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BATALHA ESPIRITUAL

Nos dias de hoje muito se fala sobre batalha espiritual, mas percebemos um certo desiquilíbrio quando o assunto se refere a guerra no mundo espiritual.

Alguns simplesmente ignoram o adversário, o que é totalmente destruidor (seria como um soldado estar num campo de batalha despreocupado com seu inimigo, fatalmente irá ser o primeiro a morrer do exército).

Cristo veio para destruir as obras do diabo:

“Quem comete o pecado é do diabo; porque o diabo peca desde o princípio. Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo.” (1 João 3:8)

“Porque, andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruição das fortalezas; Destruindo os conselhos, e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo.” (2 Coríntios 10:3-5)

“Eis que vos dou autoridade para pisar serpentes e escorpiões, e toda a força do inimigo, e nada vos fará dano algum.”(Lucas 10:19)

Se nós cristãos não exercermos autoridade sobre o maligno, ele o fará, mesmo sem direito, sobre a nossa vida, como fez dominando Adão e Eva no Éden e até hoje tem feito com muitos cristãos que não aprenderam a viver uma vida de comunhão com Deus e resistência ao diabo.

“Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.” (Tiago 4:7)

Muitos entendem que a resistência ao maligno deve ser passiva, mas a Bíblia não ensina isso. Jesus resistiu a Satanás com a Palavra de Deus, numa posição ativa quando foi tentado.

“Então foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo Diabo. E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome. Chegando, então, o tentador, disse-lhe: Se tu és Filho de Deus manda que estas pedras se tornem em pães.

Mas Jesus lhe respondeu: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus. Então o Diabo o levou à cidade santa, colocou-o sobre o pináculo do templo, e disse-lhe: Se tu és Filho de Deus, lança-te daqui abaixo; porque está escrito: Aos seus anjos dará ordens a teu respeito; e: eles te susterão nas mãos, para que nunca tropeces em alguma pedra.

Replicou-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus. Novamente o Diabo o levou a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo, e a glória deles; e disse-lhe: Tudo isto te darei, se, prostrado, me adorares. Então ordenou-lhe Jesus: Vai-te, Satanás; porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás. Então o Diabo o deixou; e eis que vieram os anjos e o serviram.” (Mateus 4:1-11)

“Também eu te digo que és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno NUNCA prevalecerãocontra ela. Eu te darei as chaves do reino dos céus; Tudo o que ligares na terra, será ligado nos céus, e o que desligares na terra será desligado nos céus.” (Mateus 16:18-19)

A NOSSA CONFISSÃO DOS FATOS ESPIRITUAIS NOS DÃO VIGOR PARA VENCERMOS O MALIGNO

Não vencemos o diabo por argumentações ou cargos que possuímos em instituições eclesiásticas, mas o vencemos pela confissão do Nome de Jesus.

CRISTO DEU A TODO O QUE CRÊ NELE AUTORIDADE PARA IR CONTRA O INFERNO

“TU, pois, meu filho, fortifica-te na graça que há em Cristo Jesus. E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros. Sofre, pois, comigo, as aflições, como bom soldado de Jesus Cristo. Ninguém que milita se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra. E, se alguém também milita, não é coroado se não militar legitimamente. O lavrador que trabalha deve ser o primeiro a gozar dos frutos.” (2 Timóteo 2:1-5)

A GRAÇA DE CRISTO NOS DÁ VIGOR PARA VENCER O MALIGNO

Neste particular, a graça nada mais é senão o próprio Senhor Jesus, pois a palavra fala que Ele é cheio de graça e verdade -“E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.” (João 1:14)

Nos enchemos dele quanto mais nos ENTREGAMOS a Deus.

HOMENS USADOS POR DEUS FORAM HOMENS ENTREGUES A ELE

O Soldado fiel sofre junto com a causa que ele serve. O soldado tem um alvo, vencer, e para conseguir isso muitas vezes faz alguns sacrifícios de vontades pessoais, a fim de frutificar para quem o chamou.

A Batalha Espiritual geralmente se desenvolve em três campos de guerra:

1 – Mente:

“Porque, andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruição das fortalezas; Destruindo os conselhos, e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo.” (Coríntios 10:3-5)

A PRIMEIRA ÁREA QUE O INIMIGO VAI TENTAR TOMAR DE NÓS SÃO OS NOSSOS PENSAMENTOS

Nossos pensamentos se tornam em ações, com a nossa mente em suas mãos, o diabo consegue nos governar facilmente.

Por isso necessário é o Capacete da Salvação, ou seja, devemos por em nossa cabeça que somos salvos em Cristo, devemos contra toda investida maligna nos guardarmos com a convicção que somos de Deus e pertencemos a Ele. Todo cristão que fracassa nesta área é presa fácil a cair.

2 – Lábios:

“A morte e a vida estão no poder da língua; e aquele que a ama comerá do seu fruto.” (Provérbios 18:21)

“Põe, ó SENHOR, uma guarda à minha boca; guarda a porta dos meus lábios.” (Salmos 141:3)

“Mas, o que sai da boca, procede do coração, e isso contamina o homem.” (Mateus 15:18)

“De uma mesma boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não convém que isto se faça assim.” (Tiago 3:10)

A Bíblia muito fala sobre a língua, diz a Palavra de Deus que morte e vida estão no poder da língua. Podemos nos suicidar espiritualmente se Satanás tomar governo de nossos lábios.

DEVEMOS SER VIGILANTES, SEMPRE ABENÇOADORES, MINISTRADORES DE GRAÇA NO NOSSO FALAR

O QUE CONFESSAMOS NOS TORNAMOS

Se confessarmos derrota seremos derrotados, se confessarmos o que a Palavra de Deus diz, seremos mais que vencedores em Cristo.

3 – Coração:

“Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida.” (Provérbios 4:23)

“Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor; Tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem.” (Hebreus 12:14-15)

“Vede, irmãos, que nunca haja em qualquer de vós um coração mau e infiel, para se apartar do Deus vivo. Antes, exortai-vos uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama Hoje, para que nenhum de vós se endureça pelo engano do pecado.” (Hebreus 3:12-13)

O CORAÇÃO SEGUNDO AS ESCRITURAS É A FONTE DA VIDA, SE ELE FOR ATINGIDO, NOSSA VIDA ACABARÁ

Por isso é importante aos cristãos manter um espírito perdoador sempre, guardar as suas emoções em Deus e se livrarem de toda ininquidade (sentimentos ruins como amargura).

