ef 1.7; 1 Jo 1.7-9; Ap 1.5).

Com respeito à salvação pelas obras, a Bíblia é clara ao ensinar que somos salvos pela graça, por meio da fé, e isso não vem de nós, é dom de Deus, não vem das obras, para que ninguém se glorie (Ef 2.8-9). Praticamos boas obras não para sermos salvos, mas porque somos salvos em Cristo Jesus, nosso Senhor.

As obras são o resultado da salvação, não o seu agente. O valor das obras está em nos disciplinar para a vida cristã (Hb 12.5-11; 1 Co 11.31-32). Paulo declara em Cl 2.14-17 que o sábado semanal fazia parte das ordenanças da lei que foram cravadas na cruz e que não passavam de sombras, indicando assim que o verdadeiro descanso encontramos em Jesus (Mt 11.28-30).

4. Divisão: Dividem a fidelidade entre Deus e a organização. desobedecer à organização ou à Igreja equivale a desobedecer a Deus. Não existe salvação fora do seu sistema religioso, da própria organização ou igreja. 

Quase todas as seitas pregam isso, sobretudo as pseudocristãs, que se apresentam como a restauração do Cristianismo primitivo, que, segundo ensinam, sucumbiu à apostasia, afastando-se dos verdadeiros ensinos de Jesus. Acreditam que, numa determinada data, o movimento apareceu por vontade divina para restaurar o que foi perdido. Daí a ênfase de exclusividade. Outras, quando não pregam que não integram o Cristianismo redivivo, ensinam que todas as religiões são boas, e que a sua somente será responsável por unir todas as demais. Dizem que segundo o plano de Deus ela foi criada para esse fim, como é o caso da fé Bahá’í e outros movimentos ecléticos.

Resposta Apologética:

O ladrão arrependido ao lado de Jesus na cruz entrou no Céu sem ser membro de nenhuma dessas seitas (Lc 23.43), pois o pecador é salvo quando se arrepende (Lc 13.3) e aceita a Jesus como Salvador único e pessoal (At 16.30-31). Desse modo, ensinar que uma organização religiosa possa salvar é pregar outro evangelho (2 Co 11.4; Gl 1.8). Isso implica dividir a fidelidade a Deus com a fidelidade à organização e tira de Jesus a sua exclusividade de conduzir-nos ao Pai (Jo 14.6). Não há salvação sem Jesus (At 4.12; 1 Co 3.11).

VI – Outras Características

Falsas profecias: As Testemunhas de Jeová, os adventistas, os mórmons e outros já proclamaram o fim do mundo para datas específicas.

Resposta Apologética:

A Bíblia nos adverte contra os que marcam datas para eventos como fechamento da porta da graça, a vinda de Jesus (Dt 18.20-22; Mt 24.23-25; Ez 13.1-8; Jr 14.14).

Negam a ressurreição corporal de Cristo, admitindo que Jesus Cristo tenha ressuscitado apenas em espírito: As Testemunhas de Jeová, Ciência Cristã, Igreja da Unificação, Kardecismo ensinam uma ressurreição espiritual de Jesus, afirmando que seu corpo físico simplesmente foi escondido, ou que se evaporou; outros dizem que nem sequer ressuscitou (LBV), e ainda outros não acreditam que tenha morrido na cruz (Rosa cruz, Islamismo etc). 

Resposta Apologética:

Quanto à morte e ressurreição de Jesus, a Bíblia afirma que:

1. Jesus morreu realmente. Eis o processo de sua morte:

a)  A agonia no Getsêmani (Lc 22.44);

b) Açoitado brutalmente (Mt 27.26; Mc 15.15; Jo 19.1);

c)  Mãos e pés cravados na cruz (Mt 27.35; Mc 15.24);

d) Morte comprovada (Jo 19.33-34);

e)  Sepultamento (Jo 19.38-40).

2. Ressuscitou corporalmente:

a)  Ressurreição predita (Jo 2.19-22);

b)  O túmulo vazio comprova a ressurreição (Lc 24.1-3);

c)  Suas aparições (Lc 24.36-39; Jo 20.25-28).

3 .Negar a ressurreição de Jesus é ser falsa testemunha contra Deus, pois:

a) Essa é a mensagem do Evangelho (1 Co 15.14-17);

b) A expressão Filho do Homem designa a forma da sua
segunda vinda e testifica que Jesus mantém seu corpo
ressuscitado (At 7.55-59; Mt 24.29-31; Fp 3.20-21);

c) Jesus com corpo glorificado está no céu (1 Tm 2.5).

VII – Como Abordar os Adeptos das Seitas

O pesquisador Jan Karel Van Baalen afirma: Os adeptos das seitas são as pessoas mais difíceis de evangelizar. Dentre as razões apresentadas por Van Baalen, apontamos as seguintes:

a)  Os adeptos das seitas não são pessoas que devem ser despertadas para a religião. O herege deixou a fé tradicional em que foi criado e adotou, segundo pensa, coisa melhor, chegando até mesmo a hostilizá-la. Ele renunciou ao plano de Deus para salvação em troca de algum sistema de auto-salvação. Assim, para ele, a firmação do profeta, todas as nossas justiças são como trapo de imundícia (Is 64.6) não reflete a verdade de Deus.

b) O sectário bem informado é consciente das falhas da religião protestante e evangélica. Ele não consegue entender a variedade denominacional. Além disso, pensa que sabe tudo sobre sua fé e está convencido de que conhece mais acerca do que cremos do que nós mesmos.

c)  Muitos adeptos fizeram sacrifícios, contrariaram os seus familiares, suportaram a zombaria dos amigos etc. Como reconhecer agora que estão errados e a paz que encontraram não é verdadeira? 

Conhecendo a nossa fé

Diante do exposto, diz o pesquisador: Antes de entramos nessa discussão, estejamos bem seguros do nosso terreno. A resposta escolar: Eu sei, mas não sei explicar engana somente o estudante. Se não soubermos responderão argumento do sectário, é só porque não dominamos os fatos. E nosso conhecimento inadequado que nos obriga a abandonar o campo derrotados, desonrando o Senhor.

Concordamos não apenas com Van Baalen, mas também com Lutero, que disse: Se não houvesse seitas,pelas quais o diabo nos despertasse, tornar-nos-íamos demasiadamente preguiçosos e dormiríamos roncando para a morte. Aféea Palavra de Deus seriam obscurecidas e rejeitadas em nosso meio. Agora, essas seitas são para nós como esmeril para nos polir; elas nos amolam e estão lustrando nossa fé e nossa doutrina, para se tornarem limpas como um espelho brilhante. Também chegamos a conhecer Satanás e seus pensamentos e seremos hábeis em combatê-lo. Assim a Palavra de Deus torna-se mais conhecida.

Notas

1 Histórias das Heresias, (séculos I-VII).  Roque Frangiotti. 1995. Editora Paulus, p. 6.

2 Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. R.N. Champlin e J. M. Bentes.Vol 3 e 6. 4ª. edição. Editora Candeia, 1991.

3 O Império das Seitas. Walter Martin, v.1. Belo Horizonte: Betânia 1992, p. 11.

4 Entendendo as Seitas, um Manual das Religiões de Hoje. Josh MacDowill e Don Stwart. Editora Candeia, 1992, p. 9.

5 O Caos das Seitas um Estudo Sobre os “Ismos” Moderno. J. K. Van Baalen. 8a ed. São Paulo. Imprensa Batista Regular, 1986, p. 282

6 Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. R. N. Champlin e J. M. Bentes.Vol 2. edição. Editora Candeia, 1991.

7 Revista Adventista (fevereiro/1994). Editora CPB, p. 37.

8 A Sentinela, de 1o de setembro de 1991. STV, p. 19.

9 A Sentinela, de 1o de agosto de 1982. STV, p. 27.

10 Livro de Jesus. José Paiva Netto. 10 . Edição, pp.108-112.

11 Kanro no hoou I-II-II. Chuvas de Nectáreas doutrinas. Masaharu Taniguchi. São Paulo. Igreja Seicho-No-Iê do Brasil, 1979 (sem numeração de páginas).

12 Journal of Discourses. Brigham Young. Vol VII EUA 1869, p. 289.

13 A Teologia da Unificação. Young Moon Kim. São Paulo. AES – UCM, 1986, p. 276.

14 Nosso Ministério do Reino (dezembro de 1984, p. 1).

15 O Caos das Seitas um Estudo Sobre os “Ismos”Moderno. J. K. Van Baalen. 8 ed. São Paulo. Imprensa Batista Regular, 1986, p. 282.

Catolicismo 

I – Introdução

A Igreja Católica Apostólica Romana ou catolicismo romano é um dos três ramos do Cristianismo que, com os protestantes e ortodoxos, formam sem dúvida nenhuma o maior grupo dentro do Cristianismo. É uma religião que influenciou e influencia profundamente o mundo ocidental e a humanidade de modo geral. Não nos deteremos na análise da influência político-social exercido por ela. Infelizmente, em nome de sua tradição contrária às Escrituras, o catolicismo romano sacrificou o autêntico Cristianismo ao longo dos séculos.

Nós, cristãos, devemos amar os católicos, mas não invalidar a verdade bíblica. O apóstolo João declarou que temos de ter amor pela verdade: 0 presbítero à senhora eleita, e a seus filhos, aos quais amo na verdade, e não somente eu, mas também a todos os que têm conhecido a verdade. Por amor da verdade que está em nós, e para sempre estará conosco: A graça, a misericórdia e a paz, da parte de Deus Pai e de Jesus Cristo, o Filho do Pai, serão conosco em verdade e amor (2 João 1-3). O reformador Martinho Lutero concorda com o apóstolo João ao declarar que era maldita a união que sacrificasse a verdade.

Antes de continuarmos, é importante observar que as doutrinas comuns entre católicos romanos e evangélicos são muitas, porém, com pesar, dizemos que as divergências que há entre eles e nós, além de também serem muitas, são bastante acentuadas. No entanto, reconhecemos que o catolicismo romano, embora tenha incorporado muitas doutrinas antibíblicas, preservou também doutrinas fundamentais do Cristianismo.

II – Considerações Gerais

1. Fonte de Autoridade Religiosa: A Bíblia e a Tradição

A Igreja Católica Romana afirma que a Bíblia, por si só, não constitui todo o campo do conhecimento de Deus, e que, por isso, deve ser suplementada pelos ensinos da tradição. As verdades que Deus revelou acham-se na Sagrada Escritura e na tradição (“Terceiro Catecismo de Doutrina Cristã”, Editora Vera Cruz Ltda., Ia edição, agosto de 1976; p. 160, resposta à pergunta 870).

Respondendo à pergunta de como se pode ter consideração à tradição, foi dito que: A tradição deve ter-se na mesma consideração em que se tem a Palavra de Deus contida na Sagrada Escritura (“Terceiro Catecismo de Doutrina Cristã”, Editora Vera Cruz Ltda., Ia edição, agosto de 1976; p. 162, resposta à pergunta 887).

Explica a Igreja Católica ainda o que abrange a tradição: A tradição é a palavra de Deus não escrita, mas comunicada de viva voz por Jesus Cristo e pelos apóstolos, e que chegou sem alteração, de século em século, por meio da Igreja, até nós (“Terceiro Catecismo de Doutrina Cristã”, Editora Vera Cruz Ltda., 1a edição, agosto de 1976; resposta à pergunta 885, p. 162). Continua ainda a esclarecer que os ensinamentos da tradição acham-se principalmente nos decretos dos Concílios, nos escritos dos santos padres, nos atos da Santa Sé, nas palavras e nos usos da Sagrada Liturgia (“Terceiro Catecismo de Doutrina Cristã”, Editora Vera Cruz Ltda., Ia edição, agosto de 1976; resposta à pergunta 886, p. 162). 

Resposta Apologética:

Sabemos que toda instituição possui suas tradições, uso e costumes, e que em alguns casos essa tradição é salutar: Então, irmãos, estai firmes e retende as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa (2 Ts 2.15). E louvo-vos, irmãos,porque em tudo vos lembrais de mim, e retendes os preceitos como vo-los entreguei (1 Co 11.2) e: Por cuja causa padeço também isto, mas não me envergonho;porque eu sei em quem tenho crido, e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até aquele dia. Conserva o modelo das sãs palavras que de mim tens ouvido, na fé no amor que há em Cristo Jesus. Guarda o bom depósito pelo Espírito Santo que habita em nós (2Tm 1.12-14). No entanto, quando essa tradição contradiz as Sagradas Escrituras, ela deve ser rejeitada: Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais (1 Pe 1.18). A tradição pode tornar-se uma traição ao Evangelho: E assim invalidastes, pela vossa tradição, o mandamento de Deus (Mt 15.6). É, sem dúvida nenhuma, um outro evangelho como o apóstolo Paulo escreveu: Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema (Gl 1.8). A Igreja Católica Romana no Concilio de Tolosa, em 1222, proibiu a leitura da Bíblia aos leigos, passando a tradição a ter mais autoridade do que a Palavra de Deus. Essa proibição antibíblica do catolicismo romano nos remete à advertência do Senhor Jesus aos judeus: Em vão, porém, me honram, ensinando doutrinas que são mandamentos dos homens; porque, deixando o mandamento de Deus, retendes a tradição dos homens; como o lavar dos jarros e dos copos; e fazeis muitas outras coisas semelhantes a estas. E dizia-lhes: Bem invalidais o mandamento de Deus para guardardes a vossa tradição (Mc 7.7-9). É dever de todo o homem ler a Bíblia. E somos orientados a agir dessa forma pela própria Palavra (Dt 6.6-7; 31.11-12; Js 1.8; Is 34.16; At 17.11; 2Tm 3.15-17). Os cristãos evangélicos sustentam que, em matéria de fé e prática, a Bíblia é suficiente. Cremos, ser a Bíblia a Palavra de Deus, única regra infalível de fée conduta para a vida e o caráter cristão (Pv 30.5-6; Mt 15.1-3; At 20.27; 1 Ts 2.13; 2 Tm 1.5; 3.15-17). Aceitamos a tradição que confirma, aponta, indica para a Bíblia, que está de acordo com as Sagradas Escrituras, e simplesmente como mero apêndice e nunca igual ou superior à gloriosa Palavra revelada de Deus: Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro; E, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das coisas que estão escritas neste livro (Ap 22.18-19).

2.A Igreja Através dos Séculos 

Não cremos na teoria de que a Igreja tenha se apostatado. Jesus garantiu: Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela; (Mt 16.1%); A esse glória na igreja, por Jesus Cristo, em todas as gerações, para todo o sempre. Amém (Ef 3.21). Sempre houve os que rejeitavam a autoridade papal e o padrão imposto pela Igreja, eles eram a Igreja de Jesus Cristo. Dentre eles mencionamos os cátaros, os albigenses, os valdenses. Deus sempre teve testemunhas na Terra (Gn 6.5-8).

3. O Culto Católico 

Não é necessário sequer estudar os dogmas da Igreja Católica para se perceber o seu desvio do Cristianismo autêntico e, para isso, basta assistir a uma missa. Todo aquele aparato e ritual é característica do paganismo. Ninguém encontra esse modelo de culto no Novo Testamento. No culto judaico, do Antigo Testa­mento, havia esse aparato por causa do significado e da simbologia com a vida e obra do Messias, isso está explicado na epístola aos Hebreus. Além disso, esses ritos judaicos eram apenas no tabernáculo e depois no templo, nunca nas sinagogas. Nada há em comum entre a missa da Igreja Católica e o culto cristão registrado no Novo Testamento. O culto cristão é simples, conforme declara a Bíblia: Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação (1 Co 14.26). 

4. Crescimento que Assusta 

Não temos a intenção de atacar nenhuma religião. Devemos amar e respeitar os católicos, e ser bons amigos deles. Muitos deles são tementes a Deus e estão preocupados com a sua salvação.

a) É dever de todos respeitar a religião dos outros. Evangelizar não é sinônimo de desrespeitar a religião e símbolos sagrados dos outros;

b) Crescendo pelo poder do Espírito Santo. A revoada dos católicos para as igrejas evangélicas é grande. Isso tem preocupado o catolicismo romano. Implantaram a Rede Vida, afirmando que a Igreja cresce por meio de estratégias de marketing. Nós crescemos e expandimos pelo poder do Espírito Santo, mesmo sob as  perseguições do clero. Jesus disse que quem converte o homem é o Espírito Santo (Jo 16.8-11).

III – Os Livros Apócrifos

Os livros apócrifos nunca fizeram parte do Cânon Sagrado dos judeus, isto é, na Bíblia hebraica, até hoje. Esses livros e alguns outros aparecem na Septuaginta. A Bíblia hebraica, ainda hoje, está dividida em três partes: Lei, Hagiógrafos (Escritos Sagrados) e Profetas. Segundo Josefo, era essa a divisão da Bíblia do primeiro século. Essa mesma divisão aparece em Lucas 24.44, sendo que Salmos representam os Hagiógrafos. Nesse Cânon não constam os apócrifos.

A palavra apócrifo vem do grego apochriphos e significava escondido, impuro, espúrio (não legítimo). Em 1546, o Concilio de Trento, convocado pela Igreja Católica, oficializou definitivamente a inclusão, na Bíblia, de sete livros e quatro acréscimos aos livros canônicos, como seguem: Tobias, Judite, Sabedoria de Salomão, Eclesiástico, Baruque, 1 e 2 Macabeus

1. Acréscimos

Ao livro de Ester (10.4;16.24); Cântico dos três Santos Filhos ao livro de Daniel, de (3.24-90); História de Suzana ao livro de Daniel (capítulo 13); Bel e o Dragão ao livro de Daniel (capítulo 14).

Esses livros e acréscimos foram denominados de deutero-canônicos: (segundo cânon) pelo referido Concilio, para dar-lhes a legitimidade que até então não possuíam. A primeira edição da Bíblia católico-romana com os apócrifos deu-se em 1592, com autorização do papa Clemente VIII. 

2. Diferenças de Nomes dos Livros

A lista dos livros da Bíblia Católica comporta 46 (45, se contarmos Jeremias e Lamentações juntos) escritos para o Antigo Testamento e 27 para o Novo:

1.— Gênesis

2.— Êxodo

3.— Levítico

4.— Números

5.— Deuteronômio

6.— Josué

7.— Juízes

8.— Rute

9.—1 Samuel

10.— 2 Samuel

11.— 1 Reis

12.— 2 Reis

13.— 1 Crônicas

14.— 2 Crônicas

15 — Esdras

16.— Neemias

17.—Tobias

18.— Judite

19 — Ester

20.— 1 Macabeus

21.— 2 Macabeus

22.—Jó

23.— Salmos

24.— Provérbios

25.— Eclesiastes (ou Coélet)

26.— Cântico dos Cânticos

27.— Sabedoria

28.— Eclesiástico (ou Sirácida)

29.— Isaías

30.— Jeremias

31.— Lamentações

32.— Baruc

33.— Ezequiel

34.— Daniel

35.— Oséias

36—Joel

37.— Amos

38.—Abadias

39.— Jonas

40.— Miquéias

41.— Naum

42.— Habacuc

43.— Sofonias

44.— Ageu

45.— Zacarias

46.— Malaquias

(“Catecismo da Igreja Católica” , Edição Típica Vaticana, Editora Vozes e Edições Loiola, SP. 1999, p. 43).

Portanto, a Bíblia católica tem 46 livros no Antigo Testamento (7 apócrifos) e 27 no Novo Testamento, perfazendo um total de 73 livros, diferentemente da Bíblia protestante, que tem 39 livros no Antigo Testamento e 27 no Novo Testamento, somando 66 livros.

Em algumas edições católicas há diferenças de nomes dos livros:

Edição Católica             Edição Protestante

1  Reis                              1 Samuel

2  Reis                              2 Samuel

3  Reis                              1 Reis

4  Reis                              2 Reis

1  Paralipômenos              1 Crônicas

2  Paralipômenos              2 Crônicas

1  Esdras                          Esdras

2  Esdras                          Neemias

IV – O Papado 

1. Instituição do Papado

Ninguém pode negar a influência político-religiosa do papa entre as nações, mas, biblicamente, esse cargo não existe. A teoria de que Pedro foi o primeiro papa não resiste à análise bíblica. A tradição católica romana diz que Pedro foi papa em Roma du­rante 25 anos.

O catolicismo afirma que 0 Papa, a quem chamamos também Sumo Pontífice ou romano Pontífice, é o sucessor de São Pedro na Sede de Roma, o vigário de Jesus Cristo na terra, e o chefe visível da Igreja (“Terceiro Catecismo de Doutrina Cristã”, Editora Vera Cruz Ltda., Ia  edição, agosto de 1976; p. 44, resposta à pergunta 191).

E mais: Um cristão assim, cuja vida é conduzida pelo Espírito, não porá nunca em questão a obediência de vida às diretivas da Igreja ou do sucessor de Pedro, o Cristo visível na terra (“Sereis Batizados no Espírito”, Haroldo J. Rahm, S.J. e Maria J.R. Lamego, edições Loyola, São Paulo 1992, 6a edição, p. 38).

NOTA: As seguintes expressões sobre o papa contrariam a Bíblia:

1 – Sumo Pontífice: Jesus é o Sumo Pastor (1 Pedro 5.4); – É a Ponte ou caminho entre nós e Deus (João 14.6; 1Timóteo 2.5);

2 – O Vigário de Jesus é o Espírito Santo e não o papa (João 14.16-18);

3 – O chefe invisível da Igreja é Jesus. Um Cristo visível só pode ser um falso cristo (Mateus 24.23-24; Efésios 1.20-22).

2. Prerrogativas Papais

Falando das prerrogativas do papa, o ensino católico é o seguinte:

Pode errar o papa ao ensinar a Igreja?

O papa não pode errar, quer dizer, é infalível nas definições que dizem respeito à fé e aos costumes (“Terceiro Catecismo de Doutrina Cristã”, Editora Vera Cruz Ltda., Ia edição, agosto de 1976; p. 45, resposta à pergunta 196).

Nota: Todo o homem é falível (Romanos 3.3-4; Mateus 23.9-11) o único infalível é Jesus, cujas palavras não passarão (Mateus 24.35). 

3. Suposto Apoio Bíblico

Para fazer essas bombásticas declarações, o papa se vale da pessoa de Pedro. Cita a confissão de Pedro em Mateus 16.16-19: E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque to não revelou a carne e o sangue, mas meu Pai, que está nos céus. Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão con­tra ela; e eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra, será ligado nos céus, e tudo que desligares na terra será desligado nos céus. Dessa passagem, a Igreja Católica Romana derivou o seguinte raciocínio: Pedro é a rocha sobre a qual a Igreja Católica está edificada.

A ele foi dado o poder das chaves, e, portanto, só ele pode abrir a porta do Reino dos céus. Só ele pode ligar e desligar. Pedro tornou-se o primeiro bispo de Roma e, com isto, distinguiu aquela cidade como o centro do governo eclesiástico e espiritual, que deve reger todas as igrejas em toda parte. Finalmente, por sucessão ininterrupta, toda a autoridade dada a Pedro foi conferida, até nossos dias, à extensa linhagem de bispos e papas, todos vigários de Cristo sobre a Terra (Teoria da Sucessão Apostólica).

4. Exegese de Mateus 16.16-19: Tu És Pedro, e sobre esta Pedra…

A expressão sobre esta pedra relaciona-se com a resposta de Pedro, Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo. É sobre Cristo que a Igreja foi edificada, e não sobre Pedro. Jesus afirmou que Ele mesmo era a Pedra (Mt 21.42). Essa afirmação é uma interpretação veraz do Salmo 118.22-24. O próprio Pedro identifica Jesus como a Pedra (At 4.11-12; 1 Pe 2.4-6). Se Pedro foi papa durante 25 anos, então existe algo errado, já que esse apóstolo foi martirizado no reinado de Nero, por volta de 67 ou 68 a.D. Subtraindo desta data 25 anos, retrocederemos ao ano 42 ou 43 a.D. Nessa época não havia ocorrido ainda o Concilio de Jerusalém (At 15), que se deu mais ou menos no ano 48 a.D., ou um pouco depois. Pedro participou do Concilio, mas foi Tiago quem o realizou e presidiu (At 15.13-19). Em 58 a.D., Paulo escreveu a epístola aos Romanos. E no capítulo 16 mandou saudação para muita gente em Roma, mas Pedro sequer é mencionado. Por outro lado, Paulo chegou a Roma no ano 62 a.D. e foi visitado por muitos irmãos (At 28.30-31). Todavia, nesse período, não há nenhuma menção a Pedro ou a algum papa. O apóstolo Paulo escreveu quatro cartas de Roma: Efésios, Colossenses e Filemom (62 a.D.) e Filipenses (entre 67 e 68). Pedro não é mencionado em nenhuma delas. Novamente, não se tem notícia desse suposto papa. Assim, não existe fundamento bíblico nem subsídio histórico para consubstanciar a figura do papa. Ainda sobre o poder concedido a Pedro, estaria Jesus outorgando autoridade para que outras pessoas a exercessem de forma singular como outra cabeça da Igreja? Devemos considerar o texto em estudo e seu contexto em relação a:

1. Enquanto Pedro é mencionado na segunda pessoa (tu), a expressão esta pedra está na terceira pessoa.

2. Pedro (petros) é um substantivo masculino, enquanto pedra {petra) é um feminino singular. Conseqüentemente, essas palavras não têm a mesma referência. Ainda que Jesus tivesse falado em aramaico, o original grego inspirado traz as distinções.

3. A mesma autoridade concedida a Pedro por Jesus estende-se também a todos os apóstolos em Mateus 18.18.

4. Pedro não era representante dos demais apóstolos. Em Mateus 16.23 encontramos Pedro sendo repreendido por Cristo à parte dos apóstolos. Os demais apóstolos, por sua vez, também foram exortados por Jesus na mesma ocasião. Se Pedro tivesse de fato primazia sobre seus companheiros de ministério, Jesus não o teria repreendido longe deles (w. 22-23).

5. O impressionante é que até mesmo certas autoridades católicas estão de acordo que a referência estudada não diz respeito a Pedro, o destaque aqui para João Crisóstomo e Agostinho. Escreveram:
Nesta pedra, então, disse Ele, a qual tu confessaste. Eu construirei minha Igreja. Esta Pedra é Cristo; e nesta fundação o próprio Pedro construiu (“Agostinho – Comentário sobre o Evangelho de João”).

Se considerarmos o fato de que Pedro é uma pedra não-angular, assim como alguns não-católicos acreditam, chegamos à conclusão de que ele não era a única pedra na fundação da Igreja. E notável que Jesus deu a todos os apóstolos o mesmo poder para ligar e desligar (Mt 18.18). Essa autoridade era comum aos rabinos, que tinham o privilégio para dar permissão e proibir. Não se tratava de uma porção de poder concedido somente a Pedro, mas também à Igreja, pela qual proclamamos o Evangelho, o perdão de Deus e seu julgamento aos impenitentes. Em Efésios 2.20 encontramos que a Igreja fora constituída sob a fundação dos apóstolos e dos profetas, sendo o próprio Cristo Jesus a pedra angular. Assim, todos os apóstolos, e não somente Pedro, são a fundação da Igreja. Contudo, o único que tem preeminência sem igual é Cristo, a pedra angular. O próprio Pedro referiu-se ao Senhor Jesus como o fundamento da Igreja (1 Pe 2.7). Os demais crentes, portanto, são as pedras vivas (v. 5) nessa edificação. Não há nenhuma indicação de que a Pedro fosse determinado, acima dos demais apóstolos, um lugar de proeminência na fundação da Igreja. O papel de Pedro, no Novo Testamento, está longe da reivindicação católica romana de que ele tinha e era autoridade sobre seus companheiros. Embora o encontremos como orador principal no dia de Pentecostes, sua atuação no restante do livro de Atos é escassa, sendo ele considerado como um dos apóstolos. De forma muito clara, Paulo falou o seguinte: em nada fui inferior aos mais excelentes apóstolos (2 Co 12.11). Será que uma leitura mais cuidadosa da carta aos Gálatas fará com que aceitemos que algum apóstolo foi superior a Paulo? Creio que não. Pois Paulo reivindicou para si uma revelação independente dos demais apóstolos (Gl 1.12; 2.2), reconheceu que seu chamado era semelhante ao ministério de Pedro (Gl 2.8), a ponto de usar de sua autoridade para repreender a Pedro (Gl 2.11-14). O fato de Pedro e João serem enviados pelos demais apóstolos a uma missão especial em Samaria demonstra que Pedro não tinha uma posição superior entre eles (At 8.4-13). Se Pedro era superior aos demais, por que é dispensada ao ministério de Paulo uma atenção maior, fato constatado nos capítulos 13-28? No primeiro concilio realizado em Jerusalém (At 15) a decisão final não partiu de Pedro, mas, sim, dos apóstolos e dos anciãos. Além disso, foi Tiago, e não Pedro, que presidiu o conselho (At 15.13). Em momento algum, já que era superior aos demais apóstolos, Pedro reivindicou ser pastor das igrejas, antes exortou os presbíteros para que cuidassem do rebanho de Deus (1 Pe 5.1-2). Embora reconhecesse ser um apóstolo (1 Pe 1.1), ele não se intitulou o apóstolo, ou chefe dos apóstolos. Sabia que era apenas uma das colunas da Igreja, com Tiago e João, e não a coluna principal(Gl 2.9). Contudo, foi falível em sua natureza. Somente a Palavra de Deus é infalível. Isto não quer dizer que ele não teve um papel significante na vida da Igreja. Segundo afirmação do catolicismo romano, os sucessores de Pedro ocupam sua cadeira. Quando, portanto, analisamos as Escrituras, encontramos critérios específicos para o apostolado (At 1.22; 1 Co 9.1; 15.5-8), de modo que n%o poderia haver sucessão apostólica no bispado de Roma ou em qualquer outra igreja. Quanto às chaves entregues simbolicamente a Pedro, elas não significam que ele tinha poder para fazer entrar no céu quem ele quisesse. Essas chaves representam a propagação do Evangelho, pela qual todos os pregadores, e não Pedro apenas, podem abrir as portas dos céus aos pecadores que desejam ser salvos. Jesus foi explícito e enfático ao ordenar a divulgação das boas-novas em Lucas 24.46-47. A mensagem de salvação produz arrependimento. E arrependimento é fé na pessoa e obra de Cristo, ou seja, em sua morte e ressurreição. Pedro abriu as portas do céu para os seus ouvintes no dia de Pentecostes (At 2.37-41); na casa de Cornélio (At 10.42-43).