A Couraça da Justiça tem muito valia neste particular. Para vencermos o maligno precisamos:

1 – Declarar os fatos espirituais: “… Diga o fraco: Eu sou forte.” (Joel 3:10)

Falar com a nossa boca audivelmente a Palavra de Deus.

2 – Nos fortalecermos em Deus através do Estudo da Palavra e da Oração: “Finalmente, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder.” (Efésios 6:10)

3 – Louvar a Deus: “E, quando começaram a cantar e a dar louvores, o SENHOR pôs emboscadas contra os filhos de Amom e de Moabe e os das montanhas de Seir, que vieram contra Judá, e foram desbaratados.” (2 Crônicas 20:22)

O louvor libera o Poder de Deus para agir em nosso favor, pois a Palavra afirma que no meio dos louvores Deus habita -“Porém tu és santo, tu que habitas entre os louvores de Israel.” (Salmos 22:3)

ONDE DEUS ESTÁ, NÃO PODE HAVER DERROTA!!

4 – Fé e Boa Consciência: “Conservando a fé, e a boa consciência, a qual alguns, rejeitando, fizeram naufrágio na fé.” (1 Timóteo 1:19)

A FÉ VENCE O MUNDO

“Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, A NOSSA FÉ.” (1 João 5:4)

MAS SE NÃO MANTERMOS UMA CONSCIÊNCIA PURA, FATALMENTE SEREMOS DESTRUIDOS

Por isso é muito importante sermos sensíveis ao Espírito Santo e lhe obedecer em tudo.

5 – Tenha Propósito de Deus em sua vida: “Muitos propósitos há no coração do homem, porém o conselho do SENHOR permanecerá.” (Provérbios 19:21)

“O qual, quando chegou, e viu a graça de Deus, se alegrou, e exortou a todos a que permanecessem no Senhor, com propósito de coração.” (Atos 11:23)

DEUS É UM DEUS DE PROPÓSITOS

Como seus filhos temos que ter propósitos na vida também. Se não tivermos propósito a primeira dificuldade que o inimigo nos apresentar será motivo de desistência.

6 – Vigilância:

“Olhai, vigiai e orai; porque não sabeis quando chegará o tempo.” (Marcos 13:33)

O INIMIGO GERALMENTE ATACA DE SURPRESA

Se não estivermos em estado de vigilância, fatalmente seremos atingidos.

“Então me disse: Não temas, Daniel, porque desde o primeiro dia em que aplicaste o teu coração a compreender e a humilhar-te perante o teu Deus, são ouvidas as tuas palavras; e eu vim por causa das tuas palavras. Mas o príncipe do reino da Pérsia me resistiu vinte e um dias, e eis que Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me, e eu fiquei ali com os reis da Pérsia.” (Daniel 10:12-13)

MUITAS COISAS “ESPIRITUALMENTE” DEMORAM DIAS, MUITAS VEZES ANOS

Neste exemplo de Daniel, houve uma tranqueira espiritual, os anjos de Deus demoraram 21 dias para conseguirem êxito sobre Satanás. Se Daniel tivesse abandonado a sua posição neste período, ele não teria alcançado a bênção. Por isso se faz importante termos posição firme e convicção, sabermos esperar em Deus e nos mantermos em oração.

Deste relato também constatamos que necessitamos de auxílio dos anjos de Deus.

Muitas distorções existem sobre esse assunto, mas a Palavra de Deus nos afirma que eles são espíritos ministradores em favor daqueles que irão herdar a vida eterna - “Não são porventura todos eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação?” (Hebreus 1:14), portanto, nós cristãos, temos que fazer uso desse auxílio divino.

Destaco que nunca devemos falar com anjos ou orar para eles, isso é um erro. Devemos pedir a Deus que envie anjos para nos ajudar e ministrar em nosso favor.

Quem governa os anjos é o nosso Pai Celeste, devemos pedir a ele tais coisas.

Mantenha uma vida de oração e busca na presença de Deus, isso trará mais graça para um enfrentamento com as trevas quando necessário.

“Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.” (1 João 2:15-17)

MUITAS COISAS NO MUNDO ESPIRITUAL SÃO TRANQUIERAS POSTAS PELO INIMIGO, SÃO COMO CIDADELAS FORTIFICADAS

Aprenda a discernir as situações de sua vida, se você detectar a presença do inimigo em alguma área.

Repreenda com voz (pois o diabo não ouve o nosso pensamento), se você está em um ambiente onde possui incrédulos, vá a algum lugar retirado (por exemplo: banheiro) e exerça autoridade sobre ele (Diga: “diabo, fora desta área, eu te proíbo de agir na minha vida, em nome de Jesus.”)

JEJUM É UMA BOA ARMA NO ENFRENTAMENTO DAS TREVAS

Nunca se esqueça de possuir um caráter de uma pessoa que possui uma vida jejum:

“E disse-lhes: Esta casta não pode sair com coisa alguma, a não ser com oração e jejum.” (Marcos 9:29)

“CLAMA em alta voz, não te detenhas, levanta a tua voz como a trombeta e anuncia ao meu povo a sua transgressão, e à casa de Jacó os seus pecados.Todavia me procuram cada dia, tomam prazer em saber os meus caminhos, como um povo que pratica justiça, e não deixa o direito do seu Deus; perguntam-me pelos direitos da justiça, e têm prazer em se chegarem a Deus, dizendo: Por que jejuamos nós, e tu não atentas para isso? Por que afligimos as nossas almas, e tu não o sabes? Eis que no dia em que jejuais achais o vosso próprio contentamento, e requereis todo o vosso trabalho.

Eis que para contendas e debates jejuais, e para ferirdes com punho iníquo; não jejueis como hoje, para fazer ouvir a vossa voz no alto. Seria este o jejum que eu escolheria, que o homem um dia aflija a sua alma, que incline a sua cabeça como o junco, e estenda debaixo de si saco e cinza? Chamarias tu a isto jejum e dia aprazível ao SENHOR? Porventura não é este o jejum que escolhi, que soltes as ligaduras da impiedade, que desfaças as ataduras do jugo e que deixes livres os oprimidos, e despedaces todo o jugo? Porventura não é também que repartas o teu pão com o faminto, e recolhas em casa os pobres abandonados; e, quando vires o nu, o cubras, e não te escondas da tua carne?