V – O Mariocentrismo Católico Romano (Mariolatria)

A Igreja Católica Apostólica romana tributa a Maria, mãe de Jesus, vários títulos e honrarias que pertencem exclusivamente a Jesus Cristo. Com isso não concordam os evangélicos e isto tem provocado uma animosidade entre católicos e evangélicos, julgando os católicos que os evangélicos desrespeitam Maria, mãe de Jesus. E uma situação que logo vem à baila quando falamos com os católicos sobre Maria. Os evangélicos se esforçam para respeitar Maria dentro do que diz a Bíblia sobre ela, enquanto o ensino católico no Brasil sobre Maria é tão fora da Bíblia que o culto que se presta a Maria pode ser visto como simplesmente Mariolatria. Essa nossa colocação é vista como imprópria pelos católicos, no entanto, a Igreja Romana, na ansiedade de defender eprovar seus ensinos sobre Maria, tornou-se Mariocêntrica, diferente do cristão, que é Cristocêntrico.

A) O Que é Cristocêntrico? É ter Jesus Cristo como centro da fé, como a Bíblia Sagrada nos ensina, ter a Jesus como único e suficiente salvador, mediador, consolador;

B) O Que é Mariocêntrico? É ter Maria como centro da fé, como mediadora, consoladora, intercessora, advogada;

Pode Ser o Cristão Cristocêntrico e Mariocêntrico? Não, ninguém pode servir a dois senhores (Mt 6.24), há um só senhor, (1 Co 8.5-6), há um só salvador (At 4.12), há um só mediador (1 Tm 2.5).

Dogma da Igreja Romana Sobre Maria Ensino da Bíblia Sobre Maria
1. – Maria, Mãe de Deus Concilio de Éfeso, 431 1. – Maria, Mãe de Jesus (Mt 1.18-25)
2.-Maria, Sempre Virgem Ela teria se mantido nessa condição por toda a vida. Dogma aceito no quarto século 2. – Maria, teve Outros Filhos (Mt 1.25; Mc 6.3-4; 4.31-35)
3. – Maria, Imaculada Foi concebida e nasceu livre do pecado Original. Dogma decla­rado pelo papa Pio IX, em 1854 3. – Maria, Nasceu Sob Pecado (Lc 1.47; Rm 3.23; 5.12)
4. – Maria, Assunta ao Céu O corpo de Maria subiu ao céu. Dogma .Declarado pelo papa Pio XII, em 1950 4. – Maria, aguarda a Ressurreição (1Ts 4.13-18)

Vejamos outros exemplos do Mariocentrismo católico: Existe mais Igrejas Romanas em honra, louvor, adoração e homenagem a Maria, do que a Jesus Cristo;

O terço romano:

O Rosário se divide em três Terços: Mistérios Gozosos, Dolorosos e Gloriosos. O Terço é um conjunto de Ave-Marias e Pai-Nossos. São cinqüenta Ave-Marias rezadas em grupos de dez, que se chamam Mistério. Após cada Mistério segue um Pai-Nosso. O Terço é a terça parte do Rosário (“Rezemos o Terço”, Pe. José Geraldo Rodrigues. Editora Santuário – Aparecida-SP, 1996, pp. 4-5). Se ora mais a Maria, que ao Pai.

Até na idolatria, ou na construção de imagens de esculturas, se faz mais imagens de Maria, do que de Jesus Cristo. Os católicos romanos colam mais adesivos de Maria em seus veículos do que os de Jesus.

Há mais aparições, sonhos, revelações aos adeptos da Igreja Romana de Maria do que de Jesus. 

1. A Virgem Maria

O padre católico André Carbonera em um artigo denominado de Pascoladas declara algo que vai mais além do que uma crítica aos evangélicos em decorrência da nossa posição bíblica com relação aos títulos e honrarias que os católicos tributam a Maria.

Muitos afirmam crer em Jesus, mas têm ódio da Mãe do mesmo Jesus… Ah, eu adoro Jesus! Tenho Jesus no meu coração. Jesus é meu tudo. Entretanto, desconhecem, negam, rejeitam e insultam a Mãe de Jesus… em nosso peregrinar terráqueo, quanto mais pistolões houver, melhor! Por que jogar fora, então, aqueles que pedem e rezam por nós, bem pertinho de Deus e de Jesus, como Maria e os Santos? Sena uma inútil auto-suficiência e uma enorme burrice…!

Primeiramente deixamos claro que não odiamos Maria, mãe de Jesus. Só queremos vê-la no seu próprio lugar indicado na Bíblia. Como poderíamos odiar Maria? E uma acusação sem fundamento. Em toda a literatura evangélica sobre a identidade de Maria não pode ser encontrado algo que possa justificar essa acusação tão absurda. Amamos Maria como a mãe de Jesus como apresentada na Bíblia.

Para desfazer esse equívoco, nada melhor do que apresentar o que a Bíblia realmente fala de Maria e depois confrontar com a posição católica sobre Maria.

Para esse confronto vamos examinar o livro “Glórias de Maria” de S. Afonso de Ligório, doutor da Igreja e fundador da congregação do Santíssimo Redentor. O nome da editora é Editora Santuário, de Aparecida, onde se situa o Santuário da Conceição Aparecida. Os editores informam que o livro é uma das obras mais conhecidas do santo doutor. Um livro que, em 23 7 anos, teve 800 edições, ainda que marcado pelo tempo, não precisa de justificativas para ser reeditado. Abordando o valor do livro o tradutor assim se pronuncia: Com as Glórias de Mana ergueu Afonso um perene monumento de seu terno e vivíssimo amor a Mãe de Deus (“Glórias de Maria”. S. Afonso de Ligório, Editora Santuário – Aparecida – SP, p. 13).

Diz ainda o tradutor: São freqüentes no presente livro as referências a Revelações. Que pensar sobre tais Revelações? Tais Revelações feitas por Deus mesmo, ou por meio de anjos e santos, são possíveis, são reais, e sempre existiram na Igreja. Pertencem à categoria das graças extraordinárias de Deus (“Glórias de Maria”, S. Afonso de Ligório, Editora Santuário, Aparecida – SP, p. 15).

Não pode ser alegado, pois, que se trata de obra não reconhecida pela Igreja Católica Romana.

Nesse confronto verificamos que os títulos e honrarias prestados a Jesus na Bíblia são transferidos a Maria, colocando-a, em diversas oportunidades, como alguém que se deve recorrer, de preferência, à pessoa augusta e soberana de nosso Senhor Jesus Cristo. 

1.1.- Maria é deusa para os católicos?

Os católicos manifestam seu sentimento de profunda tristeza quando afirmamos que Maria é reconhecida como deusa no catolicismo. Dizem que não estamos sendo honestos nessa declaração, mas os fatos falam por si mesmos.O livro “Glórias de Maria” atribui a Maria toda a honra e toda a glória que a Bíblia confere ao Senhor Jesus Cristo. Chama Maria de onipotente e por outros atributos divinos.

Sois onipotente, ó Maria, visto que vosso Filho quer vos honrar, fazendo sem demora tudo quanto vós quereis. Os pecadores só por intercessão de Maria obtêm o perdão. O, mãe de Deus, vossa proteção traz a imortalidade; vossa intercessão, a vida. Em vós, Senhora, tenho colocado toda a minha esperança e de vós espero minha salvação, …Maria é toda a esperança de nossa salvação, …acolhei-nos sob a vossa proteção se salvos nos quereis ver; pois só por vosso intermédio esperamos a salvação (“Glórias de Maria”, S. Afonso de Ligório, Editora Santuário – Aparecida – SP, edição de 1989, pp. 76-77,147).

Pedro recomenda: Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém (2 Pe 3.18). Quando conhecemos melhor o Jesus da Bíblia não podemos concordar com os títulos e honrarias que se prestam a Maria, pois acreditamos que nem mesmo Maria aceitaria a transferência para ela das honras que são exclusivas ao seu Filho – nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. 

2. Posição de Maria na Bíblia

Maria procurou interferir na obra salvífica de Jesus por três vezes durante o seu ministério. A primeira vez que Maria assim o fez foi quando Jesus visitou o templo, na idade de 12 anos. E quando o viram, maravilharam-se, e disse-lhe sua mãe: Filho, por que fizeste assim para conosco? Eis que teu pai e eu, ansiosos, te procurávamos. E ele lhes disse: Por que é que me procuráveis? Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai? (Lc 2.48-49).

Na segunda vez foi na festa de casamento, em Caná da Galiléia: E, faltando o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: Não têm vinho. Disse-lhe Jesus: Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora (Jo 2.3-4).

E a terceira vez foi em Cafarnaum, quando Jesus estava pregando: Chegaram, então, seus irmãos e sua mãe; e, estando de fora, mandaram-no chamar. E a multidão assentada ao redor dele, e disseram-lhe: Eis que tua mãe e teus irmãos te procuram e estão lá fora. E ele lhes respondeu, dizendo: Quem é minha mãe e meus irmãos? E, olhando em redor para os que estavam assentados junto dele disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos. Portanto qualquer que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, e minha mãe (Mc 3.31-35).

Mesmo quando Jesus foi interrompido no seu discurso por uma mulher que elogiava Maria por lhe ter amamentado e lhe dado à luz, Jesus não elogiou a mulher: Disse a mulher: Bem-aventurado o ventre que te trouxe e os peitos em que mamaste! Mas ele disse: Antes, bem-aventurados os que ouvem a palavra de Deus e a guardam (Lc 11.27-28). Jesus assim falando, afirmou que existe mais bem-aventurança em ouvir a Palavra de Deus e guardá-la do que ter sido filho de Maria.

Em outras ocasiões mencionadas na Bíblia onde Maria aparece, notamos o seguinte:

1. Maria, ao receber a notícia que seria mãe do Salvador, se pronunciou como necessitada de um Salvador: Disse, então, Maria: A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador (Lc 1.46-47).

2. Quando os magos visitaram Jesus, na sua infância, dirigiram-se a Jesus e não a Maria.   E o que lemos em Mateus 2.11: E, entrando na casa, acharam o menino com Maria, sua mãe, e, prostrando-se, o adoraram.  como se vê, os magos não adoraram Maria, mas adoraram Jesus.

3. A última referência bíblica a Maria é a que se vê em Atos 1.14 quando ela se encontrava em oração com os demais seguidores de Jesus: Todos estes perseveravam unanimemente em oração e súplicas, com as mulheres, e Maria, mãe de Jesus, e com seus irmãos. Fora isso, nada mais se lê no livro de Atos sobre Maria, assim como em todo o restante do Novo Testamento. 

3. Títulos e Honrarias

Existem cerca de 150 títulos dados a Jesus Cristo na Bíblia e que os cristãos precisam conhecer. Se não todos, pelo menos alguns deles devem ser conhecidos. Certamente isso evitará que aceitemos que os títulos atribuídos a Jesus sejam passados para Maria, sua mãe.

4. Confronto entre a Posição de Maria na Igreja Católica Romana e a Posição Bíblica 

Declarações Blasfemas:

Isso motiva então as palavras de Eádmero ao afirmar que nossa salvação será mais rápida, se chamarmos por Maria, do que se chamarmos por Jesus (“Glórias de Maria”, S. Afonso de Ligório, Editora Santuário – Aparecida – SP, edição 1989, p. 208).

NOTA: Hebreus 7.25 afirma que a nossa salvação é efetuada inteiramente por Jesus.

Há muito tempo teria já cessado de existir o mundo, assevera Fábio Fulgêncio, se não o tivesse Maria sustentado com suas preces (“Glórias de Maria”, S. Afonso de Ligório, Editora Santuário -Aparecida – SP, edição 1989, p. 209).

Nota: Lemos em Hebreus 1.3 que o mantenedor do universo é Jesus.

Podemos, entretanto, ir seguramente a Deus e dele esperar todos os bens, diz Amoldo de Chartres, agora que temos o Filho como nosso medianeiro, junto ao Pai, e a Mãe como nossa medianeira junto ao Filho. Como poderia o Pai deixar desatendido ao Filho, quando este lhe mostra as chagas recebidas por amor aos pecadores? E como poderia o Filho desatender à Mãe, mostrando-lhe esta os seios que o sustentaram? (“Glórias de Maria”, S. Afonso de Ligório, Editora Santuário -Aparecida – SP, edição 1989, p. 209).

Maria livra do inferno a seus devotos. Um verdadeiro devoto de Maria não se perde (“Glórias de Maria”, S. Afonso de Ligório, Editora Santuário – Aparecida – SP, edição 1989 p. 182).

É impossível salvar-se quem não é devoto de Maria e não vive sob sua proteção, diz S. Anselmo, e também é impossível que se condene a Virgem, e por ela é olhado com amor (“Glórias de Maria”, S. Afonso de Ligório, Editora Santuário – Aparecida – SP, edição 1989, p. 183).

Nota: Em relação a esse ensino, a posição evangélica é a de que há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem (1 Tm 2.5). Ouvindo a Palavra de Deus: De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus (Rm 10.17), o Espírito Santo convence o pecador do pecado da incredulidade (Jo 16.7-9) e ele recebe a Cristo como Senhor e Salvador dele e recebe o perdão de pecados e a certeza de que agora é filho de Deus (Jo 1.12; 1 Jo 2.1-2,12; 3.1-3), com direito à herança no céu (Jo 14.2-3). Jesus nos livra da ira vindoura (Mt 25.34; Rm 8.1; Hb 7.25).

No livro “Sereis Batizados no Espírito”, Haroldo J. Rahm, S.J. e Maria J.R. Lamego, Edições Loyola, São Paulo 1992, 6~ edição, p. 38 o escritor apresenta as vantagens da renovação carismática para os católicos, ao dizer: Nova Apreciação da Igreja, da Liturgia, da Eucarística, de Maria.

O Padre Marcelo declara: Maria nunca foi motivo de vergonha para Deus, mas motivo de muita alegria. Em sua humildade, fidelidade e capacidade de amar, tornou-se divina. Encontrou-se a si mesma no mistério profundo do amor do Senhor. Aqui veremos o que fazer para ter contato maior com a nossa Mãe que, em todos os momentos, por sua intercessão, nos guarda em seu coração e nos conduz à santidade (“Aprendendo a dizer sim com Maria”, Pe. Marcelo M. Rossi, Editora Vozes, 1998, p. 7).

5. Assunção de Maria

O ensino católico é:

Na festa da Assunção da Santíssima Virgem, a Igreja celebra a morte preciosa e a gloriosa assunção da Virgem Maria ao Céu. Com a alma de Maria foi levada ao Céu também o seu corpo. A assunção de nossa Senhora em corpo e alma ao céu foi definida pelo Santo Padre Pio XII, em 1o de novembro de 1950 (“Terceiro Catecismo de Doutrina Cristã”, Editora Vera Cruz Ltda., Ia edição, agosto de 1976; p. 219, resposta às perguntas 173,175).

NOTA: Jesus é chamado as primícias dos mortos (1 Co 15.20) e a próxima ressurreição, em corpo glorificado, se dará na segunda vinda de Jesus (1 Co 15.22-23, 51-54; 1 Ts 4.16-17).

6. Mãe de Deus

O catolicismo romano, contrariando o Evangelho de João 2.1-2 — mãe de Jesus, considera Maria como se ela tivesse atributos da divindade, atribuindo-lhe os títulos: co-Redentora; Advogada; Refugio dos Pecadores; Arca de Noé; Medianeira etc.

Resposta Apologética:

Um dos motivos desse entendimento católico se dá devido à interpretação incorreta do título Theotókos {mãe de Deus) dado a Maria. No Evangelho de João 2.1-2, diz: mãe de Jesus, que na língua grega é meter ton Iesous. O título Mãe de Deus do grego Theotókos, foi dado a Maria no Concilio de Efeso, em 431 a.C. Theotókos, Deípara, era menos assustador do que o português Mãe de Deus, realçava mais a divindade do Filho do que o privilégio da mãe. Exaltava a pessoa de Jesus, reafirmando sua divindade (basta verificar nos documentos da Igreja Os Anátemas de Cirilo de Alexandria, que toda ênfase é dada à pessoa de Jesus). O importante documento intitulado Tomo de Leão declara: o Senhor tomou da mãe a natureza, não a culpa. Leão, bispo de Roma (440-461), acreditava que Maria deu a Jesus a natureza humana e não cria na Imaculada Concepção de Maria, já que ele acertadamente diz que o Filho não herdou a culpa da mãe. Finalmente, temos de considerar ainda que o título Theotókos foi aplicado como: mãe de Deus, segundo a humanidade. Assim disse o Concilio de Calcedônia: em todas as coisas semelhante a nós, excetuando o pecado, gerado, segundo a divindade, antes dos séculos pelo Pai, segundo a humanidade, por nós e para nossa salvação, gerado da Virgem Maria, mãe de Deus [Theotókos]. Um só e mesmo Cristo, Filho, Senhor, Unigênito, que se deve confessar, em duas naturezas, inconfundíveis e imutáveis, conseparáveis e indivisíveis (“Definição de Calcedônia” — 451). Portanto, o título dado a Maria não tencionava ensinar que, de alguma maneira misteriosa, Maria dera à luz a Deus; o termo fazia parte de um argumento contra a cristologia duvidosa dos nestorianos. A intenção da mensagem era: Maria não deu à luz a um mero homem. Mas não havia qualquer intenção de ensinar que Maria era a origem da natureza divina de Cristo. Assim sendo, Maria não possui atributos divinos. Os títulos Redentor; Advogado; Refúgio dos Pecadores; Salvador; Mediador etc.são exclusivos do Senhor Jesus (Mt 1.21; 1 Jo 2.1; Mt 11.28-30; Jo 14.6; 1 Co 3.11; 1 Tm 2.5).

7. Oração a Maria

Sim desde que Jesus Cristo se dignou escolher Maria por Mãe, estava como Filho realmente obrigado a obedecer-lhe, diz S. Ambrósio. Tem Maria o grande privilégio de ser poderosíssima junto ao Filho, diz Conrado de Saxônia (“Glórias de Maria”, S. Afonso de Ligório, Editora Santuário – Aparecida – SP, edição 1989, p. 151).

Ó Maria, querida advogada nossa, na rica piedade de vosso coração não podeis ver infelizes sem que deles tenha compaixão; e na riqueza de vosso poder junto de Deus salvais a todos quantos protegeis (“Glórias de Maria”, S. Afonso de Ligório, Editora Santuário -Aparecida – SP, edição 1989, p. 153).

Nota: A Bíblia aponta Jesus como único advogado (1 Jo 2.1).

Falai, ó minha Senhora – dir-vos-ei com S. Bernardo, falai, porque vosso divino Filho vos escuta, e tudo o que lhe pedirdes vo-lo concederá. O Mana, advogada nossa, falai então em favor dos miseráveis pecadores (“Glórias de Maria”, S. Afonso de Ligório, Editora Santuário – Aparecida – SP, edição 1989, pp. 158-159).

Nota: Nas bodas de Caná Jesus não atendeu a sua mãe (Jo 2.1-5).

Rogai, pois, ó Maria, rogai por nós; intercedei por nós e sereis atendida e nós seremos salvos com certeza (“Glórias de Maria”, S. Afonso de Ligório, Editora Santuário — Aparecida — SP , edição 1989, p. 159).

Nota: A oração deve ser dirigida ao Pai em nome de Jesus (Jo 14.13-14).

Resposta Apologética:

Separadamente da obra redentora efetuada na cruz (Hb 10.20), não há outro modo para quem quer que seja se aproximar de Deus (Jo 14.6). Portanto, orar a Maria: Tem piedade de nós pecadores, não é somente inútil, é uma blasfêmia. Maria não tem lugar no plano de salvação, a não ser o lugar que lhe coube como mãe de Jesus. Quando o anjo falou a José a respeito de Maria, ele disse: E dará à luz um filho e chamarás o seu nome Jesus; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados (Mt 1.21). Desde que Jesus disse: Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora (Jo 6.37; Mt 11.28), não há necessidade de que qualquer ser humano, ou mesmo anjo, lembre a Jesus a promessa que nos fez. Orar a Maria é, nada mais nada menos, do que colocar em dúvida a certeza das palavras: Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores (Rm 5.8). Antes que a Igreja Católica Romana existisse, já as antigas religiões pagas tinham suas Mães Misericordiosas, por exemplo, a deusa Kuanyin dos budistas e a rainha dos céus dos babilônios (Jr 7.18; 44.17-23-25). A assunção de Maria se dará com a de todos os crentes por ocasião do arrebatamento na segunda vinda de Jesus (1 Co 15.51-54; 1 Ts 4.16-17). Cristo é as primícias dos mortos e os que são dele participarão da ressurreição na mesma ocasião (1 Co 15.20-23). 

8. Perguntas a Serem Feitas aos Católicos

  1. 1.  Como podem os católicos ensinar que Maria foi sempre virgem quando as Escrituras freqüentemente falam dos irmãos de Jesus? (Mt 12.46; Mc 3.31-35; Lc 8.19,21; Jo 7.3; At 1.14);
  2. 2.  As palavras antes de se ajuntarem (Mt 1.18) e: E deu à luz a seu filho primogênito (Lc 2.7) não implicam que Maria teve outros filhos?
  3. 3.  Por que ensinam os católicos que Maria foi concebida sem pecado se a Bíblia declara: Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós (1 Jo 1.8);
  4. 4.  Pode oferecer uma prova bíblica ou histórica de que Maria ascendeu ao céu em corpo glorificado?

5.O que diz sobre as palavras de Jesus em Caná da Galiléia: Disse-lhe Jesus: Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora (João 2.4)?

  1. 6.  Não disse Jesus sobre Maria, em resposta às palavras de uma mulher da multidão, que dizia, bem-aventurado o ventre que te trouxe e os peitos em que mamaste, mas ele disse: Antes bem-aventurados os que ouvem a palavra de Deus e a guardam (Lc 11.28);
  2. 7.  Não disse Jesus: Mas, respondendo ele, disse-lhes: Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem apalavra de Deus e a executam (Lc 8.21)?
  3. 8.  Não repreendeu Jesus os que usam de repetições em suas orações, dizendo: E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que por muito falarem serão ouvidos (Mt 6.7);

9. Por que orar a Maria, quando a Bíblia ensina que Cristo é o mediador entre Deus e os homens (1 Tm 2.5) e o único Advogado para com o Pai (1 Jo 2.1).

9. Outros Ensinos sobre Maria

a) Concebida sem pecado

O dogma da imaculada conceição de Maria foi promulgado em 8 de dezembro de 1854 pelo papa Pio IX, como segue:

A beatíssima Virgem Maria, no primeiro instante de sua Conceição, por singular graça e privilégio de Deus onipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, (“Catecismo da Igreja Católica”, Editora Loyola. 1999, p. 138). O destaque é nosso.

Resposta Apologética:

Somente Cristo foi assim concebido sem pecado ou imaculado (Hb 7.26). Os demais seres humanos são todos pecadores como lemos no livro de Romanos 3.23: Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus. O salmista Davi tinha a consciência do pecado e escreveu: em iniqüidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe (Sl 51.5). Quem nos purifica de todos os pecados é o sangue de Jesus como disse o apóstolo João: Mas se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado (1 Jo 1.7).

b) Maria não teve outros filhos

O aprofundamento de sua fé na maternidade virginal levou a Igreja a confessar a virgindade real e perpétua de Maria, mesmo no parto do Filho de Deus feito homem. Com efeito, o nascimento de Cristo não lhe diminuiu, mas sagrou a integridade virginal de sua mãe. A liturgia da Igreja celebra Maria como a Aeipartheno (aeiparthénos), sempre virgem (“Catecismo da Igreja Católica”, Editora Loyola. 1999, p. 138).

O dogma da perpétua virgindade de Maria é muito salientado no culto prestado pela Igreja Católica. Eles consideram uma ofensa a Maria ensinar que ela teve outros filhos.

Resposta Apologética:

A Bíblia menciona os outros filhos de Maria. Em Mateus 1.24-25 lemos:

E José despertando do sono, fez como o anjo do Senhor lhe ordenara, e recebeu a sua mulher; e não a conheceu até que deu à luz seu filho, o primogênito; e pôs-lhe por nome Jesus. A citação até que de Mateus limita o tempo em que se não deviam conhecer sexualmente José e Maria, podendo fazê-lo depois do prazo imposto pelas conveniências de ordem moral ou religiosa. Dentre os irmãos de Jesus vêm citados: Tiago, José, Simão e Judas (Mt 12.46; Mc 3.31-35; 6.3; Jo 7.3-5,10; At 1.14). Ora, dizem os próprios evangelistas em outro texto (Mt 10.3; Mc 3.18; Lc 6.15; At 1.13) que Tiago era filho de Alfeu e Maria, parenta da mãe de Jesus. Dizem então que se chamam irmãos de Jesus os que, ao depois, dá explicitamente como filhos de outros progenitores. Trata-se pois — dizem — de primos-irmãos ou outros parentes. Refutando esse argumento apontamos que há um Tiago menor que está incluído entre os apóstolos. Pois bem, para armar o efeito, fizeram dele um irmão de José, Judas e Simão que se encontram em Mateus 13.55, justamente porque esse Tiago na lista apostólica aparece com o pai indicado — é filho de Alfeu ou Cleofas. Esse Tiago menor, porém, não é o mesmo de Mateus 13.55 e de Atos 1.14. E como se prova isso? Basta ler João 7.3-5 confrontando com João 6.67: Disseram-lhe, pois, seus irmãos: sai daqui, e vai para a Judéia, para que também os teus discípulos vejam as obras que fazes. Porque não há ninguém que procure ser conhecido que faça coisa alguma em oculto. Se fazes estas coisas, manifesta-te ao mundo. Porque nem mesmo seus irmãos criam nele (Jo 7.3-5). Então disse Jesus aos doze: Quereis vós também retirar-vos? (Jo 6.67). 

VI – Os Pecados da Santa Sé

O historiador norte-americano, Gafry Wills, católico praticante, em seu livro Papal Sin (Pecado Papal) na primeira parte do livro aborda as desonestidades históricas da Igreja, mostrando, em resumo, como a hierarquia católica persiste no apelo à mentira e, por muitos anos, camuflou o comportamento de Pio XII (1939-1958) face ao holocausto, só agora devassado por Corwell, Susan Zucotti (autoria de duas pesquisas sobre as relações do Vaticano com o fascismo), Frank J. Coppa {Controversial Concordais: The Vaticans Relations WithNa-poleon, Mussolini, and Hitler), Mark Aarons c John Loftus (Un-holy Trinity: The Vatican, theNazis, andthe Swiss Banks]I, e Michael Phayer (The Catholic Church andthe Holocaust, 1930-1965, a ser lançado pela Indiana University Press em setembro). Para Wills, a Santa Sé acumula em seu currículo um formidável acervo de tortuosa interpretação das Sagradas Escrituras, de distorcidas visões da história eclesiástica, de lamúrias hipócritas e deslavadas mentiras. 0 culto à Virgem Maria, inexiste nas Escrituras e entre os católicos, durante quatro séculos, é apenas um dos muitos abusos históricos que, a seu ver, a Igreja cometeu. Exorbitância cujo ápice teria sido a idolatria à Nossa Senhora de Fátima e aos mistérios a ela ligados, todos “manipulados pela Igreja”para fins políticos – além de discutíveis, à medida que dois deles referiam-se a previsões (supostamente feitas em 13 de julho de 1917) de fatos já ocorridos ou em andamento (uma nova guerra mundial, um novo papa) quando sua única testemunha viva, Lúcia, tornou-as públicas, em 1941 (O Estado de S. Paulo – D-17 – Sábado, 5 de agosto de 2000).

O culto aos santos só começa a partir de cem anos aproximadamente, depois da morte de Jesus, com uma tímida veneração aos mártires. A primeira oração dirigida expressamente à Mãe de Deus é a invocação Sub tuum praesidium, formulada no fim do século 3 ou mais provavelmente no início do século 4. Não podemos dizer que a veneração dos santos — e muito menos a da Mãe de Cristo —faça parte do patrimônio original (“O Culto a Maria Hoje”. Vários autores, sob a direção de Wolfgang Beinert, Edições Paulinas, 1980, 3a. edição, p. 33).

VII – Os Sacramentos

Pela palavra sacramento entende-se um sinal sensível e eficaz da graça instituído por Jesus Cristo, para santificar nossas almas (“Terceiro Catecismo de Doutrina Cristã”, Editora Vera Cruz Ltda., Ia edição, agosto de 1976, p. 100, resposta à pergunta 516).