Então romperá a tua luz como a alva, e a tua cura apressadamente brotará, e a tua justiça irá adiante de ti, e a glória do SENHOR será a tua retaguarda. Então clamarás, e o SENHOR te responderá; gritarás, e ele dirá: Eis-me aqui. Se tirares do meio de ti o jugo, o estender do dedo, e o falar iniquamente; e se abrires a tua alma ao faminto, e fartares a alma aflita; então a tua luz nascerá nas trevas, e a tua escuridão será como o meio-dia. E o SENHOR te guiará continuamente, e fartará a tua alma em lugares áridos, e fortificará os teus ossos; e serás como um jardim regado, e como um manancial, cujas águas nunca faltam.” (Isaías 58:1-11)

APRENDA A ENFRENTAR O INIMIGO COM OS FATOS DA PALAVRA DE DEUS

Se Jesus usou a palavra para vencer o maligno, não pense que com você será diferente.

“E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram as suas vidas até à morte.”(Apocalipse 12:11)

NÃO COMBATA NA ÁREA MENTAL

Golias quis levar Davi ao seu campo de batalha. Davi lutou e venceu porque não lutou com a armadura de homens, mas lutou com aquilo que ele tinha em Deus.

Josué enfrentou o inimigo pedindo a Deus que o sol parasse porque o inimigo lutava melhor à noite. Se você duelar com o diabo na esfera mental, nos argumentos, você sempre será derrotado. Aprenda a declarar as verdades espirituais contidas na Escritura Sagrada.

CREIA NO PODER PERDOADOR DO SANGUE DE JESUS

Muitos acham que não precisam ter suas emoções tratadas em Deus. Mas se não tivermos uma consciência limpa do pecado, nunca poderemos enfrentar as trevas, pois o Acusador vai nos desestabilizar e nos tirar a intrepidez.

Mas creia, se você pediu perdão dos teus erros a Deus, ele perdoou - “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça.” (1 João 1:9)

Gostaria de terminar dizendo que o cristão não é apenas um soldado de Deus, isso é uma parte da verdade, realmente, somos soldados e estamos engajados em uma batalha contra as forças espirituais da maldade, nos lugares celestes, mas nunca devemos esquecer que antes de sermos soldados, somos filhos, e o nosso Pai espera que tenhamos um relacionamento assim com Ele.

A Batalha Espiritual de Cada Um – Efésios 6:10-18
agosto/2009

Resumo do tema

Todos nós temos batalhas, e não há quem viva sem elas. Nesta serie já meditamos sobre as batalhas pela mente, as batalhas pelo sucesso e as batalhas pela família. O tema de hoje é A Batalha Espiritual de Cada Um. No texto de Efésios Paulo está tratando de uma batalha invisível. Não a vemos, mas, não há qualquer dúvida, ela está aí.

Muitas vezes, no meio de nossas batalhas diárias, nos encontramos fazendo a seguinte pergunta: quem está no controle? São batalhas onde nem sempre podemos apontar nosso real opositor. São batalhas travadas no interior da nossa consciência, que nos levam à exaustão, que nos tiram o sono, que nos afastam da comunhão com o Pai. Não é por acaso que uma das metáforas que a Bíblia usa para descrever a vida cristã é a figura de um soldado – II Tm 2:3.

Temos que admitir: existe uma batalha à nossa volta. Uma batalha feroz, algumas vezes até mortal, na qual estamos envolvidos diariamente. E, se desejamos viver de maneira santa, de maneira íntegra, de forma a agradar o nosso Senhor, podemos esperar que a batalha se acentue. Quanto mais perto de Deus quisermos estar, maiores serão os ataques. O Diabo não pode atingir Deus, mas ele pode ameaçar e ferir aqueles a quem Deus ama. Foi assim com Jó, e foi assim com Jesus. Em I Pedro 5:8 lemos: “Estejam alertas e vigiem. O Diabo, o inimigo de vocês, anda ao redor como um leão, rugindo e procurando a quem possa devorar”.

Quando escreveu a carta aos Efésios Paulo estava preso. Durante o tempo na prisão, muitas vezes ele viu soldados preparados para sua batalha diária, uma vez que haviam sido escalados para guardar os presos e a própria cadeia. A linguagem que Paulo usa nessa carta tem muito a ver com o ambiente que ele estava experimentando.

Já no capítulo 4 de Efésios, Paulo descreve como o cristão devia viver. Ele ensina que o cristão devia “despir-se do velho homem, que se corrompe por desejos enganosos” e“revestir-se do novo homem, criado para ser semelhante a Deus em justiça e em santidade provenientes da verdade”. Isso inclui atitudes interiores, como falar a verdade; não ser dominado pela ira; ser perdoador, amoroso e ser controlado pelo Espírito Santo; ser um marido que ama verdadeiramente sua esposa; ser um pai envolvido com seu filho para educá-lo no caminho do Senhor; ser um patrão que mostra o amor de Jesus para com seus empregados. Agora, no final da carta, Paulo faz essa admoestação: existe uma luta. E ele, então, vai terminar o texto falando sobre essa luta.

Nossa batalha espiritual
Desde que fomos transportados do império das trevas para o império da maravilhosa luz de Jesus uma batalha contínua passou a fazer parte da nossa vida. O Diabo perdeu o domínio final sobre nós, e agora, como cidadãos de um novo Reino, nossa vida dever refletir aquilo que o Rei é. Inconformado com esta perda, o inimigo sempre procura destruir-nos e atingir Deus através de nós.
O texto não deixa dúvida. Paulo recomenda que vistamos a armadura de Deus para ficarmos firmes contra as ciladas do Diabo. Alguns negam a existência do Diabo e outros exacerbam sua existência, vendo-o em tudo, ou culpando-o por tudo que de ruim acontece na vida. Na verdade, nem uma coisa nem outra está correta. O Diabo existe e trabalha contra nós para nos afastar de Deus. A Bíblia é clara ao referir-se a Satanás como um ser real. No inicio ele tentou usurpar a gloria de Deus, apesar de ter sido criado com toda beleza (Isaias 14:12-17; Ezequiel 28:1-10).