Os sacramentos são sete: Batismo, Confirmação ou Crisma, Eucaristia, Penitência, Extrema-unção, Ordem e Matrimônio (“Terceiro Catecismo de Doutrina Cristã”, Editora Vera Cruz Ltda., Ia edição, agosto de 1976, p. 101, resposta à pergunta 519).

Quais são os sacramentos mais necessários para nossa salvação?

Os sacramentos mais necessários para nossa salvação são dois: o batismo e a penitência; o batismo é necessário absolutamente para todos, e a penitência é necessária para todos aqueles que pecaram mortalmente depois do batismo.

Qual é o maior de todos os sacramentos”?

O maior de todos os sacramentos é o sacramento da Eucaristia, porque contém não só a graça, mas também o mesmo Jesus Cristo, autor da graça e dos sacramentos (“Terceiro Catecismo de Doutrina Cristã”, Editora Vera Cruz Ltda., 1    edição, agosto de 1976, p. 104).

1. Batismo

O batismo é o sacramento pelo qual renascemos para a graça de Deus e nos tornamos cristãos. O sacramento do batismo confere a primeira graça santificante, que apaga o pecado original e também o atual, se o há; perdoa toda a pena por eles devida; imprime o caráter cristão faz –nos filhos de Deus, membros da Igreja e herdeiros do Paraíso, e torna-nos capazes de receber os outros sacramentos. O batismo é absolutamente necessário para a salvação, porque o Senhor disse expressamente: Quem não renascer na água e no Espírito, não poderá entrar no reino dos céus (“Terceiro Catecismo de Doutrina Cristã”, Editora Vera Cruz Ltda., Ia edição, agosto de 1976, pp.105-106,108 resposta às perguntas 549-550, 564).

Resposta Apologética:

O batismo é uma ordenança de Jesus, mas não um sacramento. Batizamo-nos porque somos salvos e não nos batizamos para sermos salvos (Mt 28.19; Mc 16.15-16). O versículo 16 declara que quem não crer será condenado e não quem não for batizado (Lc 5.24-34, 23.43; At 16.30-31) Jesus ensinou sobre as crianças que elas não se perdem (Mt 18.1-4; 19.13-14). 

2. Confirmação ou Crisma

A Confirmação, ou Crisma, é um sacramento que nos dá o Espírito Santo, imprime na nossa alma o caráter de soldados de Cristo, e nos faz perfeitos cristãos (“Terceiro Catecismo de Doutrina Cristã”, Editora Vera Cruz Ltda., 1a edição, agosto de 1976, resposta à pergunta 575, p. 110).

Resposta Apologética:

O Espírito Santo é dado ao que aceita o Senhor Jesus como Salvador (Jo 16.7-9; 14.16-18-26; 16.13-14) e não a incrédulos. Como confirmar o batismo de alguém que não foi biblicamente batizado. A fé precede o batismo (At 8.36-38) e o batismo precede a fé. Uma criança recém-nascida não tem condições de crer e confessar Jesus como Salvador. 

3. Eucaristia:

Ensinando sobre a Eucaristia, diz a Igreja Católica: A Eucaristia é um sacramento que, pela admirável conversão de toda a substância do pão no Corpo de Jesus Cristo, e de toda a substância do vinho no seu precioso sangue, contém verdadeira, real e substancialmente o Corpo, Sangue, Alma e Divindade do mesmo Jesus Cristo Nosso Senhor, debaixo das espécies de pão e de vinho, para ser nosso alimento espiritual. Ensina que na Eucaristia está o mesmo Jesus Cristo que está no céu. Esclarece ainda que essa mudança conhecida como transubstanciação ocorre no ato em que o sacerdote, na santa Missa, pronuncia as palavras de consagração: Isto é o meu Corpo; este é o meu sangue.

Deve-se adorar a Eucaristia?

A Eucaristia deve ser adorada por todos, porque ela contém verdadeira, real e substancialmente o mesmo Jesus Cristo Nosso Senhor (“Terceiro Catecismo de Doutrina Cristã”, Editora Vera Cruz Ltda., Ia edição, agosto de 1976, resposta à pergunta 619).

Resposta Apologética:

Esta doutrina é contrária ao bom senso e ao testemunho dos sentidos – o bom senso não pode admitir que o pão e o vinho oferecidos pelo Senhor aos seus discípulos, na Ceia, fossem a sua própria carne e o seu sangue, ao mesmo tempo em que permanecia em pé diante deles vivo, em carne e osso. E manifesto que Jesus, segundo seu costume, empregou uma linguagem simbólica, que queria dizer: este pão que parti representa meu corpo que vai ser partido por vossos pecados; o vinho neste cálice representa meu sangue, que vai ser derramado para apagar os vossos pecados. Não há ninguém, de mediano bom senso, que compreenda, no sentido literal, estas expressões simbólicas do Salvador: Eu sou aporta, eu sou a videira, eu sou o caminho. A razão humana não pode admitir tampouco o pensamento de que o corpo de Jesus, tal qual se encontra no céu (Lc 24.39; Fp 3.20), esteja nos elementos da Ceia. Como se admitir que Jesus desça aos altares romanistas revestido do corpo que teve sobre a terra, e se deixe prender nos altares católicos.

A Ceia é uma ordenança e não Eucaristia; era usado pão e não hóstia; é um memorial como se lê em 1 Coríntios 11.25-26; o Senhor Jesus usou muitas palavras de forma figurada: Eu sou a luz do mundo(Jo 8.12); Eu sou a porta (Jo 10.9); Eu sou a videira verdadeira (Jo 15.1). Jesus chamou na última Ceia os elementos de pão e vinho, sem dar qualquer motivo para se crer na transubstanciação. Adorar a Eucaristia é um ato de idolatria. 

4. Penitência:

A penitência, chamada também confissão, é o sacramento instituído por Jesus Cristo para perdoar os pecados cometidos depois do batismo. Depois defeito o sinal da Cruz, o católico deve dizer: Eu me confesso a Deus todo-poderoso, à bem-aventurada sempre Virgem Maria, a todos os Santos, e a vós, Padre, porque pequei. As obras de penitência podem reduzir-se a três espécies: à oração, ao jejum, à esmola. Os que morrem depois de ter recebido absolvição não vão logo para o céu vão para o purgatório, para ali satisfazer a justiça de Deus e se purificarem inteiramente. As almas podem ser aliviadas no Purgatório com orações, com esmolas, com todas as demais obras boas e com as indulgências, mas, sobretudo, com o Santo Sacrifício da missa. (“Terceiro Catecismo de Doutrina Cristã”, Editora Vera Cruz Ltda., 1a edição, agosto de 1976, resposta à pergunta 788, p. 144).

Resposta Apologética:

Não há um só caso de alguém que tenha confessado os seus pecados a homens ou mesmo aos apóstolos. Em 1 João 1.7-9, João ensinou que devemos confessar nossos pecados a Jesus e que Ele é suficiente para perdoar. Se Pedro estivesse investido do poder de perdoar pecados, por que não pediu a Simão que se ajoelhasse em confissão, para resgate do seu pecado? Exortou a Simão que recorresse a quem tinha tal poder de perdoar pecados (At 8.22). Jesus disse à mulher pecadora, perdoados são os teus pecados (Lc 7.48), não ouviu Ele a confissão da mulher. Jesus ensinou a oração do Pai-nosso ao dizer: Perdoa-nos as nossas dívidas, assim, como nós perdoamos aos nossos devedores (Mt 6.12). Na celebração da Ceia, Paulo recomendou que cada um de nós fizesse exame introspectivo (1 Co 11.28).

5. Extrema-unção: 

A extrema-unção é o sacramento instituído para alívio espiritual e também temporal dos enfermos em perigo de vida (“Terceiro Catecismo de Doutrina Cristã”, Editora Vera Cruz Ltda., Ia edição, agosto de 1976, resposta à pergunta 805, p. 147).

Resposta Apologética:

Em Tiago 5.14-16, se recomenda chamar o presbítero para orar pelo enfermo para sua cura e não receber extrema-unção como uma recomendação do corpo sem a qual não se procede ao sepultamento cristão do corpo. 

6. Ordem:

A ordem é o sacramento que dá o poder de exercitar os ministérios sagrados que se referem ao culto de Deus e à salvação das almas, e que imprime na alma de quem o recebe o caráter de Deus (“Terceiro Catecismo de Doutrina Cristã”, Editora Vera Cruz Ltda., Ia edição, agosto de 1976, resposta à pergunta 811, pp. 148-149).

Resposta Apologética:

No Antigo Testamento, o sacerdócio era exercido por uma classe especial de homens que eram os descendentes de Arão. Hoje no Novo Concerto o sacerdócio é exercido por todos os cristãos e não por uma classe sacerdotal intermediária entre Deus e os homens. O apóstolo Pedro escreveu que como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo (1 Pe 2.5). Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz (1 Pe 2.9). 

7. Matrimônio:

O matrimônio é um sacramento instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo, que estabelece uma união santa e indissolúvel entre o homem e a mulher, e lhes dá a graça de se amarem um ao outro santamente, e de educarem cristãmente seus filhos (“Terceiro Catecismo de Doutrina Cristã”, Editora Vera Cruz Ltda., Ia edição, agosto de 1976, resposta à pergunta 826, p. 151).

Resposta Apologética:

O casamento é uma instituição divina e não um sacramento (Gn 2.18-24; Mt 19.4-6). Pedro foi considerado o primeiro papa e, entretanto, era casado (Mt 8.14-15). Paulo recomenda que o ministro seja casado (1 Tm 3.1-3).

VIII – A Missa

Diz a Igreja Católica: A santa missa é o sacrifício do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo, oferecido sobre os nossos altares, debaixo das espécies de pão e de vinho, em memória do sacrifício da Cruz (“Terceiro Catecismo de Doutrina Cristã”, Editora Vera Cruz Ltda., Ia edição, agosto de 1976, resposta à pergunta 652, p. 122).

O livro “O Terceiro Catecismo de Doutrina Cristã”, página 124, diz em resposta à pergunta 668: E coisa boa rezar também pelos outros, quando se assiste à santa missa; e até o tempo da santa missa é o mais oportuno para rezar pelos vivos e pelos mortos.

1.Diferença entre a Missa e o Sacrifício da Cruz

Explicando a diferença entre a relação que há entre o Sacrifício da Missa e o da Cruz, responde a Igreja Católica: Entre o Sacrifício da Missa e o sacrifício da Cruz há esta relação: que Jesus Cristo sobre a Cruz se ofereceu derramando o seu sangue para nós; ao passo que sobre os altares Ele se sacrifica sem derramamento de sangue, e nos aplica os frutos da sua Paixão e Morte (“Terceiro Catecismo de Doutrina Cristã”, Editora Vera Cruz Ltda., Ia edição, agosto de 1976, resposta à pergunta 654, p. 123). Quanto à finalidade do Santo Sacrifício da missa, dentre outros, destaca a Igreja Católica: Oferece-se a Deus o Santo Sacrifício da Missa para os devidos fins:

1o – para honrá-lo como convém, e sob este ponto de vista o sacrifício é latrêutico;

2o – para Lhe dar graças pelos seus benefícios, e sob este ponto de vista o sacrifício é eucarístico;

3o – para aplacá-lo, dar-Lhe a devida satisfação pelos nossos pecados, para sufragar as almas do Purgatório, e sob este ponto de vista o sacrifício é propiciatório (“Terceiro Catecismo de Doutrina Cristã”, Editora Vera Cruz Ltda., Ia edição, agosto de 1976, resposta à pergunta 657, p. 123).

Resposta Apologética:

Em Hebreus, afirma-se diversas vezes que o sacrifício de Cristo foi oferecido uma só vez e não há mais oferenda pelo pecado (Hb 9.11-12, 24-28; 10.10-14). Diz mais o escritor bíblico que onde há remissão de pecados não deve haver mais ofertas pelo pecado (Hb 10.17-18). Apoiando-se em Jo 6.53-56 a Igreja Católica interpreta a referência bíblica como base para o seu ensino. Entretanto, Jesus referindo-se às palavras que causaram escândalos a seus discípulos, afirmou que essa interpretação não era literal (Jo 6.63), explicando que suas palavras eram espírito e vida, O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos disse são espírito e vida. Considerando o que diz em Hebreus 9.22: que sem derramamento de sangue não há remissão de pecados, e que o sacrifício da missa é sem sangue, isto significa a inutilidade do sacrifício da missa.

IX – Os Santos

A Igreja Católica declara que os santos são pessoas que, durante suas vidas praticaram grande piedade e virtude. Essas pessoas, agora no céu, podem responder a nossas orações, podem ser veneradas, mas não adoradas.

Ensina a Igreja Católica:

E coisa boa e útil recorrer à intercessão dos santos?

É coisa utilíssima invocar os santos, e todo o cristão o deve fazer. Devemos invocar particularmente nossos Anjos da Guarda, São José, protetor da Igreja, os Santos Apóstolos, o santo do nosso nome e os santos protetores da diocese e da paróquia (“Terceiro Catecismo de Doutrina Cristã”, Editora Vera Cruz Ltda., Ia edição, agosto de 1976, resposta à pergunta 339, p. 69).

Resposta Apologética:

Analisando essa prática romanista à luz da Bíblia e da História fica claro que são praticas pagas. O papa Bonifácio IV, em 610, celebrou pela primeira vez a festa a todos os santos e substituiu o panteão romano (templo pagão dedicado a todos os deuses) por um templo cristão para que as relíquias dos santos fossem ali colocadas, inclusive de Maria. Dessa forma, o culto aos santos e a Maria substituiu o dos deuses e deusas do paganismo.

A Bíblia não autoriza a invocação de santos. Os discípulos pediram a Jesus que lhes ensinasse a orar e Jesus não mandou que fossem a Maria ou aos santos. Assim diz a Bíblia: E ACONTECEU que estando ele a orar num certo lugar, quando acabou, lhe disse um dos seus discípulos: Senhor, ensina-nos a orar, como também João ensinou aos seus discípulos. E ele lhes disse: Quando orardes, dizei: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; seja feita a tua vontade, assim na terra, como no céu (Lc 11.1-2). Convidou a todos a irem até Ele para encontrar descanso para suas almas (Mt 11.28). Com clareza Jesus ensinou que nossa invocação deve ser feita ao Pai, em seu nome como lemos: E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei (Jo 14.13-14). Os santos são apenas criaturas e infinitamente menores do que Deus. Não possuem os atributos da eternidade, onipresença, onipotência e onisciência. Não podem ouvir e responder a milhares e milhares de pedidos feitos pelos católicos ao mesmo tempo. Precisavam para atender a todos os pedidos que lhes fossem feitos que fossem como Deus, conhecendo os segredos do coração dos homens. Os cristãos são aconselhados a orar pelos vivos e uns pelos outros (Tg 5.16; Rm 15.30; Ef 6.18-19). É proibido orar a santos e anjos (Cl 2.18; Ap 19.10; 22.8-9; At 10.25-26; 14.11-18). Os santos têm consciência do que ocorre em torno deles no céu (Ap 6.9-11). O processo para canonização é longo. Santo, na Bíblia, é diferente do processo de canonização. A palavra santo é relacionada com a palavra separado. A raiz significa que os santos são aqueles a quem Deus tem colocado separadamente para seu propósito (1 Co 1.1-2). Um santo, pois, é aquele que aceitou Jesus como seu único Salvador pessoal (Jo 1.12); nascido de novo (Jo 3.3) santificado em Cristo Jesus. A Bíblia não recomenda orar aos santos mortos. Por que fazê-lo, se temos o Senhor Jesus que pode socorrer perfeitamente aos que se chegam a Ele (Hb 7.25). Lemos que a purificação dos nossos pecados se dá pelo sangue de Cristo (1 Jo 1.7-9; 2.1-12). No livro de Apocalipse, 7.9-15, João viu uma grande multidão com vestidos brancos mostrando sua purificação pelo sangue de Jesus. Deus não pode perdoar pecados de quem não se arrepende nem aceita a oferta de salvação em Jesus (Mt 11.28-30).

X- Idolatria

A Igreja Católica Romana insiste em dizer que não comete o pecado de idolatria quando os católicos se prostram diante da imagem de um suposto santo.

Ensina a Igreja Católica: 

Que é idolatria ?

Chama-se idolatria o prestar a alguma criatura, por exemplo, a uma estátua, a uma imagem, a um homem, o culto supremo de adoração, devido só a Deus (“Terceiro Catecismo de Doutrina Cristã”, Editora Vera Cruz Ltda., Ia edição, agosto de 1976, resposta à pergunta 358). 

Como está expressa na Sagrada Escritura esta proibição1?

Na Sagrada Escritura está expressa esta proibição com as palavras: Não farás para ti imagem de escultura, nem figura alguma de tudo o que há em cima, no céu, e do que há embaixo, na terra. E não adorarás a tais coisas, nem lhes dará culto (“Terceiro Catecismo de Doutrina Cristã”, Editora Vera Cruz Ltda., Ia edição, agosto de 1976, resposta à pergunta 359, p. 74). 

Que diferença há entre o culto que prestamos a Deus, e o culto que prestamos aos santos?

Entre o culto que prestamos a Deus e o culto que prestamos aos santos há esta diferença: que a Deus adoramo-Lo pela sua infinita excelência, ao passo que aos santos não os adoramos, mas só os honramos e veneramos como amigos de Deus e nossos intercessores junto dEle. 0 culto que prestamos a Deus chama-se latria, isto é, de adoração, e o culto que prestamos aos santos chama-se dulia, isto é, de veneração aos servos de Deus; enfim o culto especial que prestamos a Maria Santíssima chama-se hiperdulia, isto é, de especialíssima veneração, como Mãe de Deus (“Terceiro Catecismo de Doutrina Cristã”, Editora Vera Cruz Ltda., Ia edição, agosto de 1976, resposta à pergunta 371, p. 76).

1. Adoração Piramidal

Entendendo a Estrutura Piramidal do Culto da Igreja Católica Romana 

LATRIA - ADORAÇÃO A DEUS

HIPERDULIA- DEVOÇÃO A MARIA

DULIA - DEVOÇÃO AOS SANTOS E AOS ANJOS

A Dificuldade do Catolicismo Romano em Justificar essa Teoria

Se os católicos romanos se limitassem a exaltar os heróis da fé e a propô-los como modelo a ser seguido, não haveria nenhum problema. Assim agem também os cristãos genuínos. Infelizmente não é isso que acontece, por mais que os líderes católicos romanos se esforcem nas suas infindáveis apologias. Suas explicações não passam de tentativas vãs e superficiais. Exemplo dessa tentativa é a teoria de três tipos de devoção: a latria, hiperdulia e dulia. Perguntamos: qual a diferença que pode haver entre a dulia e a hiperdulia} Qual a diferença das duas com a latria} A realidade é que os três termos se confundem, os dois termos {dulia e hiperdulia) podem ser envolvidos com a latria e tudo se torna uma distinção que não distingue coisa alguma. Será que as pessoas que se prostram diante de uma imagem da Conceição Aparecida, ou de São João ou de São Sebastião ou de Jesus, sabem que estão cultuando em níveis diferentes? Ou para elas é tudo a mesma coisa? Imagine um católico romano bem instruído que vai para seu culto. Primeiramente ele pretende cultuar São João, então dobra seus joelhos diante da imagem de São João e oferece a dulia. Depois ele irá prestar culto a Maria, então ele deixa de praticar a dulia e passa a praticar a hiperdulia e finalmente ele deseja cultuar a Deus, então ele começa a praticar a latria.

Não acreditamos que o povo católico romano saiba diferenciar a dulia, a hiperdulia e latria, e mesmo que soubesse diferenciá-las, dificilmente conseguiria respeitar os limites de cada uma.

Qual é a Diferença?

Adoração e veneração. Há diferença entre adorar e prestar culto de veneração? Prostrar-se diante de uma imagem, dirigir a ela orações e ações de graça, fazer-lhe pedidos, cantar-lhe hinos de louvor se não for adoração, fica difícil saber o que o catolicismo romano entende por adoração. Chamar a isso de veneração é subestimar a inteligência humana.

Resposta Apologética:

Definindo a palavra idolatria Essa palavra vem do grego eidolon, ídolo, e latreuein, adorar. Esse termo refere-se à adoração ou veneração a ídolos ou imagens, quando usado em seu sentido primário. Porém, em um sentido mais lato, pode indicar a veneração ou adoração a qualquer objeto, pessoa, instituição, ambição etc, que tome o lugar de Deus, ou que lhe diminua a honra que lhe devemos. Assim, idolatria consiste na adoração a algum falso deus, ou a prestação de honras divinas ao mesmo. Esse deus falso pode ser representado por algum objeto ou imagem. A idolatria é má porque seus devotos, em vez de depositarem sua confiança em Deus, depositam-na em algum objeto, de onde não pode provir o bem desejado; e, em vez de se submeterem a Deus, em algum sentido submetem-se a valores representados por aquela imagem.

Na idolatria, há certos elementos da criação que usurpam a posição que cabe somente a Deus. Podemos fazer da autoglorifícação um ídolo, como também das honrarias, do dinheiro, das altas posições sociais (Cl 3.5). Praticamente, tudo quanto se torne excessivamente importante em nossa vida pode vir a ser um ídolo para nós. A idolatria não requer a existência de qualquer objeto físico. Se alguém adora a um deus falso, sem transformar esse deus em alguma imagem, ainda assim é culpado de idolatria, porquanto fez de um conceito uma falsa divindade. Nesse caso há diferença entre ídolo e imagem.

Deus condenou os ídolos (Sl 115.4-8), e também condenou as imagens (Ex 20.1-6). Era expressamente proibido ao povo de Israel fabricar imagens esculpidas ou fundidas (Ex 20.4; Dt 5.8). Imagens ou representações de deuses imaginários eram feitas em materiais como pedra, madeira, pedras preciosas, argila, mármore etc. A lei mosaica proibia tal ação (Êx 34.17; Is 44.10-18; Lv 19.4). Os profetas condenaram a prática com qualquer forma de idolatria (Is 30.22; 42.17; 45.20; Os 13.2; Hb 2.18). Essa legislação, como é óbvio, impedia que Israel se tornasse uma nação que cultivasse as artes plásticas, embora, estritamente falando, estas não fossem proibidas por lei. Tais leis não se aplicam às artes enquanto os produtos dessa atividade não forem venerados ou adorados. Ainda sobre a imagem há de se entender que em Êx 25.18.22, Deus ordenou que fizesse como ornamento e representação algumas figuras, mas não para adoração ou culto, nem para olhar para elas e homenagear ou admirar seus feitos poderosos. Trata-se de figuras de ornamento, artístico e não objetos de culto ou adoração.

Serpente de Bronze – Sobre a serpente de bronze, no hebraico, nachash nechosheth. A expressão é empregada exclusivamente em 2 Reis 18.4 para denotar a serpente feita de bronze, ou melhor, de cobre, por Moisés (Nm 21.4-9). Nossa versão portuguesa diz serpente de bronze. O motivo para a fabricação da serpente de bronze foi o incidente no qual os israelitas se queixaram diante de Moisés do tratamento imposto por Deus. O povo de Israel, evidentemente, sem se importar muito diante das suas anteriores tragédias, queixou-se de que estava recebendo uma alimentação inadequada. E Deus os castigou com as serpentes venenosas, que já haviam matado muitos israelitas.

Quando o povo se arrependeu, Deus ordenou que Moisés fizesse uma serpente de bronze, que muitos estudiosos preferem pensar que fosse de cobre. Aos israelitas foi prometido que todo aquele que tivesse sido picado por uma serpente e contemplasse a serpente de bronze, movido pela fé, seria curado da mordida da serpente e não morreria. Isso não é culto à serpente, nem veneração nem adoração, o que evidentemente Deus jamais admitiria. Prova disso foi que, posteriormente, indivíduos idolatras e supersticiosos entre os israelitas começaram a adorar a serpente de bronze, até que, nos dias do rei Josias, essa figura de bronze foi destruída (2 Rs 18.4), por haver-se tornado um objeto idolatra. Josias a chamou de Neustã (pedaço de cobre), dando a entender que a tal serpente era cobre e nada mais.

O fato de o próprio Senhor Jesus comparar a sua morte na cruz ao levantamento da serpente de bronze no deserto, por Moisés, não significa idolatria ou justificativa para colocar objetos ou imagens para veneração ou adoração, já que o uso aqui é figurado. Assim como tantos foram curados de seu envenenamento físico, assim também, em Jesus Cristo, aqueles que olharem para ele, impelidos pela fé, são salvos das eternas conseqüências do pecado e da morte. Assim, em João 3.14, nas palavras de Jesus, a serpente de metal torna-se um símbolo de Cristo como nosso Remidor, portanto, ao ser levantado (o que sucedeu na cruz, no caso de Jesus), Ele atrairia todos os homens a si (Jo 12.32), e a redenção por Ele preparada prove cura para o pecado e para a morte espiritual produzida pelo pecado.

Há também casos de ornamentação do templo de Deus ricamente construído por Salomão, como (1 Rs 6.23-30; 2 Cr 3.10-14) ou ainda a profecia da restauração do templo (Ez 41.17-20). Porém, todos esses objetos e imagens não eram para invocação, intercessão, culto ou adoração, mas apenas ornamento.

Assim, um ídolo representa alguma divindade, ou então é aceito como se tivesse qualidades divinas por si mesmo. Em qualquer desses casos, aquele objeto recebe adoração. Contudo, é possível haver uma imagem, sem que essa seja adorada, como no caso dos querubins que havia no templo de Jerusalém. Sem dúvida, esses querubins não eram adorados, nem eram padroeiros dos hebreus, nem intercediam por eles, nem eram recordação de alguém que eles amavam, tornaram-se uma exceção acerca da proibição de imagens. Uma imagem também pode ser um amuleto que é concebido como dotado de alguma forma de poder de proteger, de ajudar ou de permitir alguma realização.

E, naturalmente é possível a posse de uma imagem esculpida ou pintada, representando algum santo ou herói, religioso ou não, sem que a mesma seja adorada, por ser apenas um lembrete de que se deveria emular as qualidades morais e espirituais de tal pessoa. Por outro lado, quando tais imagens são veneradas então é provável que, na maioria dos casos, esteja sendo praticada a idolatria. As estátuas dos heróis no Brasil são comuns, mas nunca veneradas como deuses ou poderes divinos nem se fazem elaboradas cerimônias ou procissões com elas. Eles são relembrados como grandes mestres, cidadãos, líderes, e suas imagens são apenas memoriais desse fato.

O problema do catolicismo romano é que o fiel crê na intercessão feita por aquele santo, representado na imagem, pensam que o espírito daquele santo pode ajudar, proteger, guardar etc, daí todo tipo de objeto e representação material daquele santo passa a ser venerado, cultuado, adorado, e isso é idolatria. Além disso, as imagens desses santos são veneradas ou adoradas mediante alguma forma de cerimônia que supostamente lhes transmitem a honra e reverência do povo. Ora, se a imagem é apenas recordações dos nossos irmãos de fé, então por que se presta consagração à imagem, se faz procissão, se oferece flores, se beija, curva-se diante dela? Por que se ora a ela, faz pedidos, faz-se poesias e cânticos a ela? Assim sendo, a declaração católica romana de que a honra devolvida nas santas imagens éuma veneração respeitosa, não uma adoração, parece mais com uma charada teológica ou talvez o desejo de errar (Gl 6.7).

A Igreja Romana tem ensinado há séculos que os santos e Maria intercedem pelos fiéis. Ora, se eles estão mortos e seus espíritos são invocados, isso é invocação de pessoas que já morreram e isso é pecado (Is 8.19). Isso parece mais com espiritismo que com Cristianismo, além do mais, há um só mediador ou intercessor entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem (1 Tm 2.5).

Os católicos romanos insistem em dizer que não adoram nenhuma imagem, nenhum objeto e nenhuma pessoa humana, mas só a Deus, porém, na prática não é isso que se verifica. Os intelectuais romanistas, tal como seus colegas budistas, dizem que as imagens de escultura são apenas memórias de qualidades dignas de emulação, de santos ou heróis espirituais, o que, presumivelmente, ajudaria os religiosos sinceros a copiarem tais virtudes. Entretanto, o povo comum não é sofisticado o bastante para separar a imagem da adoração à autêntica distinção entre a adoração e veneração. O resultado disso é que a idolatria tornou-se muito comum na Igreja Católica, tanto no Oriente como no Ocidente.

De acordo com uma teologia católica, a imagem seria apenas um memorial de alguma verdade ou pessoa espiritual; e a veneração assim prestada seria dirigida àquela verdade ou pessoa, e não à imagem propriamente dita. Entretanto, no nível popular, as pessoas realmente veneram as próprias imagens, e a cuidadosa distinção entre adoração e veneração é forçada ao máximo, para dizermos o mínimo. Na verdade, a veneração de imagens, nas igrejas ocidentais e orientais, que foi tão vigorosa e corretamente repelida pela Reforma Protestante, é precisamente aquilo que os judeus e os islamitas diziam – é idolatria. Esse é um dos maiores escândalos da cristandade. Teólogos católicos romanos têm chegado ao extremo de afirmar que os objetos materiais assemelham-se a entidades dotadas de espírito, capazes de atuar como pontes de ligação entre o que é material e o que é espiritual. Assim, não se trata apenas da imagem em si, mas o que está por detrás delas. Se os que morreram não podem interceder pelos que estão vivos, nem voltar para a terra (Lc 16.19-31; 1 Tm 2.5; Hb 9.27), como fica a situação dos romanistas que pedem ajuda e proteção, e mediação aos santos e Maria? Não estariam eles invocando espíritos? Se os mortos em Cristo estão com Cristo e os mortos no pecado estão no Hades, quem pode responder a essas invocações e orações? Não seriam os espíritos deste mundo, conforme nos escreve o apóstolo Paulo (1 Co 10.14-24 e 1 Co 8.4-6)?