 

Mais tarde, ele apareceu no Jardim do Éden em forma de uma serpente e levou Adão e Eva a desobedecerem a Deus (Gênesis 3). Jesus, no inicio do seu ministério, falou com Satanás bem como sobre Satanás (Lucas 10.18; João 8.44). Tanto os apóstolos como o autor do livro aos Hebreus falam a respeito de Satanás como um ser pessoal, que pensa, que age, que causa mal a humanidade, que vive nos espreitando. Nas Escrituras vemos o Diabo distorcendo as Escrituras como em Mateus 4:6 e procurando impedir o trabalho daqueles que servem a Deus (I Tessalonicenses 2:18).
O sentido da palavra cilada, no texto de Efésios, é de método, esquema, estratégia. O Diabo é astuto e sabe qual a melhor estratégia para abordar cada um dos filhos de Deus. Toda pessoa saudável deseja crescer, evoluir, desenvolver-se, e não há nada de errado nisso. A questão é que o Diabo se aproveita da ambição humana, e com seus esquemas, procura levar as pessoas a jogarem fora os princípios bíblicos e a fazerem qualquer coisa para alcançar o tão sonhado “sucesso na vida”.
Quando estamos diante de pessoas possuídas pelo Diabo não é tão difícil ver a batalha espiritual. Sim, a possessão demoníaca existe, Jesus expulsou demônios. Mas quando lidamos com o inimigo em uma forma invisível, a batalha se torna mais difícil.
As armas que Deus nos dá
Assim como é certo que teremos batalhas, também é certo que teremos vitórias. Deus não deseja que vivamos derrotados. Ele nos deu recursos suficientes para triunfarmos diante das batalhas. Isso não tem nada a ver com triunfalismo, aquela idéia de que, pelo fato de servos salvos por Jesus, não vamos enfrentar lutas, que as dificuldades não nos atingirão.
O rei Davi perdeu uma batalha, desobedeceu, foi castigado, mas foi restaurado. O apóstolo Paulo foi impedido de ir a Tessalonica, mas, mais tarde ele pode ir. O inimigo tem certas permissões de Deus em nossas vidas. Ele tem limites, não o poder total. Só Deus tem o controle sobre nossa vida.
Nas instruções de Paulo encontramos diversos imperativos. Não vagas idéias, não sugestões, mas imperativos. O primeiro imperativo diz: “Fortaleçam-se no Senhor e no seu forte poder”. Para vivermos uma vida vitoriosa precisamos entender que não temos forças em nós mesmos. A força para a batalha vem do alto, a força vem do Senhor. Fortaleçam-se no Senhor, diz o texto. Em Efésios 1:19-20, Paulo escreve que o mesmo poder que levantou Jesus dentre os mortos, é o poder que opera em nós.
O segundo imperativo que encontramos no texto diz: “Vistam toda a armadura de Deus”. A instrução do texto é para que continuamente vistamos a armadura de Deus. Não é de vez em quando, não é em ocasiões especiais, não é para certas batalhas, mas é sempre. Vistam a armadura de Deus e não tirem mais. Devemos vestir a armadura de Deus para não cair nas ciladas do Diabo e para resistir no dia mau. As ciladas já vimos que são as artimanhas, as estratégias do Diabo para nos derrotar.

 

O dia mau é o dia difícil, no qual recebemos a informação de uma demissão, no qual ficamos sabendo da traição do cônjuge, no qual recebemos um diagnóstico médico que não gostaríamos, no qual somos preteridos em uma promoção na empresa, no qual somos enganados por um sócio, um dia que não gostaríamos de experimentar. Em dias assim somos tentados a pensar que Deus nos abandonou, que não vale a pena seguir a Jesus, que aqueles que não estão nem aí para Deus têm uma vida melhor. Para enfrentar as ciladas e os dias maus precisamos de toda a armadura de Deus.
O terceiro imperativo diz: “mantenham-se firmes”. Essa instrução tem a ver com o momento pós vitória. Nessa hora temos a tendência de baixar a guarda e de achar que a batalha terminou. Pensamos que merecemos descanso e deixamos de vigiar e de orar. Quando a questão é a batalha espiritual, não podemos descansar nunca. “Orem no Espírito em todas as ocasiões, com toda oração e súplica”, diz o texto. Nunca devemos deixar de orar. A vitória de um dia não garante a vitória do dia seguinte.
Por fim, podemos ter certeza que as batalhas da vida continuarão. Devemos, entretanto, manter nosso olhar na vitória definitiva de Jesus, na cruz do calvário. Quando foi crucificado, Jesus derrotou Satanás para sempre. As batalhas continuarão, mas a vitória no Senhor é certa.

Perguntas para discussão em grupo

  1. Passar por batalhas espirituais é sinal de fraqueza espiritual?
  2. Quando é que passamos a experimentar as batalhas espirituais?
  3. Você já se sentiu no meio de uma batalha espiritual? Compartilhe essa experiência com o grupo.
  4. Contra quem travamos batalhas espirituais?
  5. Quais são os três imperativos para estarmos preparados e enfrentarmos as batalhas?
  6. Qual é a vitória definitiva na qual devemos manter nosso olhar?
  7. Qual a conseqüência dessa vitória definitiva?
  8. Que impacto essa vitória definitiva tem sobre a sua vida?

Sugestão de atividade para o grupo (As atividades aqui propostas visam auxiliar o Líder de PG no preparo das reuniões. São apenas sugestões, que tem por objetivo ajudar os membros do grupo, de uma maneira mais lúdica, a refletir e a se dispor a mudanças de atitude e pensamento, com base no tema abordado no culto do domingo anterior, à luz da Palavra de Deus.)


Armadura diária

Objetivo: Motivar uns aos outros a se prepararem para as batalhas espirituais diárias.
Material necessário: Uma cópia grande do anexo 1, Uma cópia para cada membro do grupo do anexo 2 e uma cópia do anexo 3 para você mostrar como modelo para o grupo, canetas e lápis para todos.
Atividade: Mostre o anexo 1 ao grupo e pergunte:

  • O que há em comum nestes 3 homens? Estão uniformizados.
  • O que lhe vem à mente quando vê homens uniformizados assim? Eles estão a serviço de alguém, estão preparados para “lutar”, trazem na roupa tudo o que necessitam, estão armados…
  • Eles estão (ou deveriam estar) preparados para quê? Defender autoridades, proteger a população, zelar pelo patrimônio, evitar tumultos…
  • E nós, quais são nossas lutas e batalhas diárias? Temos aprendido nas últimas semanas sobre as batalhas pela mente, pelo sucesso e pela família. Hoje vamos falar sobre as nossas batalhas espirituais e como nos prepararmos para elas.

A Bíblia fala:

Lucas 21:36 Portanto, fiquem vigiando e orem sempre, a fim de poderem escapar de tudo o que vai acontecer e poderem estar de pé na presença do Filho do Homem, quando ele vier.

Romanos 13:12 A noite está terminando, e o dia vem chegando. Por isso paremos de fazer o que pertence à escuridão e peguemos as armas espirituais para lutar na luz.

Provérbios 20:18 Procure bons conselhos e você terá sucesso; não entre na batalha sem antes fazer planos.
  • Vamos ver juntos como devemos nos vestir diariamente para estarmos devidamente preparados.

    Distribua as cópias do anexo 2, canetas e lápis e leiam juntos o texto abaixo para que todos possam completar o desenho conforme o modelo (anexo 3).

Efésios 6:11 Vistam-se com toda a armadura que Deus dá a vocês, para ficarem firmes contra as armadilhas do Diabo.

Efésios 6:12 Pois nós não estamos lutando contra seres humanos, mas contra as forças espirituais do mal que vivem nas alturas, isto é, os governos, as autoridades e os poderes que dominam completamente este mundo de escuridão.

Efésios 6:13 Por isso peguem agora a armadura que Deus lhes dá. Assim, quando chegar o dia de enfrentarem as forças do mal, vocês poderão resistir aos ataques do inimigo e, depois de lutarem até o fim, vocês continuarão firmes, sem recuar.

Efésios 6:14 Portanto, estejam preparados. Usem a verdade como cinturão. Vistam-se com a couraça da justiça

Efésios 6:15 calcem, como sapatos, a prontidão para anunciar a boa notícia de paz.

Efésios 6:16 E levem sempre a fé como escudo, para poderem se proteger de todos os dardos de fogo do Maligno.

Efésios 6:17 Recebam a salvação como capacete e a palavra de Deus como a espada que o Espírito Santo lhes dá.

Efésios 6:18 Façam tudo isso orando a Deus e pedindo a ajuda dele. Orem sempre, guiados pelo Espírito de Deus. Fiquem alertas. Não desanimem e orem sempre por todo o povo de Deus.

Quais são as suas lutas espirituais? Comentem em grupo ou em duplas, trios.

A sugestão é que cada um coloque este desenho em lugar visível (espelho, porta do guarda-roupa, dentro da agenda, na porta da geladeira), que se possa ver logo ao acordar e lembrar de cada detalhe para estar bem preparado para enfrentar as batalhas do dia. Melhor ainda se conseguirem colocar uma foto de seu próprio rosto no desenho.

 

 

Orem juntos pelas batalhas que foram comentadas por cada um.

Claudio Duarte e Milca Cruz

Núcleo Pastoreio


ANEXO 1


ANEXO 2

 


ANEXO 3

 

O evangelho e a batalha espiritual

Texto Básico: 1Reis 18

Para ler e meditar durante a semana

– Jo 15 – Escolhidos e enviados; – Js 24.1-25 – Serviço com fidelidade; T– Mc 8.34-38 – Negue-se e siga a Jesus; – Gl 6.10-20 – Prepare-se para a batalha; – Ef 5.1-21 – Andai como filhos da luz; – At 4.1-31 – Firmeza diante da perseguição; – 1Jo 5 – A confiança que temos nele

INTRODUÇÃO

Na lição passada vimos que o Senhor é o único que tem o poder de dar o sustento material e que usa seu poder para cuidar daqueles que o temem. Hoje nossa atenção estará nos aspectos que caracterizam o conflito espiritual entre o verdadeiro Deus e aqueles deuses que não são, entre o evangelho e a proposta de vida deste mundo. Aprenderemos sobre o que nós, como servos de Deus, devemos ser, saber e fazer diante desse conflito.

I. A PERSEGUIÇÃO

1. Sobre o cumprimento das palavras de Elias, explique:

a) O que isso causou aos profetas do Senhor.
b) O que isso revelava sobre o culto a Baal.
c) Como reagiram Acabe e Jezabel.

2. Sobre a perseguição aos servos de Deus, explique:

a) O que ela evidencia.
b) O ensino de Jesus sobre isso em João 15.18-20.
c) O que Daniel 7.25 e Apocalipse 13.7 nos informam sobre o forte ataque que os santos sofrerão no último tempo.
d) Como devemos reagir a ela. (cf. Mt 5.11-12; Ef 6.10-13)

Depois de esconder seu profeta por mais de três anos, Deus deu novo passo em seu projeto de instrução espiritual enviando-o de volta paraIsrael para anunciar a volta da chuva. Durante o período em que Elias esteve escondido, o povo ficou sem chuva, sem alimento, sem a Palavra de Deus, e experimentou os efeitos da falta dos cuidados divinos. O cumprimento das palavras de Elias gerou profunda perseguição contra os profetas do Senhor. A falta contínua humilhava Baal e colocava em risco o projeto de divulgar o seu culto em Israel. Por isso, Jezabel, mulher de Acabe, passou a perseguir abertamente os profetas do Senhor e a matá-los (1Rs 18.4,13). Obviamente, o seu alvo era Elias. Acabe mandou procurá-lo por toda a parte, mas não teve êxito. Não podia imaginar que Deus o escondera na própria terra de Jezabel. Nem que seu mordomo estava servindo como instrumento de Deus para a proteção e o sustento dos profetas. Pelo menos cem profetas foram escondidos e sustentados por Obadias, o mordomo de Acabe.