É inevitável que, à proporção que os homens crescem em sua espiritualidade (oração e estudo da Palavra de Deus), que sua abordagem à pessoa de Deus torne-se cada vez mais mística e cada vez menos materialista. Os ritos vão perdendo mais e mais a sua importância, e as imagens terminam por ser abertamente rejeitadas. E, quando se obtém o contato direto com o Espírito Santo de Deus, de tal modo que se estabelece uma comunhão viva entre o Espírito de Deus e o espírito humano, então os homens não mais sentem qualquer necessidade de agência intermediária. Que isso ainda não tenha acontecido, no caso dos católicos romanos e outros, após tantos séculos de existência da Igreja Romana, somente demonstra o fato de que os homens, a despeito de tantas vantagens, não têm progredido muito em sua espiritualidade.

Assim, por trás do ensinamento romanista de que a honra devolvida nas santas imagens é uma veneração respeitosa, está a intenção de se ver protegido, guardado, ou que o santo representado na imagem venha a interceder pelo pedinte, e isso é pecado de idolatria, pois só há um mediador (1 Tm 2.5) e de feitiçaria, pois os espíritos dos mortos não podem ser invocados pelos vivos (Is 8.19).

Filhinhos, guardai-vos dos ídolos. Amém (1 Jo 5.21).

Portanto, a palavra idolatria é: Prestar culto divino a uma criatura ou prestado a um objeto fabricado, no qual se supõe qualquer coisa de Deus. Os católicos procuram minimizar o problema afirmando que não prestam adoração às imagens, mas apenas as veneram. 

Argumento católico:

Defendem-se dizendo que Deus mandou fazer dois querubins de ouro e colocá-los por cima da arca da aliança (Ex 25.18-20); que mandou fazer a serpente de bronze (Nm 21.8-9); e o templo de Salomão foi enfeitado com imagens de querubins, palmas, flores, bois e leões (1 Rs 6.23-35; 7.29). Afirmam que Deus proíbe apenas fazer deuses falsos e adorá-los, mas Ele não proíbe outras imagens.

Os querubins. A passagem bíblica dos querubins do propiciatório da arca da aliança (Ex 25.18-20), advogada pelos teólogos romanistas, não se reveste de sustentação alguma. Porque não existe na Bíblia uma passagem, sequer, de um judeu dirigir suas orações aos querubins, ou depositar sua fé neles, ou pagar-lhes promessas. Esse propiciatório era a figura da redenção em Cristo (Hb 9.5-9). A Bíblia condena terminantemente o uso de imagem de escultura como meio de cultuar a Deus (Êx 20.4-5; Deuteronômio 5.8-9). O culto aos santos e a adoração a Maria, à luz da Bíblia, desclassificam o catolicismo) romano como religião cristã. É idolatria (1 Jo 5.21). Então disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás (Mt 4.10). Em Apocalipse de João lemos: E eu lancei-me a seus pés para o adorar; mas ele disse-me: Olha não faças tal; sou teu conservo, e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus- Adora a Deus;porque o testemunho de Jesus éo espírito de profecia (Ap 19.10; 22.9). Pedro recusou ser adorado por Cornélio (At 10.25-26).

XI- Indulgências

Define a Igreja como indulgência: A indulgência é a remissão da pena temporal devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa, remissão que a Igreja concede fora do sacramento da penitência (“Terceiro Catecismo de Doutrina Cristã”, Editora Vera Cruz Ltda., Ia edição, agosto de 1976, resposta à pergunta 793, p. 145).

Ensinando que o papa é o Vigário de Cristo e o Cabeça da Igreja, pode ele sacar do Tesouro da Igreja os bens de que a Igreja é depositária. Ela constrói a sua doutrina sobre Mateus 16.19, onde se lê: E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra, será ligado nos céus; e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.

O papa sustenta que tem poder de outorgar qualquer destas indulgências a toda a Igreja ou a qualquer membro da Igreja, individualmente. Em 1903, o papa delegou autoridade a outros sacerdotes, permitindo cardeais outorgarem indulgência por 200 dias, cada um em sua própria diocese; aos arcebispos por cem dias; aos bispos por 50 dias, cada um em sua própria diocese.

1. Os Tipos de Indulgências

Existem modalidades diferentes de indulgências: quanto ao tempo de duração e quanto ao lugar. Quanto ao tempo de duração, existem as indulgências plenárias ou completas e as indulgências parciais. Nas indulgências plenárias ou completas, o pecador é isento das penalidades desta vida e da que há de vir no purgatório. O ensino católico sobre as indulgências plenárias é: A indulgência plenária éa que perdoa toda a pena temporal devida pelos nossos pecados. Por isso, se alguém morresse depois de ter recebido esta indulgência, iria logo para o céu, inteiramente isento das penas do Purgatório (“Terceiro Catecismo de Doutrina Cristã”, Editora Vera Cruz Ltda., Ia edição, agosto de 1976, resposta à pergunta 798, p. 146). Nas indulgências parciais, a isenção das penas é dada por um tempo determinado de dez, vinte ou trinta dias.

Quanto ao lugar, as indulgências universais são para uso de todas as Igrejas em toda parte. As indulgências particulares são para uso da igreja específica ou de relicários.

Resposta Apologética:

A Bíblia afirma que após a morte segue-se o juízo (Hb 9.27). Como afirmamos, existem dois lugares apontados para depois desta vida e, num dos dois, todos os homens se encontrarão. Jesus falou do céu ao afirmar: Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo. E falou do inferno, dizendo: Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos,para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos… E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna (Mt 25.34,41,46). Jesus disse ao ladrão arrependido: E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso (Lc 23.43). A mulher perdida que ungiu os pés de Jesus com suas lágrimas, arrependida dos seus pecados, ele falou: E disse-lhe a ela: Os teus pecados te são perdoados. E os que estavam à mesa começaram a dizer entre si: Quem é este, que até perdoa pecados? E disse à mulher: A tua fé te salvou; vai-te em paz (Lc 7.48-50).

Paulo não esperava o purgatório nem admitia indulgências. Falou o seguinte: Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho (Fp 1.21).

XII- Purgatório

A doutrina do purgatório foi aprovada em 1439, no Concilio de Florença, confirmada definitivamente no Concilio de Trento (1549-1563), mas ela já existia desde 1070. Essa doutrina ensina que os cristãos parcialmente santificados, que são a maioria, passam por um processo de purificação para depois entrar no céu. Essa crença veio do paganismo e é muito antiga, e não há espaço para ela na Bíblia.

A Igreja Católica ensina:

Vão logo para o céu os que morrem depois de ter recebido a absolvição, mas antes de terem satisfeito plenamente a justiça de Deus? Não; eles vão para o Purgatório, para ali satisfazerem à justiça de Deus e se purificarem inteiramente (“Terceiro Catecismo de Doutrina Cristã”, Editora Vera Cruz Ltda., Ia edição, agosto de 1976, resposta à pergunta 787, p. 144).

Em seguida é feita a seguinte pergunta:

Podem as almas que estão no Purgatório ser aliviadas por nós nas suas penas?

Sim, as almas que estão no Purgatório podem ser aliviadas com orações, com esmolas, com todas as demais obras boas e com as indulgências, mas, sobretudo, com o Santo Sacrifício da Missa (“Terceiro Catecismo de Doutrina Cristã”, Editora Vera Cruz Ltda., Ia edição, agosto de 1976, resposta à pergunta 788, p. 144).

Refutação:

A Igreja Católica descobriu quatro lugares no além: céu, inferno, purgatório e limbo. Para o limbo vão as pobres crianças que morrem sem batismo. Não vão para o inferno, dizem, mas ficam numa sombra eterna, sem penas, sem sofrimentos, mas também sem gozo algum. A Bíblia diz que o batismo não salva ninguém (At 10.47; Ef 2.8-9; Mt 3.15; Tt 3.5). Não ficou satisfeita com o que Cristo mencionou: dois caminhos, duas portas, dois fins (Mt 7.13-14; 25.34-46). A Bíblia menciona esses dois lugares depois desta vida: o céu e o inferno, que nas línguas originais bíblicas são assim chamados: Seol, Hades, Geena (Lc 16.19-31; 12.4-5). Para o cristão não há mais condenação (João 5.24; Romanos 8.1), pois alcançou justificação pela fé (Rm 5.1). O purgatório do cristão é o sangue de Cristo que nos purifica de todo o pecado (1 Jo 1.7-9).

XIII – Considerações Finais

Temos nós a certeza de que são verdadeiras as doutrinas que a Santa Igreja nos ensina?

Sim, temos a certeza absoluta de que são verdadeiras as doutrinas que a Santa Igreja nos ensina, porque Jesus Cristo empenhou a sua palavra, que a Igreja nunca se enganaria (“Terceiro Catecismo de Doutrina Cristã”, Editora Vera Cruz Ltda., Ia edição, agosto de 1976, resposta à pergunta 862, p. 159).

Contrariando o que a Bíblia diz em (1 Tm 4.1): Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios. Como pode uma pessoa se apostatar sem nunca antes ter estado na verdade?

Paulo procurava acautelar os moradores de Roma em sua carta dizendo: E rogo-vos, irmãos, que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos deles. Porque os tais não servem a nosso Senhor Jesus Cristo, mas ao seu ventre; e com suaves palavras e lisonjas enganam os corações dos simples (Rm 16.17-18).

A Igreja de Jesus Cristo não se define por lugares ou pessoas, mas por princípios de fé e prática, e perdendo estes paradigmas a Igreja Cristã em Roma morre para se erguer uma formidável organização, mas que não passa de uma criação humana, com influências religiosas pagas.

Hoje o papa procura unir as igrejas em torno de si mesmo, por meio do ecumenismo. Há, porém, os que estão caindo nessa armadilha. O brado da Reforma Protestante de Sola Scriptura, Sola Gracia, Solo Cristus e Sola Fides foi um apelo dramático ao retorno às Escrituras Sagradas como única regra de fé e prática. Foi por questionar os dogmas papistas que muitos foram torturados e outros pagaram com a vida. É difícil entender como os herdeiros da Reforma comungam com um Evangelho rejeitado pelos reformadores.

Observação: Aconselhamos consultar a Bíblia Apologética lançada pelo Instituto Cristão de Pesquisas – ICP, para obter, assim, um vasto conteúdo de versículos específicos sobre o tema catolicismo romano, com suas respectivas respostas apologéticas.

Igreja Local de Witness Lee 

I – Introdução

O escritor J. Cabral aponta em seu livro “Religiões, Seitas e Heresias” que uma das peculiaridades das seitas religiosas é o exclusivismo que caracteriza os grupos. Vêem os adeptos de uma seita na pessoa do seu fundador um tipo de pessoa carismática que recebeu uma revelação especial de Deus e assim tornou-se o porta-voz exclusivo dessa vontade divina para os homens. Nenhuma pessoa, até a chegada desse líder, conseguiu interpretar a Bíblia de modo correto. E uma visão nova desconhecida de todos e recebida diretamente de Deus (“Religiões, Seitas e Heresias”. J. Cabral. Universal Produções-Indústrias e Comércio, 3a. Edição, p. 18).

Essa é a característica da igreja denominada como Igreja sem nome ou Igreja Local. O fundador Witness Lee não poupa o reconhecimento dessa singularidade religiosa com que só poucos foram agraciados. Witness Lee assim declara: Essas palavras não são meramente um ensinamento, mas um forte testemunho do que tenho praticado e experienciado por mais de cinqüenta anos. Fui capturado por esta visão… Precisamos ter esta visão, e precisamos estar prontos para pagar o preço, até mesmo o preço de nossa vida, por ela (“A Visão da Igreja”. Witness Lee. Editora Árvore da Vida, 1991, p. 12).

Afirma Witness Lee que uma pessoa fora da Igreja Local não pode entender o livro do Apocalipse, pois o livro não foi escrito para indivíduos, mas para a Igreja Local que ele fundou: Se estivermos fora das igrejas locais, não teremos posição ou condição para recebermos o livro de Apocalipse, pois este não foi escrito para cristãos individuais. Foi escrito para as igrejas locais, apesar do Senhor ter chamado crentes individuais para ouvi-lo. Precisamos estar na igreja local; então estaremos qualificados com a posição e a condição para aceitarmos este livro e ouvirmos o que o Senhor Espírito diz às Suas igrejas (“A Expressão Prática da Igreja.” Witness Lee. Editora Arvore da Vida, Ia. Edição – 1989, p. 12).

II – Restauração da Igreja

A Igreja Local adota o mesmo argumento usado pelo fundador do mormonismo. Joseph Smith Jr. alegou que lhe foi revelado pelo Senhor Jesus em 1820, quando estava com a idade de 15 anos, e foi orar na floresta e Jesus lhe apareceu para lhe responder uma pergunta intrigante que ele fazia a si mesmo: Qual a Igreja verdadeira? Queria ele se filiar a uma, mas não tinha certeza de qual delas era a verdadeira. Numa visão Jesus lhe apareceu proibindo-o de filiar-se a qualquer igreja porque todas estavam erradas: seus credos eram uma abominação e os seus líderes eram corruptos. Justificou assim Joseph Smith a fundação da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, em 6 de abril de 1830, nos Estados Unidos. Isso é repetido freqüentemente pelos mórmons que aceitam piamente a visão do seu fundador (“Doutrina e Convênios” -”Escritos de Joseph Smith”. Publicado por A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, pp. 50-60).

A Igreja Local usa do mesmo artifício do mormonismo, a diferença é que enquanto a Igreja Local fala do localismo da igreja, o mormonismo fala da restauração pelo nome da igreja. No entanto, freqüentemente os membros da Igreja Local utilizam a palavra restauração para afirmar que com o surgimento da Igreja Local, a igreja foi restaurada na terra: A restauração de Deus não começou no século vinte. Embora seja difícil fixar uma data exata para o seu início, é conveniente estabelecê-la na época da Reforma. A restauração passou por muitos estágios desde a Reforma, passando por uma restauração parcial da vida da igreja na Boêmia, sob a liderança de Zinzendorf prosseguindo para a revelação de muitas verdades preciosas da Bíblia por intermédio dos Irmãos de Plymouth e depois continuando até a genuína experiência da vida interior. Agora ela atingiu o seu estágio atual com, o estabelecimento das genuínas igrejas locais como a expressão do corpo de Cristo (“O Que Cremos e Praticamos nas Igrejas Locais”, Editora Fonte da Vida, p. 5).

Admitir que as igrejas locais sejam as genuínas igrejas de Jesus Cristo implica reconhecer que todas as demais são falsas. É incrível que pessoas que se servem da Bíblia para mostrar que suas doutrinas se baseiam na autoridade da mesma consigam, ao mesmo tempo, negar a continuidade da Igreja fundada por Jesus no dia de Pentecostes (At 2.37-44). Jesus prometeu que as portas do in­ferno não prevaleceriam contra a sua Igreja (Mt 16.18). Será que não lhe foi possível manter a integridade da sua Igreja e que a Igreja por Ele fundada veio a apostatar, precisando ser restaurada porWitness Lee? Não prometeu Jesus estar conosco todos os dias até à consumação dos séculos (Mt 28.20)? Como aceitar essa declaração de Witness Lee em afirmar que com o estabelecimento das genuínas igrejas locais a igreja foi restaurada na terra? Isso é realmente uma característica do sectarismo – a exclusividade da revelação dada supostamente pelo Senhor Jesus ao líder fundador.

III – Exclusivismo Religioso

A Igreja Local de Witness Lee estabelece três pontos sobre sua posição em face das outras igrejas:

1)  Denominacionalismo é pecado em detrimento do crescimento espiritual. A igreja precisa ser unificada: Na vida da igreja, posicionamo-nos pela unidade única do corpo de Cristo…Cremos que a oração do Senhor em João 17 será respondida na terra e que, quando formos aperfeiçoados em unidade, o mundo crera e saberá que o Pai enviou o Filho (“O Que Cremos e Praticamos nas Igrejas Locais”, Editora Fonte da Vida, p. 12).

2)  Só pode existir  uma igreja em cada cidade e a Igreja Local é independente de todas as igrejas.

3)  Os crentes devem quebrar sua lealdade às suas igrejas e estabelecer uma igreja local.

Não tente ser neutro. Não procure reconciliar as denominações com a igreja local. Você nunca conseguirá reconciliá-Ias. (“A Expressão Prática da Igreja”, Witness Lee. Editora Arvore da Vida. 1 . Edição – 1989, p. 98).

Hoje em dia há principalmente dois tipos de crentes: uns são as denominações, incluindo a Igreja Católica Romana, e o outro é composto daqueles que estão fora das divisões e sobre a base correta (“A Expressão Prática da Igreja”, Witness Lee. Editora Árvore da Vida. Ia‘ Edição – 1989, p. 128).

O catolicismo romano e o protestantismo, assim como o judaísmo, estão todos nessa categoria, tornando-se uma organização de Satanás, como seu instrumento para danificar a economia de Deus (“Apocalipse – Versão Restauração”, Witness Lee. Editora Fonte da Vida. \. Edição – 1987, p. 28).

Visto que a Mãe das Prostitutas é a igreja apóstata, as prostitutas, suas filhas, devem ser todas as diferentes facções e grupos no cristianismo que mantêm, até certo ponto, o ensinamento, as práticas e as tradições da Igreja Romana apóstata. A pura vida da Igreja não possui nenhum mal transmitido da Igreja apóstata (“Apocalipse – Versão Restauração”, Witness Lee. Editora Fonte da Vida, 1a. edição – 1987, p. 107).

IV – História

Witness Lee nasceu em 1905 em Chefoo, região da China. Teve influências cristãs e budistas até que fez sua decisão por Cristo em 1925. Em 1927, Witness Lee começou a estudar a revista publicada por Watchman Nee e começou a pregar para esse movimento. Watchman Nee era membro da Igreja dos Irmãos de Plymouth e depois se separou e criou seu próprio grupo denominado o Pequeno Rebanho. Por vários anos, Lee presidiu o Pequeno Rebanho em Chefoo, até que foi convidado a se dirigir para Xangai para ajudar Nee no trabalho e isso durou até 1946. Depois que Nee foi preso, algumas diferenças de doutrinas e práticas entre Lee e outros dirigentes do Pequeno Rebanho contribuíram para a separação do grupo. Assim, Lee criou o seu próprio grupo em 1950, levando consigo muitos membros do Pequeno Rebanho e foi trabalhar em Taiwan e Filipinas. Em 1962, Lee fundou a primeira igreja em Los Angeles, EUA.

Embora Witness Lee repudie abertamente as denominações, afirmando que elas são divisões do corpo de Cristo, não pode negar, historicamente, que a Igreja Local é uma divisão de duas outras denominações.

Mesmo sem essa ocorrência, ele não pode negar essa condição ao declarar: No que diz respeito às questões financeiras, as igrejas locais estão legalmente registradas com relação ao governo, como entidades religiosas que não visam lucro (“O Que Cremos e Praticamos nas Igrejas Locais”, Editora Fonte da Vida, p. 17).

Essa não é situação legal de todas as denominações de estarem registradas com relação ao governo como entidades religiosas? Isso não faz da Igreja Local uma denominação igual às demais? Sem dúvida que sim. Mas não é só isso. A Igreja Local é o resultado de uma segunda divisão de uma denominação. Era conhecida originalmente como Irmãos de Plymouth, surgidos na História em 1828.

Ironicamente, Witness Lee escreveu: Toda denominação foi estabelecida por algum mestre. A história da igreja mostra que sempre que e onde quer que houvesse um grande mestre, lá houve uma divisão (“A Expressão Prática da Igreja”, Witness Lee. Editora Árvore da Vida, 1ª edição – 1989, p. 182). É exatamente isso que ele fez.

V – Localismo

A Igreja Local alega freqüentemente que a sua igreja está alicerçada numa base correta. A expressão base correta da igreja quer dizer que num município só poder haver uma igreja que represente o corpo de Cristo ou a sua igreja. Quando indagados: Qual o nome da sua igreja? Respondem: As igrejas locais não têm um nome. 0 único nome que ostentamos e honramos éo nome do Senhor Jesus Cristo. Tomar qualquer outro nome é insultá-lo. O termo igreja local não é um nome; é uma descrição da natureza e expressão locais da igreja, isto é, a igreja numa localidade. Imprimir as palavras ‘igreja local’ com letras maiúsculas é um erro sério, pois isto dá a impressão que o nome é ‘igreja local’. (“O Que Cremos e Praticamos nas Igrejas Locais.” Editora Fonte da Vida Ltda., p. 13). A jurisdição de uma Igreja local deve abranger a cidade toda na qual a Igreja está; não deve ser maior nem menor que o limite da cidade. Todos, os crentes dentro daquele limite devem constituir a Igreja Local única naquela cidade (“Apocalipse — Versão Restauração”, Witness Lee. Editora Fonte da Vida. \. edição – 1987, p. 16).

Lee quer nos levar a crer que a igreja só é representada em um ajuntamento em qualquer localidade. Em outras palavras, desde que haja uma Igreja Local em qualquer lugar, não pode existir outra igual.

A mais óbvia contradição do LOCALISMO na Bíblia é encontrada em Romanos 16.5: Saudai também a igreja que está em sua casa. Saudai a Epêneto, meu amado, que é as primícias da Acaia em Cristo. Paulo escrevendo à igreja em Roma indagou de vários membros e daqueles que se reuniam em casa de Aquila e Priscila. Embora vivessem em Roma, eles tinham uma igreja em sua casa, independentemente para quem Paulo estava escrevendo. Se Áquila e Priscila tivessem sido membros da igreja, ou se tivessem uma congregação submissa a ela, estariam presentes por ocasião da leitura da Carta aos Romanos. A Igreja local ensina que a base da unidade é o localismo, mas Jesus disse que a base é Ele próprio (Mt 7.24-27). Em outras palavras, se a nossa base de fé é uma fé viva em Jesus Cristo, não podemos falhar. Mateus 16.16-18 confirma isso. Pedro respondeu à pergunta de Jesus: E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo (Mt 16.16). Jesus respondeu: Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela (Mt 16.18). A Igreja Local se acha com o direito de decidir qual é a verdadeira igreja em uma localidade ou jurisdição.

VI – Não Aceitam Críticas

Apresentar os erros doutrinários ou prevenir as denominações contra a forma de agir da Igreja Local junto às denominações é classificado pela Igreja Local como perseguição religiosa. Quando outras igrejas discordam dos seus ensinos e práticas, seus líderes recorrem aos tribunais seculares. A Igreja Local tem vários processos nos Estados Unidos, China, Alemanha e no Brasil (Instituto Cristão de Pesquisas e ABEC- Associação Brasileira de Editores Cristãos) recorreram aos tribunais reivindicando direitos postergados.

A Igreja Local declara: Não importa se você é ou não religioso, pois desde que você persiga a igreja, você é parte do dragão ou pelo menos um com ele. Os judeus antigos pensaram que estavam lutando por Deus, mas não perceberam que estavam lutando com o dragão para perseguir o povo de Deus, e para acusar dano e estorvar a economia de Deus (“Estudo – Vida de Apocalipse”, Witness Lee. Editora Arvore da Vida. Volume 2, 1988, p. 393).

O Jornal Batista, de 16 de setembro de 1990, trouxe uma advertência contra a Igreja Local mostrando sua intromissão entre os evangélicos na venda de sua literatura produzida pela Editora Arvore da Vida. Essa editora é a que edita os livros e outras literaturas produzidas para a Igreja Local. O artigo trazia o título A Seita Que surgiu Para Minar as Denominações. Dizia o artigo: Esse grupo, denominado por alguns como Igreja Local, penetra em nossas igrejas, pregando diversas distorções teológicas e eclesiásticas como: ‘Cristo e o diabo, tornando-se um na cruz, Deus como um ator’, a necessidade de destruirmos as denominações e suas estruturas, a não necessidade de líderes (pastores), a não entrega de dízimos, e outras heresias (“O Jornal Batista”, Carlos Henrique Soares. 16-09-1990. p. 4). Foi repelido e a Editora Árvore da Vida ameaçou processar o Jornal Batista se não permitisse o direito de resposta no próprio jornal. Na edição de 30 de dezembro de 1990, na página 4, o Jornal Batista se viu obrigado a publicar a defesa deles- A defesa foi redigida nos seguintes termos: A Editora Árvore da Vida e os membros das igrejas que praticam a visão da unanimidade do corpo de Cristo em cada cidade vêm sendo vítimas de uma onda de calúnias e ataques irresponsáveis e mentirosos desde o segundo semestre do ano (“O Jornal Batista.” Autor do texto: Editora Árvore da Vida. 30-12-1990, p. 4). Só porque o pastor batista fez um alerta no seu jornal se viu obrigado a ceder espaço para direito de resposta que apresentava estarem eles sendo: vítimas de calúnias e ataques irresponsáveis e mentirosas.

VII – Conceito Sobre as Denominações

Ensinam que ir a qualquer denominação quando se visita uma cidade é entrar numa divisão porque para encontrar a igreja restaurada deve ir-se à igreja que está nesse município: Se você se mudar de São Paulo para Belo Horizonte, não precisa se preocupar quanto a qual igreja você irá. É tão claro. Você irá à igreja naquela cidade, à igreja local. Não irá a uma igreja chamada pelo nome de alguma rua, mas à igreja local naquela cidade; não à igreja de alguma casa ou de alguma universidade, mas daquela cidade. Se você entrar em qualquer outra coisa afora a igreja local daquela cidade, entrará numa divisão; se entrar na igreja daquela cidade, entrará na unidade (“A Visão da Igreja”, Witness Lee, Editora Árvore da Vida Ltda., pp.10-11).

VIII – Proselitismo Entre as Denominações

Por um lado, como vimos, há uma exortação para os membros da Igreja Local se manterem separados das demais denominações. Para não se misturarem. Por outro lado, na tentativa de conquistarem novos membros entre as denominações, infiltram-se entre elas, declarando que somos todos irmãos e que devemos manter essa unidade: Damos boas vindas a todos os verdadeiros crentes e buscamos comunhão com eles como nossos irmãos e irmãs em Cristo (“O Que Cremos e Praticamos nas Igrejas Locais.” Editora Fonte da Vida, p. 1).

“Não ensinam que os membros das Igrejas Locais não devem ser neutros e que a mistura de preto com branco resulta em cinza? Como manter essa pretendida unidade se não for com o intuito de se introduzirem em nossas igrejas denominacionais para aliciarem pessoas?

IX – Ensinos, Doutrinas e Práticas Religiosas 

9.1- O Uso da Bíblia

Assim Crê a Igreja Local:

Cremos que a Bíblia é a completa revelação divina verbalmente inspirada pelo Espírito Santo (“O Que Cremos e Praticamos nas Igrejas locais.” Editora Fonte da Vida Ltda., p. 3).

Para a Igreja Local é coisa secundária entendermos o que lemos das Escrituras Sagradas. Declara: Tudo depende da liberação do espírito (“A Expressão Prática da Igreja”, Witness Lee. Editora Árvore da Vida, 1989, p. 146). A LETRA MATA – Todos precisamos liberar o espírito. A letra mata, mas o Espírito dá vida. ‘A letra significa doutrinas, formas, estas coisas são letras. Qualquer coisa além do Espírito é um tipo de letra, e essa mata (“A Expressão Prática da Igreja”, Witness Lee, Árvore da Vida, 1989, p. 145). Esqueça sobre ler, pesquisar, entender e aprender a Palavra… Todavia a idéia que muitos de nós temos a respeito da Bíblia, é que ela é uma espécie de ensino, um livro cheio de doutrinas. Desse modo chegamos à Palavra com a intenção de entendermos e sabermos alguma coisa… Não devemos ir à Bíblia para aprender e entender somente. (“Orar-Lendo a Palavra”, Witness Lee. Editora Árvore da Vida Ltda., pp. 5,11-12). Simplesmente pegue a Palavra de Deus e ore lendo alguns versículos de manhã e à noite. Não há necessidade de você exercitar a sua mente para tirar dela algum proveito e não é necessário que reflita sobre o que leu. Por exemplo, ao orar – ler Gálatas 2.19 (leia-se v. 20), apenas olhe para a página impressa que diz: ‘Estou crucificado com Cristo’. Então com os olhos na Palavra e orando do fundo de seu interior diga: ‘Glória ao Senhor, Eu estou crucificado com Cristo’. Amém! Eu estou, Oh, Senhor! Estou crucificado’. Louvado seja o Senhor! ‘Crucificado com Cristo’, Amém! Aleluia! ‘Estou crucificado com Cristo.’ Contudo, Amém! ‘Eu vivo’, O, Senhor! Eu vivo Aleluia! Aleluia!, ‘Não eu, mas Cristo etc. …Aí talvez, você abra em João 10.10 e leia: ‘eu vim para que tenham vida’. Então com os seus olhos ainda na Bíblia você pode orar Eu vim, Amém! Eu vim. Aleluia! Eu vim para que tenham vida’. Louvado seja o Senhor! ‘para que tenham vida’. Aleluia! ‘Vida Amém! ‘Vida ‘Ó, Senhor! Vida (“Orar-Lendo a Palavra”, Witness Lee. Editora Arvore da Vida, pp.10-12).