A perseguição só fez complicar o estado de espiritual de Israel. Agora, os profetas do Senhor estavam escondidos ou mortos. Foram cortadas todas as fontes de orientação divina. Israel se encontrava em densas trevas espirituais. A perseguição dos homens de Deus é o sinal mais evidente da batalha espiritual. Jesus advertiu seus discípulos quanto a essa realidade ao dizer “não é o servo maior do que o seu senhor. Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós” (Jo 15.20). Não estamos falando de um desentendimento isolado, da atitude má de alguns homens maus. Como odiou o Mestre, o mundo odeia os discípulos que Jesus escolheu do mundo (Jo 15.18-19). Esse ódio vai desde o riso de zombaria até o ataque direto e mortal e é uma das manifestações do poder do Anticristo sobre esse mundo. Tanto no Antigo, quanto no Novo Testamento, somos informados sobre o forte ataque que os santos sofrerão no último tempo (Dn 7.25; Ap 13.7).

Não é nada fácil ter os poderes de Jezabel e do Anticristo buscando nossa morte. Em situações como essa, muitos crentes se deixam vencer pelo temor e recuam em seu testemunho e compromisso com Deus. Por isso, Jesus nos estimula ao apontar como bem-aventurados aqueles que são perseguidos por causa da justiça. Diante da injúria, da perseguição e da mentira devemos nos regozijar por compartilhar da perseguição e do galardão dos profetas (Mt 5.11-12).

A história dos profetas é marcada pela rejeição e pela hostilidade. Houve momentos em que a Palavra de Deus exortava a um procedimento santo que os homens não queriam aceitar. Em outros, a Palavra denunciava o pecado e anunciava o juízo, colocando o profeta em direta oposição à liderança e ao povo, gerando, muitas vezes, morte e prisão.

Paulo resumiu muito bem essa realidade quando, relembrando suas próprias perseguições, disse a Timóteo: “Todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2Tm 3.12). Quando assumimos um compromisso com o reino de Cristo, nos colocamos em rota de colisão com os poderes e os valores deste mundo. Então começam as perseguições de todo o tipo. Por isso, Paulo nos exorta a revestir do Senhor e da força do seu poder para resistir às ciladas do maligno e permanecer inabaláveis (Ef 6.10-13).

II. O CONFRONTO

3. O confronto é outro aspecto da batalha espiritual.

Explique:

a) Como isso ocorreu no ministério do profeta Elias (cf. 1Rs 18.21).
b) De que modo a apresentação do profeta ao rei Acabe aponta para o envio de Jesus ao mundo?

4. O que o evangelho nos ensina ao confrontar o nosso pecado? (Mt 6.24; Mc 8.34-38; 1Jo 1.6; Ef 5.11; Tg 4.4)

Surge então um segundo e importante aspecto da batalha espiritual: a necessidade do confronto.

Não é possível ficar indefinidamente no esconderijo. Em Sarepta ou nas cavernas, os profetas do Senhor encontraram sustento e proteção contra as investidas de Jezabel. No entanto, Israel definhava em trevas. Por isso, em sua misericórdia, Deus ordenou a Elias que se apresentasse a Acabe. Esse não seria um encontro fácil. Depois de três anos procurando, o ódio de Acabe por Elias só podia ter aumentado. Obadias tem medo até mesmo de anunciar que Elias voltou. Ainda assim, Elias está disposto a obedecer a Deus, enfrentar a perseguição e apresentar-se diante do rei.

Essa apresentação de Elias nos aponta para o envio de Jesus ao mundo. Ele foi enviado para manifestar a glória do Pai, é a luz que vinda ao mundo ilumina a todo o homem (Jo 1.9,14,18). Ao enviar seu Filho, Deus demonstra todo seu amor e cuidado com a humanidade. No entanto, em vez de receber a Jesus com júbilo, Israel e o mundo de forma geral rejeitaram e se rebelaram contra o amor de Deus. Israel não aceitou a sua palavra e uniu-se para crucificá-lo (At 4.27).

De forma semelhante, Jesus nos enviou para ser sal da terra e luz do mundo. Mais do que ninguém, ele sabe dos perigos que nos ameaçam nessa missão. Ele mesmo disse que nos enviava como ovelhas para o meio de lobos, recomendando prudência e simplicidade diante dos tribunais e açoites a serem enfrentados (Mt 10.16-18). No entanto, ele não nos deixou desprotegidos. Em sua oração sacerdotal, Jesus não pediu que fôssemos retirados do mundo, mas que o Pai nos guardasse do mal (Jo 17.15). Por isso, não podemos recuar diante do desprezo ou da maldade dos homens. Somos embaixadores chamando homens rebeldes ao arrependimento (2Co 5.18-20). Não podemos nos calar. É preciso levar a luz da Palavra de Deus ao mundo que nos cerca, de modo a resgatar das trevas todos os que tiverem seus corações dispostos a ouvir a mensagem do Senhor. O confronto com o mundo é necessário para a salvação dos homens.

No entanto, o maior confronto se dá no coração dos homens, em nosso próprio coração. Precisamos lembrar que não é possível servir a Deus e às riquezas (Mt 6.24), que é preciso servir inteiramente ao Senhor (Js 24.14-16). Por isso, Elias reuniu o povo e deixou clara a decisão que precisavam tomar: “Se o Senhor é Deus, segui-o; se é Baal, segui-o” (1Rs 18.21). Tristemente, após séculos de cuidado divino e três anos e meio de seca, o povo ainda não estava pronto para abandonar a confiança em Baal. Ninguém respondeu ao desafio de Elias, porque não sabiam como responder. O próprio Obadias estava dividido. Queria servir ao Senhor, preservando e sustentando os profetas, mas continuava servindo a Acabe, o rei inimigo de Deus. Ele estava a serviço de Deus, desde que isso não colocasse em risco sua vida e sua posição no reino. O evangelho nos chama a atenção para o desafio de negar a si mesmo para seguir a Jesus (Mc 8.34-38).

Quando a Bíblia nos ensina sobre os deuses deste mundo, exige que abandonemos a confiança e a esperança que, devido à nossa condição caída, depositamos nas riquezas, no trabalho, no poder, nos prazeres, na beleza, etc. Qualquer um que queira viver de acordo com esses valores não pode manter comunhão com Deus (1Jo 1.6; Ef 5.11). Infelizmente são muitos os que hoje continuam tentando conciliar sua fidelidade a Deus com a fidelidade ao mundo. Apenas se esquecem de que isso é impossível (Tg 4.4).

III. A VITÓRIA

5. Elias demonstrou a certeza de sua vitória de três modos. Cite, explique e relacione cada um deles com o ensino de Jesus.

A dúvida no coração do povo gerou o terceiro aspecto da batalha espiritual que precisamos considerar: a certeza da vitória. Essa certeza é demonstrada na convicção de que só há um Deus, no uso que fazemos da oração e na perseverante confiança nas promessas do Senhor.

A. Só o Senhor é Deus

A solução que Elias propõe para o conflito parece bem simples: “Há de ser que o deus que responder por fogo esse é Deus” (1Rs 18.24). Todos aceitam o desafio, mas somente Elias pode ter a certeza do que vai acontecer. Essa é toda a questão: se Baal ou qualquer outro deus desse século pode atender ao chamado dos homens, a confiança nele deve ser considerada uma opção plausível. Mas estamos diante de uma realidade bem diferente: só existe um Deus de quem todos os homens dependem, então só Elias pode sair vitorioso desse desafio. Sua convicção é tão grande que ele até reforça as dificuldades para o sucesso. Muitos adversários, pouco tempo, muita água, tudo é colocado junto para mostrar que nada poderia impedir Deus de manifestar seu poder.

Na batalha espiritual, o crente é chamado a exercer sua convicção de que nosso Deus é o único soberano em toda a terra, que seu domínio se estende a todos os lugares e a todas as gerações. Certa vez Jesus descreveu as multidões como um rebanho exausto e aflito, como ovelhas que não tinham pastor (Mt 9.36).

Todos os poderes, recursos, diversões e prazeres deste mundo servem apenas para distrair os homens de modo que, por algum tempo, não percebam a sua miséria e solidão. Sem buscar recursos em Jesus, a igreja de Laodiceia estava infeliz, miserável, pobre, cega e nua (Ap 3.17-18). Assim ficam todos os que buscam viver sem Deus nesse mundo. Somente o Senhor da seara poderia mandar trabalhadores para atendê-la. Essa convicção é o primeiro passo para vencermos esse mundo.

B. O uso da oração

A convicção de que o Senhor é o único Deus, nos leva necessariamente a buscar nele tudo que precisamos e desejamos. Quando chegou sua vez de oferecer o sacrifício, Elias ergueu sua voz em oração e pediu a Deus que respondesse confirmando sua aliança com Israel desde o tempo dos patriarcas, sua exclusividade como Deus de Israel e a fidelidade de Elias como profeta. Aquela oração não era uma lista de desejos aleatórios, mas um meio de glorificar o Senhor diante do povo. A resposta àquela oração fez o povo cair de joelhos reconhecendo o Senhor como Deus. Jesus fez algo semelhante diante do túmulo de Lázaro (cf. Jo 11.41-42) e recomendou essa mesma certeza a seus discípulos. Ele disse-lhes que “tudo o que pedirdes em oração, crendo, recebereis” (Mt 21.22). Para que tivéssemos condições de enfrentar o conflito com esse mundo, Jesus nos deu um caminho de acesso ao trono de Deus, onde acharemos graça sempre que precisarmos (Hb 4.16). Quando oramos exercitamos nossa fé, expressamos o que cremos acerca de Deus e o que esperamos que ele faça em seu poder. O compromisso com a oração tem sido uma rica experiência para todos os homens de Deus. Por intermédio dela, eles têm desenvolvido comunhão com o Senhor e recebido inconfundíveis sinais de sua graça. Assim, têm alcançado vitória em seu confronto com o mundo.

C. A perseverança

A resposta à oração de Elias parece por fim a toda a questão. No entanto, quando voltamos ao início do capítulo, percebemos que o propósito de Deus para aquele encontro era outro. “Vai, apresentate a Acabe, porque darei chuva sobre a terra” (18.1).

É nesse ponto que muitas pessoas se perdem quando pensam na batalha espiritual. Imaginam que a vitória está na resposta de Deus às nossas orações. Tudo o que querem é ter suas necessidades e desejos atendidos por Deus. No entanto, o processo se conclui apenas quando os propósitos do Senhor, declarados em sua Palavra, se cumprem na vida se seu povo. Por saber disso, Elias voltou à oração. Agora pedindo chuva, mas a resposta não foi imediata como a anterior. Por seis vezes, Elias mandou seu moço olhar para o mar em busca de um sinal de chuva e nada se viu. Em situações como essa, começamos a pensar se  realmente o que Deus disse vai se cumprir. Nossa confiança no poder de Deus, tão firme em outros momentos, se abala e somos tentados a retirar esses tópicos de nossa oração. Note que não estamos falando de nossos desejos e necessidades. Eles foram tratados no item anterior. Aqui estamos falando sobre o governo de Deus sobre as nações, sobre a conversão dos povos da terra, sobre o retorno de Cristo, sobre o fortalecimento da igreja e do evangelho. O  verdadeiro  soldado  de  Jesus  está comprometido  com  os  propósitos  de Deus para esse mundo. E mesmo que os sinais que confirmem esses planos sejam mínimos ou  até mesmo  invisíveis, não esmorecerá em sua oração até ver a glória do Senhor encher toda a terra, como as águas cobrem o mar. A Palavra de Deus anunciou essas coisas e  isso é  suficiente para nós. A resposta de Deus aos nossos pedidos deve servir como estímulo para aguardarmos  o  cumprimento  de  suas promessas de redenção.

Quando surgiu uma pequena nuvem no horizonte, Elias mandou avisar Acabe que o Senhor renovara a sua misericórdia sobre Israel e estava mandando chuva. Por isso, a Escritura registra que a vitória que vence o mundo é a nossa fé (1Jo 5.4). A provação da nossa fé produz perseverança (Tg 1.3), a perseverança produz experiência e esta produz esperança, esperança da glória de Deus (Rm 5.2-4).

Quando  essa  glória  se manifestar com  plenitude,  todos  os  inimigos  de Deus e do seu povo serão definitivamente vencidos.

CONCLUSÃO

6. O que você aprendeu hoje sobre aquilo que, como servo de Deus, deve ser, saber e fazer diante da oposição entre o evangelho e os poderes e valores deste mundo?

Aprendemos  com  Elias  que  o evangelho  encontra-se  em  inevitável oposição e conflito com os poderes e os valores desse mundo. Aqueles que foram chamados para viver pelo evangelho devem estar conscientes da perseguição que terão que  enfrentar  e  da  necessidade  de confrontar  esse mundo  e  a presença de seus valores em nossos corações. Esse não foi um caso isolado, mas é uma ocorrência do permanente conflito entre os filhos de Deus e as forças de Satanás.