Resposta Apologética:

Sem dúvida que a declaração de fé de crer na Bíblia é aceita por todas as denominações evangélicas. Nenhum de nós nega o que a Igreja Local afirma sobre a Bíblia. Mas o problema não é esse. O problema é a importância que seus adeptos dão ao entendimento quando se lê ou se estuda a Bíblia.

Ora, ter uma Bíblia e recomendar que devemos lê-la sem procurar entender o que lemos é perda de tempo. O modo correto de lermos a Bíblia é procurarmos entender o que lemos. Na Parábola do Semeador, Jesus ilustrou a importância de entendermos o que lemos, dizendo: Mas o que foi semeado em boa terra é o que ouve e compreende a palavra; e dá fruto, e um produz cem, outro sessenta, e outro trinta (Mt 13.23). Mas o que ouve a Palavra e não a entende foi comparado à semente que caiu à beira do caminho e que as aves do céu comeram e ficou infrutífera: Ouvindo alguém a palavra do reino, e não a entendendo, vem o maligno, e arrebata o que foi semeado no seu coração; este éo que foi semeado ao pé do caminho (Mt 13.19).

Filipe, quando foi enviado a pregar o Evangelho ao eunuco, ouviu que ele lia o livro do profeta Isaías: E, correndo Filipe, ouviu que ha o profeta Isaías, e disse: Entendes tu o que lês? E ele disse: Como poderei entender, se alguém não me ensinar? E rogou a Filipe que subisse e com ele se assentasse (At 8.30-31). O eunuco queria ler, mas também queria entender o que estava escrito. E assim deve ser com todos os leitores da Bíblia.

O Senhor Jesus ensinou também que não devemos ser repetitivos na oração: E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que por muito falar serão ouvidos (Mt 6.7). Quando oramos, precisamos ser específicos na nossa oração e não falarmos palavras desconexas, sem sentido. E necessário orarmos com o espírito, mas orarmos também com o entendimento: Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento; cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento (1 Co 14.15).

Esse método de “Orar-Lendo a Palavra” contribui para que os ensinos da Igreja Local sejam aceitos sem discussão, sem qualquer espírito de crítica, e sejam preferidos a quaisquer outros ensinos, inclusive a Bíblia.

X – Cântico Mântrico?

Paralelamente a essa prática de orar-lendo a Palavra, existe um tipo de cântico repetitivo à semelhança de um mantra oriental. Palavras-chave devem ser repetidas muitas vezes ao dia para o que Witness Lee declara ser uma liberação do espírito (um tipo de êxtase espiritual) e assim evitar a tentação. Os dizeres das palavras que devem ser repetidos são assim indicados: Ó SENHOR, AMÉM, ALELUIA! Amamos dizer quatro palavras: ‘Ó Senhor, Amém, Aleluia! Nos versículos de Apocalipse, vimos Amém’ e Aleluia’. Onde então podemos encontrar ‘Ó Senhor’? Isso está em Salmos. Em muitas páginas de Salmos é muito fácil achar “Ó Senhor”. Portanto, essas quatro palavras não são algo que inventamos, e sim algo que descobrimos na Palavra (“A Expressão Prática da Igreja”, Witness Lee. Editora Árvore da Vida. 1\ Edição – 1989, p. 157).

A pergunta que se levanta é: não seria isso uma versão de um mantra cristão? Sabemos que mantra é o uso repetitivo de certas palavras ou frases com entonação característica e que, segundo crêem os supersticiosos que disto se servem, libera determinado poder. A prática do mantra é encontrada freqüentemente entre os budistas e os hindus para entrar em estado de consciência alterada, inclusive para desfrutar um êxtase. Um mantra muito conhecido é usado pelos adeptos do Movimento Hare Krishna.

A Igreja Local usa termos como: sinta, teste, toque, beba, coma, libere o espírito etc. para provar o conhecimento de Deus e viver em santidade. E uma teologia conhecida como a Teologia do Emocionalismo, subjetiva (Jr 17.9). É baseada em experiências emotivas. O misticismo domina toda a sua teologia. Os membros são orientados a não questionar o que lhes é ensinado, desde que assim fazendo estão procedendo como os pagãos. Todos os estudos são exatamente harmonizados como Witness Lee ensina. Lee orienta a fechar a mente quando nos aproximamos da Bíblia. A Bíblia condena essa posição (At 17.11; 2 Tm 2.15; 3.5,15-17).

XI – O Valor das Doutrinas

Assim Crê a Igreja Local:

…Posso dizer uma palavra franca, honesta e amorosa para esses queridos? Esqueçam-se da doutrina e olhem para vocês mesmos! Quem e o que é você”? Pouco importa se a doutrina é correta ou não. O que importa é o que vocês são. Por anos afio vocês têm se preocupado com a doutrina, mas houve alguma mudança em vocês?… (“Estudo-Vida de Apocalipse.” Vol. 2 (mens. 24 a 46). Witness Lee. Editora Arvore da Vida. 1ª Edição -1988,362).

Ensinamentos bons, certos, bíblicos e até mesmo ensinamentos espirituais têm sido usados pelo inimigo como um substituto para o próprio Cristo. Muitos grupos de cristãos não se fundamentam em Cristo, mas em seus ensinamentos (“A Estratégia de Satanás Contra a Igreja”, Witness Lee. Editora Arvore da Vida Ltda., p. 6) .

Com isso, os membros da Igreja Local devem apenas liberar o espírito e se deixar guiar pelos ensinos do seu líder fundador sem poder discernir se são corretos ou não: Estar no espírito não é uma questão de certo ou errado;precisamos aprender a andar no espírito e nos despojarmos de tudo o que somos e temos. Assim, quando formos às reuniões da igreja, devemos ser ousados para funcionar. Não devemos pensar demais, mas simplesmente funcionar liberando o nosso espírito afim de expressarmos o Senhor. Desta maneira, cresceremos em nossa função e seremos mais e mais fortes, mais e mais ricos (“A Expressão Prática da Igreja”, Witness Lee. Editora Arvore da Vida. 1 . Edição – 1989, p. 144).

Resposta Apologética:

Ora, se somos aconselhados a não usarmos nosso entendimento quando lemos ou ouvimos a Bíblia, não podemos discernir se o que ouvimos e lermos está correto. Por isso, Paulo recomendou muito cuidado com a doutrina de Deus, para não aceitarmos o ensino diabólico ou de homens. Paulo acentua a importância da doutrina de Deus. Disse ele: Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Per severa nestas coisas;porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem (1 Tm 4.16). Se alguém ensina alguma outra doutrina, e se não conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, e com a doutrina que é segundo a piedade, E soberbo, e nada sabe, mas delira acerca de questões e contendas de palavras, das quais nascem invejas, porfias, blasfêmias, ruins suspeitas (1 Tm 6.3-4). Conserva o modelo das sãs palavras que de mim tens ouvido, na fé e no amor que há em Cristo Jesus (2Tm 1.13).

Admoestando-nos para o surgimento de falsos mestres para os nossos dias, Paulo adverte: Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores, conforme as suas próprias concupiscências; E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas (2 Tm 4.3-4).

XII – Batismo Regeneracional

A doutrina do batismo regeneracional está baseada em Jo 3.5 e Tt 3.5. Segundo este ensino o batismo tem o poder de regenerar os que se lhe submetem. Assim crê a Igreja Local: Tal palavra indica claramente que para ser regenerado e entrar no reino de Deus, é preciso nascer, não só do Espírito, mas também da água. Por isso, o batismo é uma condição para a regeneração e a entrada no reino de Deus (“Lições da Verdade – Nível Um”, Witness Lee. Editora Fonte da Vida. Edição 1987, p. 92). Assim como a fé é uma condição da salvação, também o batismo o /(“Lição da Verdade – Nível Um”, Witness Lee. Editora Ponte da Vida- Edição 19B7, p. 93). A água é não só o símbolo do batismo, mas também o meio da salvação (“Lições da Verdade – Nível Um”, Witness Lee. Editora Fonte da Vida. Edição 1987, p. 86). Batizar as pessoas é tão importante quanto lhes pregar o evangelho (“Lições da Verdade Nível Um”, Witness Lee. Editora Fonte da Vida. Edição 1987, p. 79).

Resposta Apologética:

O eunuco de Candace havia ido a Jerusalém para adoração e voltava lendo o livro do profeta Isaías (53.7-8). Ouvindo a explicação de Filipe sobre o Senhor Jesus, de quem Isaías falara (At 8.32-35), declarou sua fé em Jesus (w. 36-37) na forma proposta em Romanos 10.9-13. Restava, porém, cumprir outro passo, não para a salvação, mas, sim, como obediência à ordenança de Cristo (Mt 28.19). E foi isto que o eunuco pediu que Filipe fizesse, e ambos desceram às águas e Filipe o batizou. O batismo não salva, pois não contém em si a graça salvadora. Trata-se de uma ordenança do Senhor Jesus, um testemunho público, de forma dramática, semelhante a um funeral, no qual o novo crente declara que assim como Cristo morreu, foi sepultado e ressuscitou dentre os mortos também ele, em Cristo, considera-se morto, para o mundo e, como tal, tem de ser sepultado (simbolicamente nas águas) Cl 2.12. Mas, assim como Cristo ressurgiu dos mortos e vive para sempre (Ap 1.18), ele também emerge das águas batismais, espiritualmente ressurreto, para viver uma nova vida em seu Salvador Jesus Cristo (Rm 6.2-11; Gl 2.20). Na ordem de pregar o Evangelho em Mt 28.19, Jesus ordena que procedamos da seguinte forma: a) proclamar o Evangelho; b) discipular os novos convertidos; c) batizá-los em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Paulo declarou que Cristo o enviara para pregar o Evangelho e não para batizar: Porque Cristo enviou-me, não para batizar, mas para evangelizar; não em sabedoria de palavras, para que a cruz de Cristo se não faça vã (1 Co 1.17).

XIII -Tipologia do Bode Emissário 

Assim Crê a Igreja Local:

O ensinamento sobre o dia da expiação por Witness Lee diz exatamente o que pregam os adventistas por meio de Ellen Gould White. Interpreta ele que o bode emissário tipifica Satanás sobre quem os pecados dos crentes serão finalmente colocados. Satanás se torna o que carrega os pecados dos crentes da Igreja Local: Quando Deus fez com que o Senhor Jesus levasse os nossos pecados na cruz para sofrer o julgamento e a punição de Deus em nosso lugar, Ele também fez com que todos os nossos pecados fossem postos sobre Satanás, afim de que este arcasse com eles para sempre. Isso é revelado em tipologia na expiação registrada em Levítico 16. Quando o sumo sacerdote fazia expiação pelos filhos de Israel, ele tomava dois bodes e os apresentava diante de Deus. Um era para Deus e devia ser morto para fazer expiação pelos filhos de Israel, enquanto que o outro era por Azazel’, isto é, para Satanás, para levar os pecados dos filhos de Israel (Lv 16.7-10,15-22 – IBB, Imprensa Bíblica Brasileira) (“Lições da Verdade — Nível Um”, Witness Lee. Editora Fonte da Vida. Edição de 1987, p. 126). Deus pôs todos os nossos pecados sobre o Senhor Jesus afim de que os levasse todos, para sofrer a punição de D eus por nós e cancelasse a acusação contra nós diante Dele. Ele então deu todos os nossos pecados de volta a Satanás afim de que ele mesmo os carregasse. Deus, assim, pode perdoar-nos dos nossos pecados e fazer com que eles nos abandonem (“Lições da Verdade – Nível Um”, Witness Lee. Editora Fonte da Vida. Edição de 1987, p. 127).

Resposta Apologética:

Os israelitas em seu calendário religioso celebravam sete festas anualmente. A Festa dos Asmos, da Páscoa, de Pentecostes, das Trombetas, da Expiação e dos Tabernáculos (duas festas com o mesmo título). Uma das mais importantes era a Festa da Expiação e que está mencionada em Lv 16.29-34. Nesse dia solene, os pecados dos israelitas eram removidos deles na figura de dois bodes: um o bode expiatório, que era morto e o sangue era aspergido no propiciatório do lugar santo dos santos do tabernáculo e, posteriormente, o sumo sacerdote saía do lugar santíssimo e colocava as mãos sobre a cabeça do bode emissário e confessava os pecados do povo. Posteriormente, o bode emissário era conduzido ao deserto pela mão de um guia e lá deixado. Essa cerimônia do dia da Expiação representava as duas fases da obra viçaria de Cristo. A morte de Cristo efetua plena redenção do pecado do povo, nisso representando a obra de Cristo no calvário (Hb 9.11-12,24; 10.10-12), a segunda fase a remoção da maldição devida pelos pecados para nunca mais alcançar de novo aqueles que os cometeram. As seguintes razões justificam nossa interpretação:

a)    Os dois bodes de Lv 16.5-10 eram apresentados para expiação dos pecados dos israelitas e não só o bode expiatório;

b)    Em Levítico 16.22 se lê: Assim aquele bode levará sobre si todas as iniqüidades deles à terra solitária; e deixará o bode ao deserto;

c)    Essa expressão levará sobre si todas as iniqüidades deles à terra solitária se refere à obra de Cristo profetizada em Isaías
53.11: Ele verá o fruto do trabalho da sua alma, e ficará satisfeito; com o seu conhecimento o meu servo, o justo, justificará a muitos,
porque as iniqüidades deles levará sobre si;

d)   Sabemos que Jesus é aquele de, quem o profeta falava (Is 53.4-7, conforme interpretação que lemos em At 8.30-35).
E Jesus é o Cordeiro de Deus que leva os pecados do mundo (Jo 1.29). Podemos ver isso também em 1 Pedro 2.24.

XIV-A Trindade 

Assim Crê a Igreja Local:

Procuram os obreiros da Igreja Local fazer entender aos evangélicos que crêem na doutrina bíblica da Trindade como nós cremos. Entretanto, declaram que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são todos a mesma pessoa, bem como o mesmo Deus e também que cada um deles é um passo ou estágio sucessivo na revelação de Deus aos homens. Veja a seguir o que eles dizem a este respeito: Alguns vêem problema na palavra processado’ e argumentam que é impossível que Deus seja processado porque Ele é eterno e imutável. Embora Deus seja eterno e imutável, contudo Ele passou por um processo (“Como Receber o Deus Triúno Processado”, Witness Lee. Editora Fonte da Vida, p. 7). Assim as três Pessoas da Trindade tornam-Se os três passos sucessivos no processo da economia de Deus. Sem esses três estágios, a essência de Deus nunca poderia ser dispensada para dentro do homem (“A Economia de Deus”, Witness Lee. Editora Árvore da vida. 1 . Edição – 1989, pp. 12-13).

Lee declara: João 1.1 nos diz que a Palavra era Deus, e João 1.14 que essa Palavra tornou-Se carne. Deus tornou-se carne, isto é, um homem, e, esse Homem é a corporificação de Deus. Eleja não é mais misterioso; agora está corporificado porque Se tornou um homem. Temos de perguntar se esse homem-Deus é o Filho ou o Pai. Temos de dizer que Ele é o Filho com o Pai. Deus tornou-Se carne e esse Deus é o Filho com o Pai. Quando Deus Filho tornou-Se carne, Ele tornou-Se carne com Deus Pai. Deus Filho, com Deus Pai, tornaram-se carne. Provavelmente nos disseram no passado que quando o Filho veio nascer como um homem, Ele deixou o Pai no trono no céu, mas a Bíblia nos diz que quando o Filho veio, Ele veio com o Pai (“A Economia Divina”,Witness Lee. Editora Fonte da Vida, p. 41).

João 6.46, 7.29 e 16.27 dizem-nos que quando o Filho veio do Pai, Ele veio com o Pai. Quando o Filho veio, não veio sozinho, não deixou o Pai nos céus. No dia em que Jesus estava na casa de Simão, o leproso, e Maria derramou o óleo precioso sobre Ele (Mt 26.6-7), Ele era o Filho com o Pai. Se fosse simplesmente o Filho e tivesse deixado o Pai nos céus quando veio, não seria a corporificação do Pai. Mas o Filho estava lá com o Pai como a corporificação do Pai, como a corporificação de Deus. Ele é o Filho, Ele é o Pai e Ele é Deus (“A Economia Divina”, Witness Lee. Editora Arvore da Vida. 1 . Edição – 1989, p. 41)

Resposta Apologética:

Num primeiro momento podemos classificar o ensino da Igreja Local sobre a natureza de Deus de modalístico estatístico. Lee ensina que o Pai, Filho e o Espírito Santo são simultaneamente um o outro e ao mesmo tempo o Pai é o Filho e o Espírito Santo. Esse ensino também é historicamente conhecido como patripassianismo — O Pai padeceu na cruz como o Filho.

A Bíblia declara o que o Pai disse do Filho: E o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea, como pomba; e ouviu-se uma voz do céu, que dizia: Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo (Lc 3.22). Como fica se o Pai e o Filho são a mesma pessoa? Jesus e o Pai são um só Deus, não uma só pessoa. O Pai não veio com o Filho (Mt 5.16,48; 6.9; 10.32-33). Jesus declara ser uma pessoa distinta do Pai, embora esteja em unidade com Ele: E, se na verdade julgo, o meu juízo é verdadeiro, porque não sou eu só, mas eu e o Pai que me enviou. E na vossa lei está também escrito que o testemunho de dois homens é verdadeiro. Eu sou o que testifico de mim mesmo, e de mim testifica também o Pai que me enviou (Jo 8.16-18). Ilustrando a sua forma de crer na Trindade, assim escreve Witness Lee: 0 Pai está ilustrado pela melancia inteira; o Filho, pelas fatias e, finalmente, o Espírito, pelo suco. Agora você vê este ponto: o Pai não é apenas o Pai, mas é também o Filho. E o Filho não é apenas o Filho, mas é também o Espírito (“A Economia de Deus”, Witness Lee. Editora Árvore da Vida. Edição de 1989, p. 53).

Outra ilustração usada pelo mesmo escritor: Alguns homens são de pouco propósito; por isso, sua aparência é sempre a mesma. Contudo, um homem cheio de propósito terá várias aparências. Se você pudesse visitá-lo em sua casa logo pela manhã, veria que ele é um pai ou um mando. Depois do café da manhã, talvez vá a uma universidade para ser um professor. A tarde, no hospital, é possível que o veja com um uniforme branco de médico. Em casa é um pai, na universidade é um professor, e no hospital é um médico. Por que ele é esses três tipos de pessoas? Porque ele é um homem que tem grandes propósitos. O pai em casa, o professor na universidade e o médico no hospital são três pessoas com um só nome (“A expressão Prática da Igreja”, Witness Lee. Editora Árvore da Vida. l”. Edição – 1989, p. 8). Esse exemplo da Igreja Local é classificado como modalismo. O pai, o professor e o médico não são três pessoas distintas, senão uma só pessoa, com três modos de agir: como pai, como professor e como médico. Uma pessoa exercendo três modos de se revelar, o próprio Witness Lee declara isso: Porque ele é um homem que tem grandes propósitos.

Embora a Igreja Local se esforce em declarar que não é modalista e que crê na doutrina bíblica da Trindade, sua crença não é compatível com a doutrina ortodoxa da Santíssima Trindade. O Credo Atanasiano declara: E a fé católica [universal] é esta: que adoremos um Deus em Trindade, e a Trindade na unidade, não confundindo as pessoas, nem separando a substância:pois uma é a pessoa do Pai, outra, a do Filho, outra, a do Espírito Santo; mas uma só a divindade do Pai, do Filho e do Espírito Santo, igual a glória, co-eterna a majestade.

Contrariando a doutrina ortodoxa, Witness Lee declara: Alguns teólogos tradicionais nos dizem que as três pessoas na Trindade divina: o Pai, o Filho e o Espírito, não devem ser confundidas e devem ser mantidas claramente separadas o tempo todo. Mas a Bíblia ensina que Jesus, o Filho de Deus, tornou-se o Espírito (“A Economia Divina”, Witness Lee. Editora Fonte da Vida. Edição de 1987, p. 71). Para justificar sua teoria declara: 0 Credo de Nicéia, que foi formulado em 325 a.D., não é completo porque nada diz acerca dos sete Espíritos. Esse credo fala da deidade do Deus Triúno, a Trindade divina, de uma maneira geral, mas nada aborda de Apocalipse. Quando o Credo de Nicéia foi feito em 325 a.D., ainda havia desacordo sobre Hebreus, Tiago, 2 Pedro, 2 João, 3 João, Judas e Apocalipse. Não foi antes de 397 a.D., no concilio que houve em Cartago, no norte da África, que Apocalipse, com os outros seis livros, foi reconhecido como parte do Novo Testamento. O Credo de Nicéia não é completo porque não aborda o livro de Apocalipse, o qual é a consumação final e máxima da revelação divina (“A Economia de Deus”, Witness Lee. Editora Fonte da Vida. f. Edição – 1987, p. 120).

Mostrando que crê diferentemente do que cremos, ainda declara: Assim, as três Pessoas da Trindade tornam-Se os três passos sucessivos no processo da economia de Deus. Sem esses três estágios, a essência de Deus nunca poderia ser dispensada para dentro do homem (“A Economia de Deus”, Witness Lee. Editora Árvore da Vida. l\ Edição -1989, pp. 12-13). Essa definição de Witness Lee acerca de Deus é a chamada teoria do Deus Processado, e nunca o Deus Trino, conforme revelam as Sagradas Escrituras: Na natureza do único e, eterno Deus, há três pessoas eternamente distintas, o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Todas as três pessoas são o mesmo Deus, embora o Pai não seja nem o Filho nem o Espírito; o Filho não seja nem o Pai nem o Espírito; e o Espírito não seja o Pai nem o Filho. A distinção entre as três Pessoas da Trindade é observada na Bíblia, como passamos a expor:

14.1 – Pai e Filho São Duas Pessoas Distintas:

a)           Como Duas Testemunhas:

Se eu testifico de mim mesmo, o meu testemunho não é verdadeiro. Há outro que testifica de mim, e sei que o testemunho que ele dá de mim é verdadeiro (Jo 5.31-32). E, se na verdade julgo, o meu juízo é verdadeiro, porque não sou eu só, mas eu e o Pai que me enviou. E na vossa lei está também escrito que o testemunho de dois homens é verdadeiro. Eu sou o que testifico de mim mesmo, e de mim testifica também o Pai, que me enviou (Jo 8.16-18).

b)           O Que Envia e o Enviado:

Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele (Jo 3.17);

Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei (Gl 4.4).

c)           Nas Saudações:

Graça e paz da parte de Deus nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo (1 Co 1.3);Paulo, apóstolo (não da parte dos homens, nem por homem algum, mas por Jesus Cristo epor Deus Pai, que o ressuscitou dentre os mortos) (Gl 1.1);

Graça, misericórdia e paz, da parte de Deus Pai e do Senhor Jesus Cristo, o Filho do Pai, sejam convosco na verdade e amor (2 Jo 3).

d) Outras Provas Bíblicas de Que Jesus Não É o Pai:

Em todo o tempo em que Jesus esteve na terra, o Pai esteve no céu: Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus (Mt 5.16). Sede vós, pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus (Mt 5.48);

Jesus disse que confessaria os homens que O confessassem diante do Pai: Portanto, qualquer que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus. Mas qualquer que me negar diante dos homens, eu o negarei também diante de meu Pai, que está nos céus (Mt 10.32-33).

O Senhor Jesus Cristo está hoje à destra do Pai: E, ouvindo eles isto, enfureciam-se em seus corações, e rangiam os dentes contra ele. Mas ele, estando cheio do Espírito Santo,fixando os olhos no céu, viu a glória de Deus, e Jesus, que estava à direita de Deus; E disse: Eis que vejo os céus abertos, e o Filho do homem, que está em pé à mão direita de Deus (At 7.54-56);

Deus Pai é Pai de Jesus e não Jesus é Pai de si mesmo: Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo (Ef 1.3). Graça, misericórdia e paz, da parte de Deus Pai e do Senhor Jesus Cristo, o Filho do Pai, sejam convosco na verdade e amor (2 Jo 3);

Jesus entregou o seu espírito a seu Pai e não a si próprio: E, clamando Jesus com grande voz, disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. E, havendo dito isto, expirou (Lc 23.46);

Jesus conhecia o Pai, mas não era o Pai: Assim como o Pai conhece a mim, também eu conheço o Pai, e dou a minha vida pelas ovelhas (Jo 10.15);

Jesus cita a lei sobre o testemunho de dois homens e faz analogia entre Ele e o Pai, como duas testemunhas: E na vossa lei está também escrito que o testemunho de dois homens é verdadeiro. Eu sou o que testifico de mim mesmo, e de mim testifica também o Pai que me enviou (Jo 8.17-18) etc. 

14.2 – O Pai Não É o Espírito Santo

a) O Pai Envia o Espírito Santo

Eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre (Jo 14.16);

Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito de Verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim (Jo 15.26).

b) O Espírito Santo Intercede Junto ao Pai

E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis. E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito; e é ele que segundo Deus intercede pelos santos (Rm 8.26-27). 

14.3 – Jesus Não É o Espírito Santo

a) O Espírito Santo É Outro Consolador

Eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre (Jo 14.16);

Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo (1 Jo 2.1).

b)O Espírito Santo Glorifica a Jesus

Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar {}o 16.14).

c)           O Espírito Santo Desceu Sobre Jesus no Momento do Batismo

E, sendo Jesus batizado, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba e vindo sobre ele (Mt 3.16).

d)           Outras Provas Bíblicas de Que o Espírito Santo Não É Jesus
O Espírito Santo é um outro Consolador, procedente do

Pai e do Filho: E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre (Jo 14.16). Mas quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito de verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim (Jo 15.26);

O Filho pode ser blasfemado e o pecador culpado disso encontra perdão. Mas, se o Espírito Santo for blasfemado, essa pessoa não encontra perdão. Isto prova haver duas Pessoas: Portanto, eu vos digo: Todo o pecado e blasfêmia se perdoará aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada aos homens. E, se qualquer disser alguma palavra contra o Filho do homem, ser-lhe-á perdoado; mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste século nem no futuro (Mt 12.31-32);

O Espírito Santo não veio falar de si mesmo ou glorificar a si mesmo, mas sim para glorificar a Jesus: Mas, quando vier aquele, o Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir. Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar (Jo 16.13-14);

A descida do Espírito Santo no dia de Pentecostes foi a prova de que Jesus havia chegado ao céu, onde assentou-se à destra de Deus Pai: E isto disse ele do Espírito que haviam de receber os que nele cressem; porque o Espírito Santo ainda não fora dado, por ainda Jesus não ter sido glorificado (Jo 7.39). De sorte que, exaltado pela destra de Deus, e tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vós agora vedes e ouvis (At 2.33);

Jesus afirmou, mesmo depois da ressurreição, que Ele não era espírito. Portanto, Ele não podia ser nem o Pai (Jo 4.24) nem o Espírito Santo (Jo 14.16-17,26; 15.26; 16.7,15), pois esses são seres espirituais: Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho (Lc 24.39).

14.4 – Alguns Versículos Utilizados para Justificar Suas Teorias:

Eu e o Pai somos um (Jo 10.30). Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe”? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai? (Jo 14.9). E, havendo dito isto, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo (Jo 20.22). Ora, o Senhor é Espírito; e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade (2 Co 3.17).

Analisando os Versículos Citados

Eu e o Pai somos um (Jo 10.30). Nesse versículo, vemos a pluralidade na unidade, basta observar a expressão somos -pluralidade, um - unidade. Jesus não está dizendo que é a mesma pessoa do Pai, mas que Ele e o Pai são duas pessoas distintas, em unidade divina. Portanto João 10.30 deve ser entendido como uma declaração de Jesus da sua unicidade de natureza essencial com Deus, isto é, que Ele é essencialmente igual a Deus.

Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai? (Jo 14.9). Encontramos aqui uma reiteração da mesma substância da declaração do versículo 7 deste capítulo: Se vós me conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai; ejá desde agora o conheceis, e o tendes visto. Ver o Pai não consiste em meramente contemplar a sua presença corporal, mas em conhecê-lo. Fica subentendido que não ver o Pai, na pessoa de Jesus, é o mesmo que não conhecê-lo. O Filho é o único expositor do Pai aos homens (Mt 11.27; Jo 12.44-45; Cl 1.15; Hb 1.3; 1Tm 6.16).

E, havendo dito isto, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo (Jo 20.22). O Senhor Jesus faz aqui uma doação preliminar do Espírito Santo, que era o símbolo da promessa e a garantia de que seria concretizada a vinda do Espírito Santo, quando o Senhor Jesus fosse glorificado (Jo 7.39). Essa vinda em seu total poder não poderia anteceder de forma alguma a ascensão de Jesus e a sua glorificação (Jo 16.7). Porém, o Senhor Jesus quis mostrar que essa pessoa divina viria (Jo 14.16-26), por isso concedeu aos seus discípulos algo simbólico do poder que haveriam de receber mais tarde em plena medida (Atos 2).

Ora, o Senhor é Espírito; e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade (2 Co 3.17). Neste versículo, a expressão Senhor se refere a Cristo, identificando o Espírito Santo com a mesma natureza e divindade de Jesus, e não que Ele seja a mesma pessoa. Basta observar que no versículo seguinte, o apóstolo separa as pessoas: Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor (2 Co 3.18).

Devido a sua peculiar teoria a respeito da Trindade, a Igreja Local foi classificada num primeiro momento de grupo modalista. O livrete “O Que Cremos e Praticamos nas Igrejas Locais”, página 15, pergunta número 8, diz: Vocês têm uma visão ” modalista” da Trindade? E a Igreja Local responde: Certamente que não! O modalismo é herético. Ao invés de ensinar que os Três da Deidade: o Pai, o Filho, e o Espírito, coexistem eternamente, o modalismo afirma que Eles são mera manifestação temporária da essência divina. Cremos, de acordo com a Bíblia, que Deus é essencialmente três em um e um em três. Certamente reconhecemos distinções eternas dentro da Deidade. Entretanto, a nossa ênfase com respeito à Trindade não está baseada na análise doutrinária da natureza de Deus, mas no dispensar do Deus Triúno para dentro de nós como nossa vida e nosso tudo. A nossa ortodoxia com respeito à Doutrina de Deus deve ser estabelecida em se o nosso ensinamento está ou não de acordo com apura Palavra de Deus. Quando a nossa crença acerca do Deus Triúno é fielmente considerada à luz da Escritura, ver-se-á que não cremos no modalismo, nem no triteísmo, mas na revelação do Deus Triúno segundo apura Palavra de Deus. De acordo com essa declaração da Igreja Local, podemos considerar que a Igreja Local:

1)  Não crê na doutrina bíblica e ortodoxa da Trindade, conforme as igrejas cristãs;

2)  Utiliza o termo Trindade e Triúno com definição e significado diferente da ortodoxia cristã;

3)  Sua definição da unidade divina é: …o Pai é o Espírito, o Filho também é o Espírito, e o Espírito, é claro, é o Espírito. O Pai está no Filho, o Filho está no Espírito e o Espírito está em nós como apropria transmissão de Deus… (“A Economia de Deus”, Witness Lee.a Editora Arvore da Vida. 1 . Edição – 1989, p. 19). Com essa declaração, fica claro que a Igreja Local confunde as pessoas na unidade divina, revelando sua crença modalista, embora negue. Basta analisar o exemplo da melancia dado por Witness Lee: O Pai está ilustrado pela melancia inteira; o Filho, pelas fatias e, finalmente, o Espírito, pelo suco. Agora você vê este ponto: o Pai não é apenas o Pai, mas é também o Filho. E o Filho não é apenas o Filho, mas é também o Espírito.

4)  Por outro lado, declara crer nas três pessoas distintas da Trindade: Cremos, de acordo com a Bíblia, que Deus é essencialmente três em um e um em três. Certamente reconhecemos distinções eternas dentro da deidade;

Se de um lado ela declara crer nas três pessoas distintas, de outro nega as três pessoas. Esse entendimento contraditório inevitavelmente leva à teoria do Deus Processado: Assim, as três Pessoas da Trindade tornam-Se os três passos sucessivos no processo da economia de Deus. Sem esses três estágios, a essência de Deus nunca poderia ser dispensada para dentro do homem (“A Economia de Deus”, Witness Lee. Editora Árvore da Vida. Edição-1989, pp. 12-13).

A teoria do Deus Processado ou Deus Triúno que tenta harmonizar o modalismo com o trinitarismo pode ser notada na declaração de Witness Lee: Os três são distintos, mas não separados. Quando o Filho veio, o Pai veio com Ele. Quando o Espírito veio, o Filho e o Pai vieram (Jo 14.17-23). Não cremos no modalismo, uma heresia que diz que quando o Filho veio, o Pai deixou de existir, e então quando o Espírito veio, o Filho deixou de existir. Cremos que Deus é três-um, o Pai, o Filho e o Espírito como um Deus coexistindo e coinerindo de eternidade a eternidade (“A Revelação Básica nas Escrituras Sagradas”, Witness Lee. 1 . Edição -1991. Editora Árvore da Vida, p. 24);

5)  Essa teoria do Deus Processado não é a definição da doutrina da Trindade nem está de acordo com a pureza das Sagradas Escrituras. Distinção muito clara é feita entre as três Pessoas da Trindade: Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo (Mt 28.19). A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo seja com todos vós. Amém (2 Co 13.14). E, sendo Jesus batizado, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba e vindo sobre ele. E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em que me comprazo (Mt 3.16-17). Assim: adoremos um Deus em Trindade, e a Trindade na unidade, não confundindo as pessoas, nem separando a substância: pois uma é a pessoa do Pai, outra, a do Filho, outra, a do Espírito Santo; mas uma só a divindade do Pai, do Filho e do Espírito Santo, igual a glória, co-eterna à majestade.

XV – Jesus e Suas Naturezas Amalgamadas

Assim Crê a Igreja Local:

A Igreja Local ensina o amálgama da sua natureza divina com a natureza humana. Seria como se disséssemos que Jesus é 50% Deus e 50% homem, formando nova natureza misturada: O princípio da encarnação é que em tudo Deus está amalgamado com o homem, e o homem está amalgamado com Deus (“A Expressão Prática da Igreja”, Witness Lee. Editora Arvore da Vida. 1 . Edição -1989, p. 147). Podemos demonstrar esta relação mergulhando um lenço branco em tinta azul. A divindade do Pai podia ser originalmente comparada ao lenço branco. Este lenço, imerso em tinta azul, representa o Pai no Filho encarnando-Se na humanidade. A peça branca agora se tornou azul. Assim como o azul foi adicionado ao lenço, assim também a natureza humana foi adicionada à divina, e as naturezas antes eram separadas, agora se tornaram uma (“A Economia de Deus”, Wit­ness Lee. Editora Árvore da Vida. 1 . Edição -1989, pp. 13-14). Através da Sua encarnação, Ele trouxe Dem para dentro do homem e amalgamou a essência divina de Deus com a humanidade. Em Cristo não há somente Deus, mas também o homem (“A Economia de Deus”, a Witness Lee. Editora Arvore da Vida. 1 . Edição – 1989, p. 14).

Resposta Apologética:

O assunto cristologia tem sido motivo de muitas controvérsias. Algumas seitas negam a humanidade de Jesus afirmando que Ele tinha um corpo fluídico, aparente; outros negam sua divindade, alegando sei- Ele o arcanjo Miguel, antes de tomar a forma humana.

Se o ensino de Witness Lee fosse correto, teríamos de concluir que a natureza divina amalgamada à natureza humana faria com que essa nova natureza deixasse de ser inteiramente divina e sua natureza humana deixasse de ser inteiramente humana. Então Jesus não seria absolutamente Deus nem absolutamente homem, mas metade de cada um deles. Jesus, antes de tomar a forma humana, era absolu­tamente Deus como lemos em João 1.1: No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Vivia na condição de Deus: Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus (Fp 2.6). Na sua encarnação foi-lhe preparado um corpo humano: Por isso, entrando no mundo, diz: Sacrifício e oferta não quiseste, mas corpo me preparaste (Hb 10.5). Paulo define a natureza divino-humana de Jesus, afirmando: Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade (Cl 2.9). Ainda em Romanos 9.5 Paulo se refere a Jesus dizendo: Dos quais são os pais, e dos quais é Cristo segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito eternamente. Amém. É assim uma personalidade theantrópica (théos: Deus; ântropos: homem) como lemos em Is 7.14, comparado com Mt 1.23: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamá-lo-ão pelo nome de EMANUEL, que traduzido é: Deus conosco. Afirmamos, pois, que Jesus é verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem e uma só pessoa (1 Tm 2.5), não com naturezas amalgamadas ou misturadas.

XVI – A Deificação do Homem

Assim Crê a Igreja Local:

A Igreja Local reage quando é acusada de pregar a divindade do homem: Vocês ensinam que o homem está evoluindo para Deus? Tal acusação, que tem sido feita contra nós, é totalmente falsa e sem fundamento. De acordo com a Bíblia, ensinamos que Deus está dispensando a Si mesmo para dentro do homem e que o crente está sendo transformado por e permeado com o elemento de Deus. O fato é que, como filhos de Deus, participamos da vida e natureza de Deus. Sim, o Deus Triúno está sendo trabalhado dentro de nós e nós estamos participando da Sua própria natureza, mas, definitivamente, não estamos evoluindo para a Deidade (“O Que Cremos e Praticamos nas Igrejas Locais.” Editora Fonte da Vida Ltda., p. 16).

No entanto, não é isso que encontramos em suas declarações: Ele não quer que você seja um homem bom, mas quer que você seja um homem-Deus. Você pode ser um ‘homem bom, mas jamais poderá ser uma expressão de Deus se for meramente isso. Deus fez o homem à Sua própria imagem com o objetivo de que este 0 expresse. Ao nos tornarmos um homem-Deus, que é cheio Dele, nós 0 expressamos. Um homem-Deus é uma expressão de Deus (“A Economia Divina”, Witness Lee. Editora Fonte da Vida. 1 . Edição —1987, p. 17). Um cristão não é meramente um homem bom, mas um homem-Deus (“A Economia Divina”, Witness Lee. Editora Fonte da Vida. 1 . Edição – 1987, p. 19).

Explicando o que significa a expressão homem-Deus com relação a Jesus, assim definem: Ele (Jesus)possuía duas naturezas: a divina e a humana. Ele era o Deus completo e o homem perfeito, um homem-Deus (“A Economia Divina”, Witness Lee. Editora Fonte da Vida. Ia. edição — 1987, p. 45). Jesus era um homem-Deus e nós devemos tornar-nos um homem-Deus. Sendo assim, temos a mesma natureza de Jesus e se Jesus era “Deus completo” nós igualmente nos tornamos um Deus completo.

Isso se torna bem claro na seguinte declaração, quando somos o corpo vivo de Cristo em certo lugar realmente somos a casa de Deus e a coluna e base da verdade. Somos, então, o aumento, a expansão, da manifestação de Deus na carne. E novamente Deus Se manifestando na carne, mas de uma maneira mais ampla (“A Economia Divina”, Witness Lee. Editora Fonte da Vida. Ia. Edição – 1987, p. 223)

Resposta Apologética:

Witness Lee deixa claramente implícito que pensa que Deus vai aumentando. Esse ensino é impossível à luz de Malaquias 3.6 onde Deus declara: Porque eu, o Senhor, não mudo; por isso vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos. Paulo falou áe certos mestres que confundem Deus como a sua criação em Romanos 1.20-23.

Como vemos, a Igreja Local ensina, inequivocamente que a Igreja (o Corpo de Cristo) torna-se Deus e que Deus torna-se a Igreja. Cada vez que alguém é adicionado à Igreja, Deus tem de expandir-se. Para que não pai-1: dúvida sobre esse ensino deificador do homem, a Igreja Local torna claro que sua teoria do Deus Processado na verdade constitui uma quaternidade: O Pai está no Filho, o Filho está no Espírito, e o Espírito agora está no Corpo. Eles agora são quatro em um: o Pai, o Filho, o Espírito e o Corpo (“A Expressão Prática da Igreja”, Witness Lee. Editora Árvore da Vida, \\ edição – 1989, p. 46).

Os mórmons tencionam se tornar deuses. É o ensino da exaltação do homem: o grande propósito dos mórmons.Esperam com a exaltação ganhar um planeta e se tornarem deuses. A Igreja Local, por sua vez não quer esperar para o futuro essa nova condição, mas proclama que já podemos ser homens-Deus.

A Bíblia nega essa condição de homem-Deus para o cristão e ensina mais que a pretensão de o homem se tornar igual a Deus partiu primeiro de Lúcifer que queria ser igual a Deus (Is 14.12-14; Ez 28.14-16). Insinuou ao homem no Éden essa mesma possibilidade (Gn 3.5) e levou nossos pais à queda (Rm 5.12).

Somos filhos de Deus por adoção (Gl 4.4-6), diferentemente de Jesus que é Filho unigênito, isto é, da mesma natureza (espécie do Pai) do grego monógenes. O homem regenerado é chamado nova criatura (2 Co 5.17). Repetindo: éramos criaturas de Deus (Gn 1.27) e nos tornamos filhos de Deus por adoção quando recebemos a Jesus como Salvador e Senhor (Jo.1.12; 1 Jo 3.1-2).

Não é isso o que ensina a Igreja Local: João 1.12 e 13 indicam que aqueles que recebem o Senhor Jesus são nascidos de Deus. Nascimento envolve um relacionamento íntimo e orgânico. Pelo fato de sermos nascidos de nossos pais, temos uma relação íntima e orgânica com eles. De acordo com a Bíblia, não somos filhos legais de Deus nem meramente Seus filhos adotivos (“Como Receber o Deus Triúno Processado.” Editora Arvore da Vida, p. 6).

O cristão é participante da natureza divina (2 Pe 1.4) quando manifesta os atributos morais de Deus, mas jamais podemos manifestar os atributos incomunicáveis de Deus: a eternidade, onipotência, onisciência e onipresença. Isso é negado pela Bíblia: Filho do homem, dize ao príncipe de Tiro: Assim diz o Senhor Deus: Porquanto o teu coração se elevou e disseste: Eu sou Deus, sobre a cadeira de Deus me assento no meio dos mares; e Hão passas de homem, e não és Deus, ainda que estimas o teu coração como se fora o coração de Deus (Ez 28.2). Não executarei o furor da minha ira; não voltarei para destruir a Efraim, porque eu sou Deus e não homem, o Santo no meio de ti; eu não entrarei na cidade (Os 11.9).

Portanto, a doutrina de Deus, ensinada pela Igreja Local, é manifestamente contrária ao que dizem as Escrituras. Ela ensina que Deus é mutável, primeiramente tendo-se transformado de Pai em Filho, de Filho em Espírito Santo e, então, tendo-se transformado na própria igreja. Ela nega as pessoas reais e distintas do Pai, do Filho e do Espírito Santo, preferindo falar em estágios da manifestação de Deus aos homens. Como é lógico, essa posição que nega o Pai, o Filho e o Espírito Santo é herética e devemos rejeitá-la: Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? E o anticristo esse mesmo que nega o Pai e o Filho (1 Jo 2.22).

XVII – O Corpo de Jesus Invadido por Satanás

Assim Crê a Igreja Local:

Witness Lee identifica o pecado como Satanás. A princípio, Deus tencionou criar o homem com o propósito de manifestar a si mesmo. Mas Satanás tentou ao homem, de maneira tal que o homem tomou da árvore do conhecimento do bem e do mal. Ao assim fazer, o homem absorveu Satanás. Enquanto Satanás continuar no homem, este não poderá manifestar Deus. Em vista disso, Deus resolveu apossar-se do homem, o que conseguiu fazer primeiramente por intermédio da encarnação, em Cristo. Então Deus conduziu Jesus à cruz, a fim de que morresse tanto o homem quanto Satanás. Finalmente, Deus ressuscitou ao homem e a Cristo (que é o próprio Pai) dentre os mortos, a fim de que o homem pudesse expressar plenamente a Deus: Quando Cristo estava na cruz, Ele era um homem à ‘semelhança’ da serpente. A serpente é Satanás, o diabo, o inimigo de Deus, mas Cristo Se encarnou como homem, tendo até a semelhança da carne pecaminosa, que é a semelhança de Satanás. 0 homem foi feito puro, mas um dia Satanás entrou no homem para possuí-lo. Satanás estava contente, pensando que fora bem-sucedido ao tomar posse do homem. Deus, então, revestiu-se do homem que tinha Satanás dentro de si (“O Homem e as Duas Arvores”, Witness Lee. Editora Fonte da Vida, p. 10). Por intermédio da encarnação, Deus colocou o homem corruptível sobre Si e levou tal homem à morte, na cruz. Ao mesmo tempo, Satanás, dentro deste homem caído, foi também levado à morte. Assim, foi por meio desta morte na cruz que Cristo destruiu o diabo (“O Homem e as Duas Arvores”, Witness Lee. Editora Fonte da Vida, p. 11).

Para a Igreja Local, Jesus é identificado como homem corruptível, como homem caído e, tendo Satanás dentro de si, foi levado à morte de cruz para pagar o preço da nossa redenção.

Resposta Apologética:

A Bíblia expõe claramente ‘l distinção entre o pecado e Satanás. O pecado é ali desvendado como a atitude que resulta em atos de desobediência e deslealdade para com Deus e a sua Palavra (Rm 3.23; 7.15-16, 25). Apesar do que, ocasionalmente o pecado é personificado como se fosse alguém dotado de vontade própria, podemos perceber, isso tão-somente reflete uma linguagem figurada. Por outra parte, Satanás é apresentado como um ser pessoal, como um anjo caído (2 Co 11.14-15; 1 Co 5.5;Tg4.7; 1 Pe 5.8). Por conseguinte, é incorreto confundir o pecado com Satanás.

É possível admitir tanta blasfêmia contra nosso Senhor e Salvador a um só tempo? Não é o Jesus que conhecemos na Bíblia que foi concebido sem pecado pelo Espírito Santo (Lc 1.31-35) e de quem se fala: Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado separado dos pecadores efeito mais sublime do que os céus (Hb 7.26).

XVIII – O Homem Habitação de Satanás

Assim Crê a Igreja Local:

Os membros da Igreja Local se irritam quando lhes fazemos a seguinte pergunta: Vocês ensinam que Satanás está no corpo do homem? E respondem: Quando o homem caiu por comer o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, o pecado, a natureza de Satanás, foi injetado no corpo do homem e transmutou-o em carne. A queda não foi simplesmente uma transgressão exterior, mas também um envenenamento e contaminação interior do nosso próprio ser. De acordo com Romanos 5 até 7, o pecado funciona em nossos membros como a personificação virtual de Satanás. Por isso, podemos dizer que Satanás, como pecado, habita na carne do homem. Isto não quer dizer, entretanto, que Satanás não tenha existência objetiva aparte do homem, pois a Bíblia claramente refere-se a ele como o espírito da potestade do ar. Além disso, a Bíblia revela que os homens caídos são filhos do diabo e que o diabo é o seu pai (1 Jo 3.10; Jo 8.44). Ser filhos do diabo éter a vida e natureza de Satanás. No sentido de ter dentro da nossa carne, a vida e a natureza de Satanás, dizemos, de acordo com a Palavra de Deus, que Satanás, na forma de pecado, habita na carne do homem (“O Que Cremos e Praticamos nas Igrejas Locais.” Editora Arvore da Vida, p. 16).

Será que somos impressionados com o fato de que todos os três seres: Adão, Satanás e Deus – estão em nós hoje”? Somos bastante complicados. O homem Adão está em nós; o diabo, Satanás, está em nós; e o Senhor da vida, o próprio Deus, está em nós. Portanto, nós nos tornamos um pequeno jardim do Éden (“A Economia de Deus”, Witness Lee. Editora Árvore da Vida. 1a. Edição – 1989, p. 189). Adão, o ego, está na nossa alma; Satanás, o diabo está em nosso corpo; e Deus, o Deus Triúno, está em nosso espírito (“A economia de Deus”, Witness Lee. Editora Árvore da Vida. 1 . Edição – 1989, p. 190). Por isso, o homem tem não só a vida e natureza de Satanás, mas também o próprio Satanás como tal espírito maligno operando dentro de si (“Lições da Verdade – Nível Um”, Witness Lee. Editora Fonte da Vida. Agosto de 1987, p. 13).

Resposta Apologética:

Assim como a respeito da doutrina da Trindade a Igreja Local contraditoriamente afirma que não é modalista, mas crê no que ensina o modalismo. Diz crer na Trindade, mas não concorda com o Credo Niceno, afirmando ser esse incompleto. Agora declara que Satanás habita no corpo do homem e depois declara que Satanás não habita no corpo do homem, tem existência objetiva à parte do homem, mas o pecado é a personificação de Satanás. Afinal, Satanás habita ou não habita no corpo do homem?

Para respondermos a essas primeiras questões, podemos verificar na Bíblia que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo: Não sabeis vós que sois o templo de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós? (1 Co 3.16)- Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus (1 Co 6.19-20). Pode o cristão ser um possesso? Jesus veio para destruir as obras do diabo (1 Jo 3.8-10) e o diabo não toca na vida do cristão fiel: Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não peca; mas o que de Deus é gerado conserva-se a si mesmo, e o maligno não lhe toca (1 Jo 5.18). Para justificar a teoria de que Satanás habita no corpo do cristão, a Igreja Local se envereda num verdadeiro labirinto de heresias. Vamos analisar a declaração da Igreja Local: 1º) Quando o homem caiu por comer o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, o pecado, a natureza de Satanás, foi injetado no corpo do homem e transmutou-o em carne. A queda não foi simplesmente uma transgressão exterior, mas também um envenenamento e contaminação interior do nosso próprio ser. Primeiramente a Igreja Local cria a teoria de que o pecado é a natureza de Satanás. Seu segundo passo será buscar apoio na Bíblia para essa teoria: 2 ) De acordo com Romanos 5 até 7, o pecado funciona em nossos membros como a personificação virtual de Satanás. Por isso, podemos dizer que Satanás, como pecado, habita na carne do homem. Em Romanos 5 até 7, não existe essa declaração de que o pecado funciona em nossos membros como a personificação virtual de Satanás. Esse entendimento provém da primeira teoria que a Igreja Local criou. Ou seja, primeiro cria-se a teoria, depois se faz a tentativa de harmonizá-la à Bíblia, o famoso de fora para dentro. 3 ) Isto não quer dizer, entretanto, que Satanás não tenha existência objetiva aparte do homem, pois a Bíblia claramente refere-se a ele como o espírito da potestade do ar. Num primeiro momento, a Igreja Local declara: podemos dizer que Satanás, como pecado, habita na carne do homem, no entanto, como a Bíblia declara que Satanás é um ser espiritual, então a Igreja Local irá declarar que embora ele seja uma pessoa espiritual, ele é também o pecado na carne do homem. 4 ) Além disso, a Bíblia revela que os homens caídos são filhos do diabo e que o diabo éo seu pai (1 Jo 3.10; Jo 8.44). Os cristãos são filhos de Deus ou do diabo? São filhos de Deus, logo eles não teriam então a natureza de diabo? Correto? Segundo a Igreja Local: não. 5 ) Ser filhos do diabo é ter a vida e natureza de Satanás. No sentido de ter dentro da nossa carne, a vida e a natureza de Satanás, dizemos, de acordo com a Palavra de Deus, que Satanás, na forma de pecado, habita na carne do homem. Afinal, a Igreja Local está declarando que são filhos do diabo? Vamos repetir o texto: Ser filhos do diabo éter a vida e natureza de Satanás. No sentido de ter dentro da nossa carne, a vida e a natureza de Satanás, dizemos, de acordo com a Palavra de Deus, que Satanás, na forma de pecado, habita na carne do homem. Incrivelmente a Igreja Local declara que os filhos do diabo têm a natureza de Satanás e declara explicitamente: No sentido de ter dentro da nossa carne, a vida e a natureza de Satanás, dizemos, de acordo com a Palavra de Deus, que Satanás, na forma de pecado, habita na carne do homem (“O que Cremos e Praticamos nas Igrejas Locais”. Editora Árvore da Vida, p. 16). São declarações assombrosas como estas que denunciam as estranhas doutrinas da Igreja Local de Witness Lee.

XIX -João Batista – o Profeta Desviado?

Assim Crê a Igreja Local:

A Igreja Local declara: João Batista é um exemplo de alguém que começou na linha da vida, na incumbência de Deus, mas que no fim se desviou. Ele foi usado por Deus para mudar uma era.(…) No início, ele foi totalmente contra os fariseus, chamando-os de raça de víboras, mas depois se igualou a eles (Mt 9.14). João começou a perder totalmente a direção de Deus. (…) No princípio, João tinha um coração voltado ao Senhor, mas depois ele olhou para o que tinha realizado e não quis avançar com o Senhor. Ele se orgulhou, até mesmo chegou a competir com Cristo: tinha seus próprios discípulos e andava no seu próprio caminho. Por isso, o Senhor permitiu que sua cabeça fosse cortada (Jornal “ÁRVORE DA VIDA” /Ano 3 – número 25, p. 6).

Resposta Apologética:

Contrariando essa estranha teoria, o apóstolo João, escritor do quarto Evangelho, testifica de João Batista afirmando: Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João. Este veio para testemunho, para que testificasse da luz, para que todos cressem por ele. Não era ele a luz; mas para que testificasse da luz (Jo 1.6-8).

João Batista é a única pessoa do Novo Testamento, exceto Jesus, cuja obra foi predita no Antigo Testamento. Em Isaías 40.3 ele é a voz do que clama no deserto:preparai o caminho do Senhor. Seu nascimento foi anunciado a seu pai, Zacarias, que não acreditou na mensagem do anjo Gabriel e ficou mudo até que se deu o seu nascimento.

O seu ministério profético é relatado em Mateus 3.1-5.- E, naqueles dias, apareceu João o Batista pregando no deserto da Judéia, e dizendo: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus. Porque este é o anunciado pelo profeta Isaías, que disse: Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, Endireitai as suas veredas. E este João tinha as suas vestes de pêlos de camelo, e um cinto de couro em torno de seus lombos; alimentava-se de gafanhotos e de mel silvestre. Então ia ter com ele Jerusalém, e toda a Judéia, e toda a província adjacente ao Jordão. E eram por ele batizados no rio Jordão, confessando os seus pecados.

Em Malaquias 4.5 fala-se dele/ Eis que eu vos envio o profeta Elias, antes que venha o dia grande e terrível do Senhor (veja Mateus 11.14). Um homem cujo ministério profético foi elogiado por Jesus é objeto de acusações jamais previsíveis por qualquer leitor menos preparado da Bíblia. Nunca! Nunca! Nunca poderíamos admitir que qualquer escritor jamais viesse denegrir o ministério profético de um homem tão íntegro e incorruptível como João Batista!

Analisando as Declarações da Igreja Local Sobre João Batista

João Batista — um desviado?

João Batista é um exemplo de alguém que começou na linha da vida, na incumbência de Deus, mas que no fim se desviou. Ele foi usado por Deus para mudar uma era.(…) No início, ele foi totalmente contra os fariseus, chamando-os de raça de víboras, mas depois se igualou a eles (Mt 9.14). João começou a perder totalmente a direção de Deus. (…) No princípio, João tinha um coração voltado ao Senhor, mas depois ele olhou para o que tinha realizado e não quis avançar com o Senhor. Ele se orgulhou, até mesmo chegou a competir com Cristo: tinha seus próprios discípulos e andava no seu próprio caminho. Por isso, o Senhor permitiu que sua cabeça fosse cortada (Jornal “ÁRVORE DA VIDA V Ano 3 — número 25, p. 6).

Resposta Apologética:

O articulista do jornal acusa João Batista de desviado e que, pelo orgulho, chegou a competir com Jesus. Isso não tem base bíblica. E apresentamos a prova bíblica irrefutável quando ele foi interrogado se era o Cristo, sua resposta foi negativa: ele não era o Cristo.

E confessou, e não negou; confessou: Eu não sou o Cristo (Jo 1.20). Disse mais: Este é aquele que vem após mim, que é antes de mim, do qual eu não sou digno de desatar a correia da alparca (v. 27). Mais tarde, seus contemporâneos quiseram abrir rivalidade entre ele e Jesus e disseram a João: E foram ter com João, e disseram-lhe: Rabi, aquele que estava contigo além do Jordão, do qual tu deste testemunho, ei-lo batizando, e todos vão ter com ele. João respondeu, e disse: O homem não pode receber coisa alguma, se lhe não for dada do céu. Ê necessário que ele cresça e que eu diminua (Jo 3.26-27,30). Quem pode vislumbrar nesse procedimento de João Batista palavras de um desviado e de alguém orgulhoso?

Quem poderia imaginar que um homem da estirpe de João Batista pudesse um dia ser difamado com o título de desviado! Só porque manifestou certa dose de dúvida quando na prisão, mandando emissários a Jesus perguntar se Ele era o Cristo ou deveriam esperar outro. Isso não significa que tivesse traído seu Mestre, nem que tivesse se tornado infiel. Se o tivesse feito, Jesus não teria dado a João Batista um elogio que não deu a qualquer outra pessoa. E, se quereis dar crédito, é este o Elias que havia de vir (Mt 11.14). Com isso, dizia Jesus que João estava se portando, profeticamente, como um homem da envergadura espiritual de homem de Deus como foi chamado Elias. Nisto conheço agora que tu és homem de Deus, e que a palavra do Senhor na tua boca é a verdade (1 Rs 17.24). João nasceu com uma missão: ser o precursor de Jesus e apresentá-lo ao mundo. Isso Ele o fez com clareza: No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo (Jo 1.29). João Batista cumpriu cabalmente sua missão. 

O Testemunho de João Batista Sobre Jesus

João Batista veio para dar testemunho de Jesus: Este veio para testemunho, para que testificasse da luz, para que todos cressem por ele (Jo 1.7). Nessa sua missão lemos do testemunho de Jesus nos versículos 7,15,32 e 34. São algumas das verdades que João afirmou:

a)  Que Jesus era a luz dos homens;

b) Que o que veio depois dele, era antes dele;

c)  Que ele mesmo não era o Cristo;

d) Que era apenas uma voz;

e)  Que Jesus era infinitamente mais digno do que ele;

f)  Que Jesus era o Cordeiro de Deus;

g) Que o Espírito Santo desceu sobre Jesus;

h) Que Ele era o Filho de Deus (“A Bíblia Explicada”, p. 374).