Entretanto, a realidade dessa batalha é  superada  pela  certeza  que  temos  da vitória, uma vez que conhecemos o único e verdadeiro Deus, que responde às nossas orações e que cumprirá todos os propósitos que anunciou em sua Palavra.

APLICAÇÃO

Qual tem sido a sua posição no conflito espiritual? Perseguidor ou perseguido?
Tem estado  escondido  ou  partido  para  o confronto? Está decidido a quem servir? Deixe tudo de lado para seguir a Jesus e manifeste em sua vida a vitória do único e soberano Deus agora e para sempre.

>> Estudo publicado originalmente pela Editora Cultura Cristã, na série Expressão, 2012. Usado com permissão.

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ESTUDO 18 – A BATALHA ESPIRITUAL: CONTRA QUEM LUTAMOS

Ef 6:10-19

            A vida cristã é uma batalha – uma batalha onde a nossa condição é de mais do que vencedores, pois Cristo já venceu toda malignidade e emitiu um decreto de vitória sobre seus discípulos.  Lembre-se das palavras de Jesus aos Seus discípulos: Eu lhes disse essas coisas para que em mim vocês tenham paz. Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo. (Jo 16:33).  É maravilhoso saber que a vitória de Jesus foi total e definitiva, mas não podemos esquecer de que as “aflições” fazem parte de nossa peregrinação pela terra.  Apesar das aflições, Jesus ordenou que conservemos a paz e o bom ânimo!

Nosso inimigo é o diabo. Leia o texto de Efésios 6:12 e observe que o apóstolo Paulo fez questão de elucidar aos cristãos de Éfeso que os inimigos da Igreja não são seres humanos, mas as hostes infernais: pois a nossa luta não é contra seres humanos…  Ao contrário, todo ser humano é alvo do nosso amor e um fruto que almejamos colher para o Reino de Jesus.

Vale ressaltar que a Bíblia nos revela que o diabo e todas as suas hostes já estão derrotados e condenados ao lago de fogo e enxofre.  Leia o texto que, segundo alguns irmãos, é dos mais detestáveis para o inimigo das nossas almas: O diabo, que as enganava, foi lançado no lago de fogo que arde com enxofre, onde já haviam sido lançados a besta e o falso profeta. Eles serão atormentados dia e noite para todo o sempre(Ap 20:10). Recomende aos seus discípulos que marquem este texto em suas Bíblias.  Conforme disse o pastor André Valadão, se algum dia o diabo quiser fazer você lembrar do seu passado, daquilo que o Senhor já perdoou… faça o diabo lembrar do futuro dele, o lago de fogo e enxofre!!!

O nosso inimigo já está derrotado, aleluia!  Porém a Bíblia nos adverte que devemos tomar todo o cuidado.  Antes de voltarmos ao texto principal do nosso estudo em Efésios, leia com seus discípulos Ap 12:12, um alerta para todos nós: Mas ai da terra e do mar, pois o diabo desceu até vocês! Ele está cheio de fúria, pois sabe que lhe resta pouco tempo.  Entenda que o nosso inimigo sabe que a volta do Senhor se aproxima e que um grande avivamento está começando, daí sua fúria e empenho em patrocinar o máximo de malignidades.

Retornando a Efésios 6, leia no texto  a descrição de quem é o nosso adversário:[1]

a)      O diabo e suas ciladas (v. 11b);

b)      Poderes e autoridades espirituais malignas (v. 12);

c)      Dominadores (ou governos) estabelecidos na terra que representam o reino das trevas (v. 12b);

d)      Hostes espirituais malignas, que são castas de demônios (v. 12c).

No ambiente de uma célula não é oportuno aprofundar-se em cada termo anunciado pelo apóstolo Paulo, basta enumerá-los e explicar para os discípulos que o reino das trevas é organizado e que há, inclusive, uma hierarquia demoníaca.  É bom lembrar que Satanás é apenas um anjo caído e que não possui, por exemplo, a capacidade de estar presente em dois lugares ao mesmo tempo. Por isso os demônios ocupam funções e lugares específicos.

Ressalte que o Senhor Jesus resumiu a atuação do Maligno em João 10:10: matar, roubar e destruir.  Por outro lado, Jesus veio para dar vida e vida em abundância, conforme Ele revelou na continuação do mesmo versículo.

Use uma chave para explicar que este pequeno objeto é, na Bíblia, símbolo de autoridade e conquista.  Ter a chave é ter autoridade e perder a chave significa perder o governo ou a autoridade.  O Senhor Jesus declara em Ap 1:17 o seguinte:  Não tenha medo. Eu sou o Primeiro e o Último. Sou aquele que vive. Estive morto mas agora estou vivo para todo o sempre! E tenho as chaves da morte e do inferno 

Quando o Senhor entregou sua vida na cruz, Ele desceu ao inferno e tomou as chaves das mãos do diabo!  Assim, Jesus é o Vencedor e o nosso inimigo, o diabo, um completo derrotado.  Exatamente por isso que o Senhor avisou em Mt 16 que daria à sua Igreja as chaves do Reino dos céus (v. 19) e que as portas do inferno não resistiriam à sua Igreja  (v. 18b).  É por isso que hoje anunciamos a libertação em Cristo de todas as cadeias do inferno – porque as portas do inferno já foram arrombadas. Aleluia!

Aproveite este momento para adorar a Jesus, o Vencedor.  Leve seus discípulos a declarar que crêem na vitória alcançada por Jesus através de Sua morte e ressurreição.  Que eles estão seguros, debaixo do poder e da proteção do Senhor e que  reconhecem que o Nome de Jesus tem toda autoridade.  Aproveite o texto lido em Ap 1:17 e leve-os a dizerem ao Senhor: “Eu não tenho medo. Tu és o Alfa e o Omega. Aquele que vive para sempre e tem as chaves da morte e do inferno. Em Ti eu sou mais do que vencedor!”.

Anuncie que na próxima semana vocês estudarão ainda o assunto da guerra espiritual e as armas que Deus coloca a nossa disposição para enfrentarmos esta batalha.


[1] Do termo “adversário” em hebraico deriva o nome Satanás. Já o termo Diabo, deriva do grego e significa “acusador”.