O Testemunho de Jesus Sobre João Batista

O recado de João Batista revela uma certa decepção de Jesus: E João, ouvindo no cárcere falar dos feitos de Cristo, enviou dois dos seus discípulos, a dizer-lhes: Es tu aquele que havia de vir, ou esperamos outro? Jesus aponta alguns dos benefícios mais evidentes do seu próprio ministério em resposta à dúvida de João: Os cegos vêem, e os coxos andam; os leprosos são limpos, e os surdos ouvem; os mortos são ressuscitados, e aos pobres é anunciado o evangelho (Mt 11.2-3-5). Esses milagres comprovavam a messianidade de Jesus, como em outra ocasião testemunhou aos judeus depois de declarar: Eu e o Pai somos um (Jo 10.30). Entendendo os judeus a reivindicação de igualdade com Deus, o Pai, Jesus apresenta prova de sua igualdade por meio de seus milagres (Jo 10.37-39). Ê o que Jesus fez aqui quando recebeu o recado de João Batista manifestando sua dúvida. Em seguida, Jesus dá o seguinte testemunho sobre João Batista:

a)  Mais do que um profeta. Fala dele como …muito mais do que profeta (v. 9); Não era nenhum volúvel, e sim um espírito forte: não era …uma cana agitada pelo vento… (v. 7);

b) O maior dos nascidos de mulher: Em verdade vos digo que, entre os que de mulher têm nascido, não apareceu alguém maior do que João o Batista… (v. 11) (“A Bíblia Explicada”, p. 316).

Diante de elogios tão enfáticos de Jesus sobre João Batista, poderia alguém que lesse a Bíblia, com a iluminação do Espírito Santo, chegar a conclusões tão levianas e esdrúxulas sobre João Batista? O discurso de Paulo sobre João Batista é conclusivo: Tendo primeiramente João, antes da vinda dele, pregado a todo o povo de Is­rael o batismo do arrependimento. Mas João, quando completava a carreira, disse: Que pensais vós que eu sou? Eu não sou o Cristo; mas eis que após mim vem aquele a quem não sou digno de desatar as alparcas dos pés (At 13.24-25). João Batista completou sua carreira assim como o apóstolo Paulo o fez dizendo: Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé (2 Tm 4.7). Poderia alguém afirmar, conscientemente, que Paulo falhou na sua missão? Certamente que não! O mesmo se pode dizer de João Batista.

XX – Bibliografia Recomendada

Bíblia Apologética, Instituto Cristão de Pesquisas, ICP -Editora.

Cristianismo em Crise, Hank Hanegraaff, Editora CPAD.

Desmascarando as Seitas, Natanael Rinaldi e Paulo Romeiro, Editora CPAD.

Dicionário de Religiões Crenças e Ocultismo, George A. Mather e Larry A. Nichols, Editora Vida.

Evidência Que Exige Um Veredito, Josh McDowell, Editora Candeia.

Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e “Contradições da Bíblia”, Norman Geisler e Thomas Howe, Editora Mundo Cristão.

0 Caos das Seitas, J. K. Van Baalen, Imprensa Batista Regular.

Os Fatos Sobre… (toda a série), John Ankerberg e John Weldon, Editora Chamada da Meia-Noite.

O Império das Seitas, Walter Martin, Editora Betânia.

Revista Defesa da Fé, (todas as edições), ICP – Editora.

Um Manual das Religiões de Hoje (Entendendo o Oculto, Entendendo as Religiões Seculares, Entendendo as Religiões não Cristãs e Entendendo as Seitas), Josh McDowell e Don Stewart, Editora Candeia.

Legião da Boa Vontade 

I – Sua História 

Fundada por Alziro (Elias David Abraão) Zarur, sendo registrada a seguinte cronologia no decorrer de sua história:

1914 – Zarur nasce em 25 de dezembro, filho de um casal de católicos ortodoxos chegado há dois anos da Síria.

1926 – Aos 12 anos de idade, Zarur inicia na rádio como locutor. Neste ano diz haver tido uma revelação de Jesus dando-lhe a missão de revelar e pregar o Novo Mandamento no sentido oculto e no sentido prático. Sentido oculto: Todas as criaturas e todas as religiões do mundo são cristãs (“Livro de Deus – Saga de Alziro Zarur”, José de Paiva Netto, 16a edição, pp. 9, 25, 28, 29, 64, 96, 115,133,136, 207, sumário).

1929 – Saiu da casa dos pais para morar em pensão (aos 15 anos). Usou no rádio o pseudônimo de Ricardo Rey e nos jornais o de Almanzor Kabul ou A.K. Escreveu também, para a revista Fon Fon. No rádio, notabilizou-se com o seriado As Aventuras de Sherlock Holmes.

1939 — Renunciou ao estudo de Direito.

- Em 6 de janeiro, em uma sessão espírita, uma senhora idosa (Dona Emília R. Melo) disse ter visto São Francisco de Assis ao lado de Zarur. São Francisco passou a ser o patrono da LBV.

- Lançou o programa Hora da Boa Vontade na Rádio Globo, do Rio (“Livro de Deus – Saga de Alziro Zarur”, José de Paiva Netto, 16a edição, p. 79). Lá criou a Prece do copo d’água (os legionários dizem que houve muitas curas milagrosas com a Água Fluidificada ou Fluído Cósmico Universal). Origem do nome LBV: Zarur repetia textos bíblicos no rádio e dentre eles Lucas 2.14 (versão católica) Glória a Deus nas alturas, paz na terra para os homens de boa vontade (Obs.: O texto correto é boa vontade para com os homens). Boa vontade de Deus e não boa vontade dos homens.

1950 – A Legião da Boa Vontade é organizada e torna-se oficial no dia 1o de janeiro (“Livro de Deus – Saga de Alziro Zarur”, José de Paiva Netto, 16a edição, p. 38).

1956 — A LBV é declarada de utilidade pública por Juscelino Kubitschek. Em 19 de junho a LBV compra a Rádio Mundial do Rio. Em julho é publicado o primeiro número da Revista Boa Vontade (“A Saga de Alziro Zarur II”, José de Paiva Netto, 10a edição, p. 84).

1958 – Casou-se com Iracy Abreu (uma fiel legionária) em três meses. Ela tornou-se líder do movimento feminino da LBV.

1959 – Em 5 de setembro institui a Religião do Novo Mandamento. Segundo o regimento interno: fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo; baseada em João 13.34 e no Evangelho; finalidade: pregação do Evangelho. Propunha: Sendo uma religião simbólica, não terá hierarquia, nem liturgia, não terá bens materiais, nem templos: a igreja do legionário éa sua própria casa, e cada legionário é Templo de Deus (“A Saga de Alziro Zarur II”, José de Paiva Netto, 10a edição, sumário).

Em 7 de setembro proclama o Sentido Prático do Novo Testamento: Ou as religiões se irmanam em nome de Deus, ou o materialismo ateu as devora, à proporção que elas se combatem e se devoram fortalecendo o seu inimigo mortal, que nega a existência de Deus e a imortalidade da alma.

1963 – Zarur tenta organizar um partido político, o Partido da Boa Vontade – PBV ou Partido Trabalhista Nacional -PTN (“A Saga de Alziro Zarur II”, José de Paiva Netto, 10a edição, pp. 39,169), o que causou muita polêmica nos meios políticos.

1966 – Vende a Rádio Mundial para a Rede Globo e, ao mesmo tempo, vende para a paróquia São Judas Tadeu de quem recebeu dinheiro e não devolveu, usando-o em investimento da LBV. Acabou indo a processo para devolver.

1976 — Cria em todo o Brasil a CAPAZ. — Caixa de Auxílio Presidente Alziro Zarur, uma caderneta de poupança, sem autorização do Banco Central.

1979 – No dia 21 de outubro morre aos 64 anos. Nesta época a LBV tinha um milhão de integrantes. Zarur era chamado por eles de Paizinho (“A Saga de Alziro Zarur II”, José de Paiva Netto, 10a edição, p. 39).

SUCESSOR – José Simões de Paiva Netto

Nascido em 2 de março de 1941. Neste mesmo ano, inter-relacionamento com uma previsão astrológica de Edward Lyndoe: Da América Latina surgirá um homem que dominaria o mundo sem violência e transformaria pela hei de Cristo (João 13.34). E dizem eles: este homem está no Brasil. Paiva Netto entrou para a rádio por meio de Alziro Zarur. Foi secretário, é músico e compositor e executa músicas clássicas. Quando assumiu o cargo de Presidente Mundial da LBV, Paiva Netto centralizou o foco num verdadeiro culto à personalidade de Alziro Zarur (Alziro está vivo enquanto a LBV executa suas idéias).

A LBV mantém em todos os Estados 65 programas de televisão e 300 programas de rádio. Estão também no Uruguai, Paraguai, Argentina, México e Estados Unidos. 

O Unificador e o Consolidador

Graças a José de Paiva Netto, o Consolidador, a Legião da Boa Vontade é hoje uma Obra completa, pois nada lhe falta (” Saga de Alziro ZarurlI”, José de Paiva Netto, 10a edição, p. 88).

Alziro Zarur – o Unificador (“A Saga de Alziro Zarur II”, José de Paiva Netto, 10a edição, p. 111).

II – De Onde Procedem os Ensinos da LBV

A LBV não nasceu de caprichos humanos, das cobiças e baixezas humanas. Seu criador é Jesus, que segue na vanguarda do nosso movimento, formando um só rebanho para um só Pastor (“A Saga de Alziro Zarur II”, José de Paiva Netto, 10a edição, p. 70).

Como vêem meus queridos irmãos, empenhei-me em levar adiante a grande missão que Alziro Zarur recebeu dos Espíritos Cósmicos Superiores (“A Saga de Alziro Zarur II” José de Paiva Netto, 10a edição, p. 70).

III – O Que Faz a LBV

Por causa de suas obras assistenciais, a LBV goza de grande prestígio junto ao povo. A LBV desenvolve suas atividades dentro da preocupação de tratar da saúde do corpo e do espírito:

O sistema adotado pela Legião da Boa Vontade para distribuição da Caridade preconizada pelo fundador desta Instituição de filantropia, jornalista, Homem de Fé, Alziro Zarur, merece especial atenção e simpatia por parte dos brasileiros. Porque se trata de um tipo de Assistência Social diferente de qualquer outro existente em nosso País. E que à ajuda material está vinculado o conforto espiritual que ampara e conforta as almas (“A Saga de Alziro Zarur II”, José de Paiva Netto, 10a edição, p. 88).

A LBV desenvolve suas atividades dentro da preocupação de tratar da saúde do corpo e do espírito, objetivo principal do seu programa de auxílio aos necessitados. Em campanha de alto sentido humano, procura dar à Caridade Legionária uma perfeita harmonia de Solidariedade Social e Paz interior entre os seres a quem proporciona a sua proteção, inspirada nos ensinamentos de Jesus (“A Saga de Alziro Zarur II” José de Paiva Netto, 10a edição, p. 88).

IV – A LBV Veio Restaurar o Cristianismo

Em suma, a LBV é a restauração do Cristianismo do Novo Mandamento que declara cristãos todas as criaturas e, portanto, todas as religiões deste planeta. Inclusive o ateísmo, religião às avessas (“Livro de Deus”, José de Paiva Netto, 16a edição, p. 25).

A LBV sempre declarou, alto e bom som, que ainda não houve Cristianismo na face da Terra. O verdadeiro Cristianismo, o do Cristo — A Religião de Deus”-só encherá a Terra quando forem destruídos todos os reinos representados na estátua do sonho de Nabucodonosor, conforme a Profecia do segundo capítulo do livro do Profeta Daniel (“Livro de Deus”, José de Paiva Netto, 16a edição, p. 25).

Ainda não Houve Cristianismo na Face da Terra, Cristianismo como Jesus o quer e Como Entendem Seus Verdadeiros Seguidores. Este Cristianismo Será uma divina Realidade Quando o Mundo Entender o Significado Oculto do Novo Mandamento (“Livro de Deus”, José de Paiva Netto, 16a edição, p. 212).

Resposta Apologética:

Em Mateus 16.18 está escrito: Pois também eu te digo qúe tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.

Vejamos alguns ensinamentos da LBV:

Há quase dois mil anos, JESUS ensinou A Verdade, mas não Toda A Verdade (“Saga de Alziro Zarur II”, José de Paiva Netto, 10a edição, p. 141).

Resposta Apologética:

João 8.31-32 – Jesus dizia, pois, aos judeus que criam nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.

João 8.36 – Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.

João 8.40 – Mas agora procurais matar-me, a mim, homem que vos tem dito a verdade que de Deus tem ouvido; Abraão não fez isto.

João 8.46-47 – Quem dentre vós me convence de pecado”?’ E se vos digo a verdade, por que não me credes1? Quem é de Deus escuta as palavras de Deus; por isso vós não as escutais, porque não sois de Deus.

João 14.6 – Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.

João 17.17 – Santifica-os na tua verdade, a tua palavra é a verdade

V – A Religião do Novo Mandamento

Afirma a imortalidade da alma e a reencarnação dos Espíritos; confirma a possibilidade, por permissão de Deus, da comunicação entre encarnados e desencarnados; reafirma a permanente Presença de Deus em cada um de seus filhos (“A Saga de Alziro Zarur II” José de Paiva Netto, 10a edição, p. 303).

Aqueles Homens eram Incapazes de Receber, aceitar e conservar uma nova Revelação que, assim ficava reservada para os tempos vindouros, para quando chegasse o momento de cumprir-se a sentença A Letra Mata, O Espírito Vivifica, O ESPÍRITO VIHFICA. Só a reencarnação e os séculos — expiação, reparação e progresso — poderiam preparar as inteligências e os corações de maneira afazer deles Odres Novos, Capazes de Conservar o Vinho Novo (“A Saga de Alziro Zarur II”, José de Paiva Netto, 10a edição, p. 259).

O homem como sabeis, nasce e morre muitas vezes, antes de chegar ao estado de perfeição, no qual gozará, em toda a plenitude, das dificuldades espirituais, isto é, em que possuirá a Caridade e o Amor perfeitos (“A Saga de Alziro Zarur II”, José de Paiva Netto, 10a edição, p. 116).

Alziro Zarur seguiu o mesmo caminho de Allan Kardec, em cujo túmulo foi colocada a frase que sintetizou a doutrina da reencarnação: Nascer, morrer, renascer ainda; e progredir sempre. Esta é a lei.

Resposta Apologética:

A palavra reencarnação, composta do prefixo re (designativo de repetição) e do verbo encarnar (tomar corpo), significa etimologicamente: tornar a tomar corpo. Designa a ação do ser espiritual (espírito ou alma) que já animou um corpo no passado, foi posteriormente dele separado pela morte e agora torna a vivificar um corpo novo. Allan Kardec define assim: A reencarnação éa volta da alma à vida corpórea, mas em outro corpo especialmente formado para ela e que nada tem em comum com o antigo (“Evangelho Segundo Espiritismo”, Allan Kardec – Obras Completas, 2a edição, Opus Editora Ltda, p. 561).

Em Lucas 16.19-31 lemos: Ora havia um homem rico, e vestia-se de púrpura e de Unho finíssimo, e vivia todos os dias regalada e esplendidamente. Havia também um certo mendigo, chamado Lázaro, que jazia cheio de chagas à porta daquele; e desejava alimentar-se com as migalhas que caíam da mesa do rico; e os próprios cães vinham lamber-lhe as chagas. E aconteceu que o mendigo morreu, e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; e morreu também o rico, e foi sepultado. E no inferno, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão, e Lázaro no seu seio. E, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim! E manda a Lázaro, que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama. Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro somente males; e agora este é consolado e tu atormentado. E, além disso, está posto um abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os de lá passar para cá. E disse ele: Rogo-te, pois, ó pai, que o mandes à casa de meu pai, pois tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, afim de que não venham também para este lugar de tormento. Disse-lhe Abraão: Têm Moisés e os profetas; ouçam-nos. E disse ele: Não, pai Abraão; mas se algum dentre os mortos fosse ter com eles, arrepender-se-iam. Porém, Abraão lhe disse: Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco acreditarão, ainda que algum dos mortos ressuscite. Aqui Jesus oferece uma excelente oportunidade para dar ensinamentos sobre o que acontecerá aos homens depois da morte: Ambos morreram: primeiro o pobre que foi levado pelos anjos ao seio de Abraão. A expressão seio de Abraão significava o céu entre os judeus. Se Jesus fosse reencarnacionista teria agora uma boa ocasião para insistir nesta doutrina: diria que a alma se desprende lentamente do corpo, permanecendo ainda por algum tempo em estado de perturbação e confusão; explicaria como ela readquire aos poucos um estado de consciência, lembrando as existências passadas; como procura novas oportunidades para reencarnar etc. Mas nesta passagem não encontramos nada disso: ambos morreram, ambos são julgados, um vai para o céu e outro para o inferno. Nada de sempre novas vidas, nada de interruptos progressos, nada de se comunicar com os mortos. Jesus nessa passagem não era reencarnacionista, nem espírita nem esotérico.

E, como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo depois disso o juízo, assim também Cristo oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam pela salvação (Hebreus 9.27-28).

Um outro exemplo que temos nas Escrituras Sagradas é o da crucificação que diz: E um dos malfeitores que estavam pendurados blasfemava dele, dizendo: Se és tu o Cristo, salva-te a ti mesmo e a nós. Respondendo, porém, o outro, repreendia-o, dizendo: Tu nem ainda temes a Deus, estando na mesma condenação? E nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o que os nossos feitos mereciam; mas este nenhum malfez. E disse a Jesus: Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino. E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso (Lucas 23.39-43). Se Jesus fosse reencarnacionista não poderia ter falado assim. Poderia ter consolado este ladrão arrependido com algumas frases como esta: Deve ter paciência, pois cada qual deve resgatar-se a si mesmo. Tu cometeste muitos crimes e toda falta cometida, todo mal realizado é uma dívida contraída que deverá ser paga, se não for nesta existência será em outra. Terás de reencarnar mais vezes, deveras voltar, em um outro corpo especialmente formado para você que nada tem a ver com o seu corpo antigo, para expiar e resgatar teus crimes. O que lemos é que Ele falou de modo diferente, o que Ele disse não entra na filosofia reencarnacionista. Isto demonstra que Jesus não era reencarnacionista e não cria nas vidas sucessivas.

VI -Teria Jesus Morrido por Nós?

Diz a LBV: Mesmo que alguém diga que Jesus já morreu, diremos com a Palavra do Divino Mestre na Bíblia Sagrada que Deus é Deus de vivos e não de mortos. A morte é um boato, ensina o Irmão Zarur, e todos sabemos que o Espírito é imortal. Portanto, Jesus, que não morreu por nós, mas viveu por nós, está mais vivo do que nunca na direção do planeta que Ele próprio criou (“A Saga de Alziro Zarur II”, José de Paiva Netto, 10a edição, p. 99).

Resposta Apologética:

Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios (Romanos 5.6).

Mas Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores (Romanos 5.8).

Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras, E que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras (1 Coríntios 15.3).

E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou (2 Coríntios 5.15).

VII – Teria Jesus um Corpo Fluídico?

JESUS não poderia nem deveria, conforme as imutáveis Leis da Natureza, revestir o corpo material do homem do nosso planeta, corpo de lama, incompatível com sua natureza espiritual, mas um corpo fluídico, apto a longa tangibilidade, formado segundo as leis das esferas superiores, por aplicação e conformação dessas leis aos fluídos ambientes do nosso planeta (“A Saga de Alziro Zarur II”, José de Paiva Netto, 10a edição, p. 108).

Mas, não o esqueçais: todo aquele que reveste a carne e sofre, como vós, a humana— é falível. Jesus era Demasiadamente Puro para Vestir a Roupa do Culpado (“A Saga de Alziro Zarur II”, José de Paiva Netto, 10a edição, p. 134).

A presença de JESUS na Terra foi uma aparição espiritual tangível: o Espírito — segundo as leis naturais que acabamos de explicar — tomou todas as aparências do corpo. O perispírito, que o envolvia, foi feito mais tangível, de modo a produzir a impressão perfeita, na medida do que o reclamavam as necessidades. Mas Jesus Era Sempre Espírito (“A Saga de Alziro Zarur II”, José de Paiva Netto, 10a edição, p. 134).

Agora, pense: como é que O Cristo – O Deus do Planeta Terra – poderia ser fruto de concepção humana? Hoje, até as crianças entendem isso muito bem. O “nascimento”foi obra dos Espíritos mais elevados, sob as ordens do próprio Jesus. Eles cooperaram para o aparecimento do Cristo entre os homens, em corpo fluídico. Diante dos fatos, amigo, Jesus é tão judeu quanto Deus é brasileiro (“Livro de Deus”, José de Paiva Netto, 16a edição, p. 99).

Não, JESUS não nasceu de ventre de mulher (“A Saga de Alziro Zarur II”, José de Paiva Netto, 10a edição, p. 134).

E Jesus não foi um homem carnal, como iremos provar na explicação dos Evangelhos harmonizados e unificados pela vontade de Deus (“A Saga de Alziro Zarur II”, José de Paiva Netto, 10a edição, pp. 112-132).

Resposta Apologética:

E aconteceu que, estando eles ali, se cumpriram os dias em que ela havia de dar à luz. E deu à luz a seu filho primogênito, e envolveu-o em panos, e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem. Ora, havia naquela mesma comarca pastores que estavam no campo, e guardavam, durante as vigílias da noite, o seu rebanho (Lucas 2.7-8).

E, quando os oito dias foram cumpridos, para circuncidar o menino, e foi lhe dado o nome de Jesus, que pelo anjo lhe fora posto antes de ser concebido. E, cumprindo-se os dias da purificação dela, segundo a lei de Moisés, o levaram a Jerusalém, para o apresentarem ao Senhor; (Segundo o que está escrito na lei do Senhor: Todo o macho primogênito será consagrado ao Senhor) (Lucas 2.21-23).

Amados, não creiais a todo espírito, mas provai se os espíritos vêm de Deus; porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo. Nisto conhecereis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; E todo espírito que não confessa que Jesus veio em carne não é de Deus; mas este é o espírito do anticristo, do qual já ouviste que há de vir, e eis que já está no mundo (1 João 4.1-3). Porque já muitos enganadores entraram no mundo, os quais não confessam que Jesus Cristo veio em carne. Este tal é o enganador e o anticristo (2 João 1.7).

Jesus tinha um corpo real, pois a Bíblia declara:

1. Foi concebido como homem (Lucas 1.31);

  1. Nasce como homem (Lucas 2.7);
  2. Estava sujeito ao crescimento como todos os homens(Lucas 2.52);
  3. Em toda parte se comportou como homem entre os homens:

a)  Fala com eles, sente fome (Mateus 4.2; Lc 4.2);

b)  Sede (João 19.28);

c)  Come e bebe (Mateus 11.19; Lucas 7.34);

d) Dorme (Mateus 8.25);

e)  Caminha e cansa ao andar (João 4.6);

f)   Sua sangue (Lucas 22.44);

g)  E crucificado, morre na cruz, foi sepultado, portanto se apresenta com um corpo (Lucas 23.32-33; Mateus 27.58; Marcos 15.37).

Negando a humanidade de Jesus, obviamente nega também a LBV a ressurreição corporal, pois como poderia fazê-lo sem ter corpo? A ressurreição de Cristo corporalmente é fato histórico e de fundamental importância para o Cristianismo. Negá-la é negar o Evangelho como disse o apóstolo Paulo: Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras (1 Coríntios 15.3-4).

VIII – Era Jesus Verdadeiro Deus?

Declara a LBV: Agora, o mundo inteiro pode compreender que Jesus, o Cristo de Deus, não é Deus nem jamais afirmou fosse Deus (“A Saga de Alziro Zarur II” José de Paiva Netto, 10a edição, p. 112).

Jesus não é Deus porque Deus é um Só, porque não há outro Deus senão o Pai, que é o único e verdadeiro Deus (“A Saga de Alziro Zarur II”, José de Paiva Netto, 10a edição, p. 112).

Resposta Apologética:

Os cristãos professam que Jesus é verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem. A divindade de Jesus é a pedra fundamental para a fé cristã. Jesus é Deus encarnado, que se fez homem e habitou entre os homens como escreveu o apóstolo João: e o verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e verdade (Jo 1.14). Vejamos algumas declarações do próprio Jesus:

1.Afirma ser maior do que Jonas e Salomão: Os ninivitas ressurgirão no juízo com esta geração, e a condenarão; porque se arrependeram com a pregação de Jonas. E eis que está aqui quem é mais do que Jonas. A rainha do meio-dia se levantará no dia do juízo com esta geração, e a condenará;porque veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão. E eis que está aqui quem é maior do que Salomão (Mateus 12.41-42; Lucas 11.30);

2.Maior do que Moisés e Elias, quando se transfigurou diante dos discípulos: E transfigurou-se diante deles; o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz. E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele (Mateus 17.2-3);

3.Maior do que Davi que o chama de Senhor: E, falando Jesus, dizia, ensinando no templo: Como dizem os escribas que o Cristo é o filho de Davi? O próprio Davi disse pelo Espírito Santo: O Senhor disse ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos por escabelo dos teus pés. Pois, se Davi mesmo lhe chama Senhor; como é logo seu filho? E a grande multidão o ouvia de boa vontade (Marcos 12.35-37);

4.Maior do que João Batista: No dia seguinte João viu a Jesus que vinha para ele, e disse: Eis o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Este é aquele do qual eu disse: após mim vem um homem que é antes de mim, porque foi primeiro do que eu (Jo 1.29-30);

5.É maior do que os anjos.- Feito tanto mais excelente do que os anjos, quanto herdou mais excelente nome do que eles. Porque a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei Pai, E ele me será Filho? E outra vez, quando introduz no mundo o primogênito, diz: E todos os anjos de Deus o adorem (Hebreus 1.4-6).

Jesus aceita de seus seguidores sentimentos que se devem somente a Deus.

a) Exige fé absoluta em suas palavras e nas suas obras: Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto viverá; e todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá. Crês tu isto? (Jo 11.25-26); Não crer nele é pecado do mundo:

b) Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque suas obras eram más (Jo 3.18-19);

c) Quem não crê nele não crê em Deus: E o Pai, que me enviou, ele mesmo testificou de mim. Vós nunca ouvistes a sua voz, nem vistes o seu parecer. E a sua palavra não permanece em vós,porque naquele que ele enviou não credes vós. Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam; e não quer eis vir a mim para terdes vida (João 5.37-40);

d) Jesus perdoa pecados, atitude que somente Deus pode realizar: E alguns dias depois entrou em Cafarnaum, e soube-se que estava em casa. E logo se ajuntaram tantos, que nem ainda nos lugares junto aporta cabiam, e anunciava-lhes a palavra.
E vieram ter com ele conduzindo um paralítico, trazido por quatro. E, não podendo aproximar-se dele, por causa da multidão, descobriram o telhado onde estava e, fazendo um buraco; baixaram o leito em que jazia o paralítico. E Jesus, vendo a fé deles, disse ao paralítico: Filho, perdoados estão os teus pecados. E estavam ali assentados alguns dos escribas, que arrazoavam em seus corações, dizendo: Por que diz este assim blasfêmia”? Quem pode perdoar pecados, senão Deus?’ E Jesus, conhecendo logo em seu espírito que assim arrazoavam entre si, lhe disse: Por que arrazoais sobre estas coisas em vossos corações? Qual é mais fácil? dizer ao paralítico: Estão perdoados os teus pecados;ou dizer-lhe: Levanta-te, e toma o teu leito, e anda? Ora,para que saibais que o Filho do homem tem na terra poder para perdoar pecados (disse ao paralítico), a ti te digo: Levanta-te, toma o teu leito, e vai para tua casa (Mc 2.1-11);

e) Jesus declarou a Satanás, que somente a Deus devemos adorar: Ao Senhor teu Deus adorarás e só a ele servirás (Mt 4.10). E Jesus ouviu que o tinham expulsado e, encontrando-o, disse-lhe: Crês tu no Filho de Deus? Ele respondeu, e disse: Quem é ele, Senhor, para que nele creia? E Jesus lhe disse: Tu já o tens visto, e é aquele que fala contigo. Ele disse: Creio, Senhor! E o adorou (João 9.35-38). O apóstolo João ao receber as revelações do tempo dos fins quis se prostrar diante de um anjo ao qual lhe disse: Olha, não faças tal; porque eu sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus (Ap 22.9).

f) Jesus foi chamado de Deus: E Tome respondeu, e disse-lhe: Senhor meu, e Deus meu (João 20.28). Paulo ao escrever para Tito disse-lhe para aguardar a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Salvador Jesus Cristo (Tito 2.13).

A LBV, ao negar a divindade de Cristo, nega conseqüentemente a Trindade, como se lê:

Haveis de convir em que há grande presunção da parte dos homens, especialmente dos que teimam em considerar JESUS uma das três parcelas de DEUS (embora tenham DEUS por indivisível), quando pretendem que o mestre revestiu um corpo igual aos vossos (“A Saga de Alziro Zarur II” o mesmo livro citado, p. 223)

Todos os cristãos professam sua fé na Santíssima Trindade. Quanto à existência do Pai, do Filho e do Espírito Santo — três pessoas distintas em uma unidade composta — ao qual damos o nome de Trindade, as Santas Escrituras ensinam e provam a existência do Pai como Deus, do Filho como Deus e do Espírito Santo como Deus como se lê nesses versículosMt28.19; 1 Co 12.3-6; 2 Co 13.13; 1 Pe 1.2;Jd20-21 entre outras passagens. Alguns alegam que Jesus é o próprio Pai enquanto estava nos céus e que depois ao nascer do ventre de Maria veio a ser o Filho, pois Ele não existia antes de nascer do ventre desta e por fim depois da crucificação tornou-se o Espírito Santo. Analisaremos a oração que Jesus nos ensinou a fazer, pois Ele disse: Pai Nosso que estás nos céus (Mt 6.9), se Ele fosse o Pai, Ele não nos ensinaria assim. Em Jo 8.14-18 se você ler com atenção poderá ver claramente que a lei mosaica aceitava como verdadeiro o testemunho de duas ou mais testemunhas, cumprindo as exigências da Lei Mosaica que dizia: Por boca de duas testemunhas, ou de três testemunhas, será morto o que houver de morrer; por boca de uma só testemunha não morrerá (Dt 17.6), e também em Dt 19.15 diz que uma só testemunha contra alguém não se levantará por qualquer iniqüidade, ou por qualquer pecado, seja qual for o pecado que cometeu; pela boca de duas testemunhas, ou pela boca de três testemunhas, se estabelecerá o fato.

Jesus usou a Lei dizendo que Ele era uma testemunha e o Pai era a outra testemunha, ou seja, duas pessoas distintas como declarava a Lei. Ele e o Pai são pessoas distintas, mas estão em essência divina, daí quem vê a Ele vê o Pai (uma única essência). Jesus usando a Lei disse: Na vossa lei está escrito que o testemunho de dois homens é verdadeiro. Eu sou o que testifico de mim mesmo, e de mim testifica também o Pai que me enviou (Jo 8.17-18). Trindade é a união de três Pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo, em uma só Divindade, sendo iguais, eternas, da mesma substância, embora distintas, sendo Deus cada uma dessas Pessoas (Mt 3.13-17; 17.1-6; 28.19; Jo 1.18; 2 Co 13.13; Ef 4.4-6).

Tabernáculo da Fé 

I – História

William Marrion Branham nasceu em Kentuchy (EUA) em 6 de abril de 1909. Quando ele nasceu, os pais e a parteira alegaram ter visto uma auréola sobre a cabeça do bebê. Ficaram assustados e sem saber como interpretar tal fenômeno. Os seguidores acreditam que foi um sinal de que Deus tinha sua mão sobre o William desde seu nascimento. A auréola supostamente apareceu novamente em Houston, Texas, em 1950, quando Branham pregava numa campanha. Uma foto do fenômeno foi enviada para George Lacy, especialista em examinar documentos questionáveis, o qual, depois de examiná-lo, fez a seguinte declaração para Branham, seus seguidores e a imprensa: Rev. Branham, você morrerá como todos os outros mortais; mas, enquanto existir uma civilização cristã, sua foto permanecerá viva. A famosa foto encontra-se em muitas publicações, como o “Dicionário de Movimentos Carismáticos e Pentecostais”, publicado em 1988, pela Zondervan (p. 69), citado no (“Dicionário de Religiões, Crenças e Ocultismo”, p. 49, de George A. Mather & Larry A Nichols, Editora Vida, 2000). Branham afirma que a primeira vez que Deus falou com ele, foi aos sete anos de idade. Enquanto carregava água para a destilaria ilegal do pai, parou para descansar debaixo de uma árvore. No vento que assobiava entre as folhas do arbusto, ouviu uma voz que dizia: Nunca beba, fume ou profane seu corpo com qualquer meio, pois eu tenho uma obra para você realizar, quando estiver mais velho. A conversão de Branham ao Cristianismo aconteceu por intermédio da pregação de um pastor batista. Logo depois, sentiu a chamada para pregar e começou a fazer planos para dirigir seu primeiro culto na igreja. Em 1933, sob uma tenda em Jeffersonville, Indiana, Branham pregou para aproximadamente três mil pessoas. A morte de sua esposa, Hope Brumback, e de sua filha ainda bebê, ambas em 1937, foi interpretada por Branham como juízo de Deus, por não ter dado atenção ao chamado para ministrar aos pentecostais unicistas.

Em 1946, Branham alegou ter conversado com um anjo numa caverna secreta, onde recebeu o poder de discernir qual era a enfermidade das pessoas. Daí para a frente, os cultos de cura e reavivamento dirigidos pelo pregador místico de Indiana eram freqüentados por milhares de pessoas, em auditórios e estádios por todo o mundo. De outubro a dezembro de 1951 Branham viajou pela África do Sul e dirigiu o que foi chamado de a maior de todas as reuniões religiosas. Todos os tipos de milagres e curas foram praticados nessas reuniões, nas quais participaram centenas de milhares de pessoas. Branham morreu em 1965, atropelado por um motorista bêbado. Alguns de seus seguidores esperavam sua ressurreição, enquanto outros edificaram um santuário (uma pirâmide) em sua memória, no seu túmulo em Jeffersonville. 

1.1 – O Mensageiro do Apocalipse

O endeusamento do profeta pelos seus seguidores não tem limite. Tanto é assim que o situam como cumprimento de Ap 10.7. Diz o texto: Mas nos dias da voz do sétimo anjo, quando tocar a sua trombeta, se cumprirá o segredo de Deus, como anunciou aos profetas seus servos. A explicação do texto se segue: Esta é uma profecia cumprida, pois os mistérios de Deus têm sido consumados através do ministério do irmão William Marrion Branham. Este profeta foi enviado por Deus para esta era e tem pregado a mensagem que Deus lhe ordenou: a palavra pura de Deus tal qual saiu da boca dos profetas e apóstolos… O irmão Branham desafiou a muitos líderes religiosos em diferentes ocasiões para mostrar ao povo o supérfluo de suas religiões (“De Volta à Palavra Original”, pp. 10-11, Goiânia, GO). 

1.2 – O Sucessor

Willian Soto Santiago afirma que William Marrion Branham o indicou como seu sucessor. Cada palavra dele é recebida como uma revelação divina da mesma forma com que se dava com o seu antecessor. Santiago afirma que a mesma coluna de fogo que seguia William Branham também o guia até hoje, como sinal de confirmação de seu chamado celestial. Alega Santiago que William Marrion Branham errou quando interpretou que a era de Laodicéia seria terminada em 1977. Afirma que a última dispensação é a do Reino de Deus começada em 1977 e ele é então o mensageiro escolhido. O que caracteriza esta nova dispensação do reino é que tudo se fez novo (Ap 22.5) e isso inclui o fim do batismo ministrado com água, sendo necessário tão-somente ouvir a mensagem da Voz da Pedra Angular, grupo religioso formado por ele em 1974, em Porto Rico. Seus seguidores o chamam de Anjo Mensageiro que Jesus Cristo teria prometido em Ap 22.16. O próprio grupo aponta para isso: Jesus é a Pedra Angular (1 Pe 2.6) e Santiago é a Voz da Pedra (“Dicionário de Religiões, Crenças e Ocultismo”, p. 392, Editora Vida, ano 2000).

II – A Exaltação do Seu Fundador

O fundador do Tabernáculo da Fé engrandeceu o seu nome, colocando-se como profeta mensageiro da última era da história do mundo. Dividiu a História em sete dispensações ou idades. Cada uma delas tem um profeta mensageiro; portanto, há sete profetas mensageiros. Baseou sua idéia em Apocalipse, capítulos 2 e 3. A lista das eras e suas datas é a seguinte:

Éfeso 53-170 a.D. O apóstolo Paulo
Esmirna 170-312 a.D. Irineu
Pérgamo 312-606 a.D. Martinho
Tiatira 606-1520 a.D. Columba
Sardes 1520-1750 a.D. Martinho Lutero
Filadélfia 1750-1906 a.D. João Wesley
Laodicéia 1907-1965 a.D. William Marriom Branham

Esta última dispensação teve o seu tempo de duração interrompido em virtude da morte de Branham em 1965.

Com essa exposição, os adeptos dessa seita ensinam que a Igreja Cristã de hoje está na mesma situação espiritual da igreja de Laodicéia.

Dizem: O que vemos é a Escritura se repetindo. A filha de Herodias, representada pelo sistema denominacional dançando frente ao rei, procurando agradá-lo e tomando conselho com sua mãe, contra o profeta [que é Branham] (fascículo, “De Volta à Palavra Original”, p. 27, Goiânia, GO).

Um dos seus adeptos por nome T. L. Osborn*, no folheto intitulado Um Homem Chamado William Branham, escreveu o seguinte:

Esta geração está incumbida: uma geração na qual Deus tem caminhado em carne humana na forma de um Profeta. Deus tem visitado seu povo. Porque Um grande Profeta Tem-se Levantado entre Nós.

Osborn trata a pessoa de Branham como se fosse o próprio Deus. Em outro lugar no mesmo folheto, diz:

Deus tem enviado o irmão Branham no século 20 e tem feito a mesma coisa. Deus em carne, novamente passando por nossos caminhos, e muitos não o conheceram. Eles tampouco o teriam conhecido se tivessem vivido no tempo em que Deus cruzou seus caminhos no corpo ‘chamado Jesus, o Cristo.

Resposta Apologética:

William M. Branham é comparado a Deus ou Jesus. Entretanto, Is 42.8 declara que Deus não reparte sua glória com nenhum outro. O apóstolo Paulo preveniu-nos contra outro evangelho trazido mesmo que fosse por um anjo do céu (Gl 1.6-9; 2 Co 11.4). Se Paulo vivesse hoje, qual seria sua reação face às visões de William Branham e suas próprias reivindicações de ser o anjo de Ap 10.7? E Porque tais falsos apóstolos são obreiros fraudulentos, transfigurando-se em apóstolos de Cristo (2 Co 11.13). E você, o que diz? Seja anátema!

III -Teste de um Profeta Verdadeiro 

3.1 – Estabelecimento da Data da Segunda Vinda de Jesus

Somos advertidos de que há muitos homens se intitulando profetas de Deus e dizendo que falam em seu nome. Teria Deus dado meios para se provar entre o falso e o verdadeiro profeta? A resposta à pergunta está em Deuteronômio 18.21-22. O meio mais eficaz de identificar um verdadeiro profeta é verificar se as profecias por ele vaticinadas se cumprem. Do contrário, não devemos temê-lo, nem seguir os seus ensinos (Dt 18.20-22). Em conexão com os ensinos de Moisés, Jesus também nos advertiu contra os falsos profetas (Mt 7.15-20). Os frutos da árvore são as profecias entregues pelos profetas. Como vivemos em dias que precedem a volta de Cristo, o surgimento de falsos profetas cresce diariamente como dizem as Escrituras (Mt 24.5, 11, 23-24; 2 Pe 2.1-3; 1 Jo 4.1-3).

Uma das doutrinas mais importantes da Bíblia é a que se refere à Segunda Vinda de Jesus. A vinda de Jesus é certa (Jo 14.2; At 1.9-11); entretanto, o dia e a hora são desconhecidos (Mt 24.36). Não obstante, existem pessoas que ousam ir além do que está escrito, fixando uma data para o acontecimento, caindo assim no erro de serem tachadas de falsos profetas. É o caso de William Marrion Branhamque em seu livro intitulado Las Siete Edades De La Iglesia, p. 361, interpretando as palavras de Jesus em Marcos 13.32, diz:

Y, aunque muchas personas juzgam que esto es um pronóstico irresponsable, em vita de que Jesus dijo que Empero de aquel diay de Ia hora, nadie sabe (Marcos 13.32), y todavia me mantengo firme em mi crencia despues de treinta anos, porque Jesus no dijo nadie podia conocer al año, mês o semana en que Su venida habria de ser completada. Asi que repito, yo sinceramente creo y mantengo como um estudiante particular de la Palabra, juntamente com la inspiración Divina, que el año de 1977 debe poner fim a los sistemas mundiales e introducir el milênio.

Resposta Apologética:

O que aconteceu em 1977? Nem se deu o fim dos sistemas mundiais nem o início do milênio. Com essas palavras proféticas falsas, William Marrion Branham identificou-se como falso profeta, insurgindo-se contra as palavras de Jesus como se lê: Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, mas unicamente meu Pai. Vigiai, pois porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor. Por isso, estai vós apercebidos também; porque o Filho do homem há de vir à hora em que não penseis (Mt 24.36, 42, 44). Vigiai, pois porque não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do homem há de vir (Mt 25.13). Aos seus discípulos disse-lhes: Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder (At 1.7). Na vigência da Lei de Moisés, o referido cidadão estaria morto a pedradas (Dt 18.20-22) porque usou em vão o nome do Senhor (Ex 20.7).

IV – Revelação Além da Bíblia

O livro já citado – “Las Siete Edades de La Iglesia – contém uma infinidade de registros de visões ocorridas em 1933 (veja o livrete n°5, O Profeta Desta Era) e especificadas à página 360 do primeiro livro mencionado, culminando com a fixação da data para a vinda de Jesus em 1977. Uma visão importante – segundo ele -aconteceu enquanto batizava os seus convertidos num rio. Ouviu a voz de Deus dizer: Como João Batista foi enviado como precursor da minha primeira vinda, também tu e tua mensagem têm sido enviados para preparar minha segunda vinda.

Resposta Apologética:

Para os crentes em Cristo, a revelação de Deus, registrada na Bíblia, é suficiente e por isso não precisam de revelações adicionais e contradizentes. O Senhor disse ao profeta Jeremias: Os profetas profetizam falsamente no meu nome; nunca os enviei, nem lhes dei ordem, nem lhes falei; visão falsa, e adivinhação, e vaidade, e o engano do seu coração é o que eles vos profetizam (Jr 14.14). Ao profeta Ezequiel disse o Senhor: Filho do homem, profetiza contra os profetas de Israel que profetizam, e dize aos que só profetizam de seu coração: Ouvi a palavra do Senhor; Assim diz o Senhor Deus: Ai dos profetas loucos, que seguem o seu próprio espírito e que nada viram! Os teus profetas, ó Israel, são como raposas nos desertos. Viram vaidade e adivinhação mentirosa os que dizem: O Senhor disse; quando o Senhor não os enviou; e fazem que se espere o cumprimento da palavra. Porventura não tiveste visão de vaidade, e não falaste adivinhação mentirosa, quando dissestes: O Senhor diz, sendo que tal não falei? (Ez 13.2-4,6-7). Mormente quando faladas por alguém que declaradamente se revela falso profeta por anunciar uma data para a Segunda Vinda de Cristo que não se cumpriu.

V – Rejeição da Doutrina da Trindade

Cremos em um só Deus eternamente subsistente em Três Pessoas: O Pai, o Filho e o Espírito Santo (Dt 6.4; Mt 28.19). No terceiro século da nossa era surgiu uma doutrina nova com respeito à natureza de Deus. Sabelius, presbítero da Igreja Cristã no Norte da África, começou a negar a existência da Trindade, ensinando que Deus era uma Pessoa — e não Três — e que Ele apareceu nos modos ou manifestações como o Pai, como o Filho ou como o Espírito Santo. Ilustrando — como se apresentasse no palco uma vez como o Pai trocando-se e, representando em seguida o Filho e, pela terceira vez, representando o Espírito Santo. Para Sabelius, entretanto, o Pai somente era o verdadeiro Deus, sendo o Filho e o Espírito Santo apenas repetição de si mesmo em outra forma ou manifestação. Ele foi condenado por esse ensino, sua teologia modalística foi refutada e a sua heresia, que houvera sido espalhada, foi rejeitada pela Igreja Primitiva Cristã. A antiga heresia do sabelianismo surgiu num retiro espiritual no campo de Arroyo Seco, ao lado de Los Angeles, Califórnia. Adotaram uma nova interpretação da divindade, parecida com a de Sabelius: Jesus é a um tempo o Pai, o único Deus. Jesus foi um que se manifestou a si mesmo como o Pai, como o Filho e como o Espírito Santo.

Dizem: Se qualquer trinitariano aqui somente se soltasse um minuto, você poderia ver que Pai, Filho e Espírito Santo não são três deuses. São três atributos do mesmo Deus… Deus, expresso em Jesus Cristo, Que era ambos Pai, Filho e Espírito Santo, “a plenitude da divindade corporizada (“A Palavra Falada, vol. 3 n. 11, por W.M. B., Gravações “A Voz de Deus”, p. 24 # 157 e 25 # 160).

Assim, a doutrina histórica trinitária foi repudiada como antibíblica, chegando ao cúmulo de William Marrion Branham ensinar que:

La marca en la frente significa que tendrán que aceptar la doctrina del sistema mundial de iglesias, o qual es trinitarianismo, etc, y la marca en la mano, significa cumplir com la voluntad de la iglesia (“Las Siete Edades de La Iglesia”, p. 428).

Deus precisa de homens que queiram sofrer pelo Seu Nome, não pelo nome Trindade. O que tem Roma de Deus? E, no entanto, os protestantes estão unidos com ela através da doutrina da Trindade ( De Volta à Palavra Original, p. 27, Goiânia, GO).

Assim, dizem que a marca da Besta é aceitar a doutrina da Trindade.

Mas — dirá você — em São João 14.23 está escrito: Se alguém me ama guardará a Minha Palavra e o meu Pai o amará e viremos e faremos nele morada. Não pense em três pessoas, mas em três ofícios (“De Volta à Palavra Original, p. 26, Goiânia, GO).

Resposta Apologética:

Se somente Jesus é Deus, e o Pai e o Espírito Santo são apenas manifestações de Jesus, muitas passagens das Escrituras se tornam confusas:

Mateus 3.17 — Imitou Jesus a voz do Pai?

Mateus 17.5 — Onde estava o Filho quando o Pai disse: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo: a ele ouvi.

João 17.4 — Onde estava o Pai, quando Jesus disse: Eu te glorifiquei na terra, consumando a obra que me confiaste para fazer. A mera existência de Eu e Tu nas palavras de Jesus indicam personalidades distintas e o Tabernáculo da Fé ignora ou torce os textos para perverter o Ego entre os membros da Trindade.

Atos 13.2 — Imitou Jesus a voz do Espírito Santo na ordem de sair para evangelizar?

Lucas 23.34 —Jesus disse: Pai,perdoa-lhes…

Lucas 23.46 — Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito! Seria uma fraude se não houvesse uma pessoa chamada Pai distinta de uma pessoa chamada Filho.

5.1      – Manifestações Simultâneas de Distintos Membros da Trindade:

a)  No relato da encarnação, temos a participação de toda a Trindade (Lc 1.35);

b) No batismo de Jesus, houve a manifestação simultânea das três Pessoas. Jesus, o Filho, que subia da água; o Espírito Santo que baixava em forma de uma pomba, e a voz do Pai, que falava desde os céus (Mt 3.16-17);

c)  As orações de Jesus demonstram sua existência à parte do Pai (Mc 1.35; Lc 5.16; 6.12; 9.28; 11.1; 22.39-44; Jo 11.41).

5.2 – Algumas Provas Bíblicas de Que Jesus Não É o Pai:

a) Em todo o tempo em que Jesus esteve na terra, o Pai esteve nos céus (Mt 5.16,48);

b)  Jesus  disse  que confessaria os homens  que  O confessassem, perante o Pai (Mt 10.32-33);

c) Cristo está hoje à destra do Pai (At 7.54-56);

d)Deus é Pai de Jesus e não Jesus é Pai de si mesmo (Ef 1.3,17);

e)Jesus entregou o seu espírito a seu Pai e não a si próprio(Lc 23.46);

f) Jesus se fez carne e sangue (Lc 24.39; Jo 19.34), enquanto que o Pai é Espírito (Jo 4.24);

g) Simeão reconhecia que o Menino Jesus que tomou nos braços não era o único membro da Trindade (Lc 2.26-33);

h) João Batista conhecia o Pai, mas não conhecia o Filho (Jo 1.31-34);

i) Jesus veio para fazer a vontade do Pai e não a sua própria (Jo 5.30; 6.38). Isto implica a existência de duas personalidades distintas;

j) Jesus conhecia o Pai, mas não era o Pai (João 10.15);

k) Jesus era amado pelo Pai como Pessoa, e distinta que era (João 10.17-18);

1) Jesus era o único caminho para o Pai (Jo 14.6);

m) A expressão tanto a mim como a meu Pai prova que eram duas Pessoas (Jo 15.24);

n) Em Hb 1.1-2 se afirma que o Filho é herdeiro de Deus. Logicamente, isso requer a existência de duas Pessoas: uma, o testador e outra o herdeiro. As duas posições não podem ser ocupadas por uma única Pessoa.

5.3 – Algumas Provas Bíblicas de Que o Espírito Santo Não E Jesus:

a)  O Espírito Santo é um outro Consolador, procedente do Pai e do Filho (Jo 5.32; 14.16-17,26; 15.26;  6.7,13);

b) Era necessário que Jesus fosse, a fim de que o Espírito Santo viesse (Jo 16.5-15);

c)  O Filho já fora dado antes que o Espírito Santo fosse dado (Jo 3.16; At 2.1-4);

d) O Filho pode ser blasfemado e o pecador culpado disso encontra perdão. Mas, se o Espírito Santo for blasfemado, essa pessoa não encontrará perdão. Isto prova haver duas Pessoas (Mt 12.31-32; Mc 3.29-30 e Lc 12.10); Os samaritanos haviam recebido Jesus, mas ainda não o Espírito Santo (At 8.5-25);

e)  O Espírito Santo não veio falar de si mesmo ou glorificar a si mesmo, mas sim para glorificar a Jesus (Jo 16.7-15);

f)  A descida do Espírito Santo no dia de Pentecostes foi a prova de que Jesus havia chegado ao céu, onde assentou-se à destra de Deus Pai. E mais uma prova da Trindade (Jo 7.39; At 2.33-34);

h) Jesus afirmou, mesmo depois da ressurreição, que Ele não era um ser em espírito. Portanto, ele não podia ser nem o Pai nem o Espírito Santo, pois esses são seres espirituais (Lc 24.39; Jo 4.24; 14.16-17,26; 15.26; 16.7,15);

i) Distinção muito clara é feita entre os nomes de todas as Três Pessoas da Trindade (Mt 28.19; 2 Co 13.14 ACF).

5.4 – A Personalidade e Divindade do Espírito Santo:

Os adeptos do Tabernáculo da Fé afirmam que o Espírito Santo não é uma pessoa. Perguntam e respondem sobre o Espírito Santo:

Perguntamos: o Espírito é pessoa?A Bíblia diz que não… Espírito não é pessoa (De Volta à Palavra Original’,p. 25, Goiânia, GO).

Na realidade, o Espírito Santo é a terceira Pessoa da Trindade. Tiram-lhe a personalidade, quando a própria Bíblia emprega pronomes pessoais e oblíquos para referir-se ao Espírito Santo. Em At 10.19-20: E pensando Pedro naquela visão, disse-lhe o Espírito: Eis que três homens te buscam. Levanta-te, pois, desce, e vai com eles, não duvidando;porque eu os enviei. Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito de verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim (Jo 15.26).

E, servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o Espírito Santo:  Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado (At 13.2). É um erro grande. Os atributos de personalidade são três:

  1. Inteligência, que é a capacidade de conhecimento, …porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus(í Co 2.10);
  2. Vontade própria   ou volição, que é a capacidade de escolher, desejar, Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer (1 Co 12.11);
  3. Sensibilidade ou emoção, que é a capacidade de amar, entristecer-se, alegrar-se, E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o dia da redenção (Ef 4.30).

5.5 – Atividades Pessoais São Atribuídas ao Espírito Santo:

a)  Fala         Ap 2.7                 d) Ensina    Jo 14.26

b) Testifica Jo 15.26               e) Ordena    At 13.2

c)  Intercede Rm 8.26              f) Guia        Rm 8.14 

5.6 – Devemos Ter Muito Cuidado na Maneira de Tratar Com o Espírito Santo: 

a) E possível entristecê-lo Is 63.10; Ef 4.30
b) Rebelar-se contra ele Is 63.10
c) Fazer-lhe agravo Hb 10.29
d) Mentir At 5.3,4
e) Blasfemar Mt 12.31-32
f) Resistir Gn 6.3
g) Apagar 1Ts5.19

 5.7 – A Deidade do Espírito Santo

As Escrituras ensinam que o Espírito Santo é Deus. Os atributos naturais da deidade encontram-se nele:

a)  Eternidade (Hb 9.14);

b)  Onipotência (Gn 1.2; Lc 1.35; Rm 8.11);

c)  Onipresença (Sl 139.7);

d) Onisciência (1 Co 2.10);

e)  Obras da criação (Jo 33.4; Sl 104.30). 

5.8 – A Doutrina da Trindade

Portanto, é insustentável manter o novo sabelianismo de Jesus somente quando o testemunho das Escrituras a respeito é bem claro. Existe, de acordo com as Escrituras, uma Pessoa que é chamada o Pai, o qual é designado como Deus (Ef 1.2). Há também uma Pessoa chamada o Filho, que é designado como Deus (Jo 1.1; 20.28; 1 Jo 5.20). Há ainda uma terceira Pessoa chamada o Espírito Santo, que é designado como Deus (At 5.3-4). Todas essas três Pessoas são coexistentes e, na unidade da Divindade, são designadas como um Deus (Dt 6.4). Ademais, quando comparamos a palavra traduzida para um do hebraico de Dt 6.4 com outras passagens como de Gn 2.24; 34.16 e Nm 13.23, encontramos uma unidade composta, não unidade absoluta, como se pode pensar. Isto nada prova para os adeptos do Tabernáculo da Fé. O argumento de João 10.30, que identifica Jesus como uma Pessoa da Divindade em virtude de sua unidade com o Pai, é contestado pelo simples fato de que a palavra traduzida um do grego (en) nesta passagem é neutra – não masculina – e refere-se à unidade de essência ou natureza, não Pessoa. Portanto, na unidade de essência ou natureza de Deus existem três Pessoas. Outros versículos que revelam pluralidade de Pessoas na divindade (Trindade) podem ser encontrados em Gn 1.26; 3.22; Is 6.8; 48.16.

VI – Fórmula Batismal Apenas no Nome de Jesus

No final de Mt 28.19 Jesus deu o seguinte mandamento: Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Entretanto, no livro de Atos lemos: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo (At 2.38). O Tabernáculo da Fé interpreta essa aparente discrepância para sustentar sua negação da posição trinitária. Eles dizem que a declaração de Mt 28.19 apóia os três nomes de Cristo que é designado por Pai, Filho e Espírito Santo. Assim, estabelecem que a fórmula correta do batismo é encontrada em At 2.38. Citam mais as seguintes passagens: Porque sobre nenhum deles tinha ainda descido; mas somente eram batizados em nome do Senhor Jesus (At 8.16); E mandou que fossem batizados em nome do Senhor (At 10.48); E os que ouviram foram batizados em nome do Senhor Jesus (At 19.5), como prova de que a Igreja Primitiva batizava apenas em nome de Jesus.

Resposta Apologética:

Analisemos as passagens citadas:

At 2.38 “…seja batizado em nome de Jesus Cristo…”

At 8.16 “…sido batizados em nome do Senhor Jesus…”

At 10.48 “…batizados em nome do Senhor.”

At 19.5 “…batizados em nome do Senhor Jesus.”

O que se observa da leitura atenta dos versículos citados? Que não se trata de uma fórmula batismal porque não são uniformes as expressões, variando de em nome de Jesus Cristo (At 2.38), para em nome do Senhor Jesus (At 8.16) e em nome do Senhor (At 10.48). Muito razoável é afirmar que, então, a narrativa de At 2.38, indicada como batismo em nome de Jesus Cristo, esteja se referindo como pela autoridade de Jesus, como se lê em At 3.16; 16.18, na qual a autoridade de Jesus é invocada. Não se trata de fórmula que acompanha tais acontecimentos, desde que em At 19.13 a invocação do nome de Jesus por exorcistas nada significasse porque os que o fizeram não tinham realmente a autoridade de Jesus. Em outras palavras, o batismo foi ordenado e levado a efeito sob a divina autoridade do Filho, empregando-se a fórmula de Mateus 28.19.

Não bastasse o apoio irrestrito à Bíblia Sagrada que torna irrebatível o nosso entendimento, acresce observar o costume da Igreja Primitiva encontrado no livro Os Ensinos dos Doze Apóstolos que diz: Agora, concernente ao batismo, batizai desta maneira: depois de ensinar todas estas coisas, batizai em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

Em outra parte do livro já citado se diz que:

O bispo ou presbítero deve batizar desta maneira conforme ao que nos ordenou o Senhor, dizendo: Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

Cipriano (a.D. 200), falando de At 2.38 diz: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo, disse:

Pedro menciona aqui o nome de Jesus Cristo, não para omitir o do Pai, mas para que o Filho não deixe de ser unido com o Pai. Finalmente, depois da ressurreição, os apóstolos são enviados pelo Senhor às nações, afim de batizarem os gentios em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

VII – Negação do Inferno

O inferno foi criado para o diabo e seus anjos, para o anticristo e sua gente; ele foi o diabo encarnado, e por isso foi preparado para destruí-los. De tudo que existe, o mundo e tudo o demais, há um só Eterno; esse é Deus (“A Revelação dos Sete Selos”, pp. 27 # 128, Perguntas e Respostas sobre os selos, WMB, 245, março de 1963, A Palavra Original, Goiânia, GO).

Resposta Apologética:

A Bíblia nunca promete que todos serão salvos, pois existe o castigo eterno. Em Mt 25.46, Jesus disse: E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna. O adjetivo eterno que qualifica vida (zoem aionios), é o mesmo adjetivo que qualifica o tormento – tormento eterno {aionios). Seria incoerente, em face do texto, afirmar que a vida eterna é uma vida sem fim e admitir-se para o tormento eterno uma duração limitada, restringindo-se à morte física. E verdade que o inferno não foi criado para o homem e sim para o diabo e seus anjos (Mt 25.41), mas para os que rejeitam a vida eterna oferecida como um dom de Deus (Rm 6.26), padecerão eterna perdição (2 Ts 1.7-9).


* T. L. Osborn seguiu essa doutrina somente no início do seu ministério. (Nota da digitalizadora)