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Introdução ao Livro

Oséias escreveu no oitavo século a.C. (segundo as datas dos reinados dos reis mencionados em 1:1), durante a mesma época do trabalho de Amós (Amós 1:1), Isaías (Isaías 1:1) e Miquéias (Miquéias 1:1). Ele fala sobre o povo que se achava bom e próspero, mas estava se apodrecendo por causa da idolatria, a imoralidade e a injustiça. Destes quatro, Amós e Oséias profetizaram principalmente para Israel, e Isaías e Miquéias pregaram mais para Judá.

Oséias viveu nos últimos dias do reino de Israel. Devido a séculos de pecado, o povo estava chegando ao fim. A infidelidade espiritual do povo é comparada ao pecado de adultério. Para conhecer mais esse período da história, leia 2 Reis 14-17 e 2 Crônicas 26-29.

O livro de Oséias, talvez mais do que qualquer outro livro do Velho Testamento, expõe o coração de Deus. Oséias vive no próprio casamento o que Deus estava passando em relação a Israel. Os primeiros três capítulos descrevem a vida de Oséias. Ele se casa, mas a mulher dele se torna adúltera. Ele sofre com a infidelidade dela, mas ainda mostra a misericórdia para tomá-la de volta. Assim Deus viu a sua noiva, o povo de Israel, se envolvendo com “outros deuses”, ou seja, cometendo adultério espiritual. Mesmo depois de tudo que Israel havia feito, Deus teria graça e misericórdia para reconciliar com esta esposa adúltera e estabelecer uma nova aliança com ela.

Nos próximos estudos, vamos examinar o texto deste livro impressionante.

Oséias 1:1 – 2:1

1:1

O nome “Oséias” quer dizer “salvação”. Como freqüentemente acontece nos livros dos profetas, o nome do autor combina perfeitamente com a sua mensagem. Oséias condena os pecados do povo, mas apresenta uma mensagem de esperança e perdão.

Pelos nomes dos reis citados, podemos definir a data do livro de Oséias no oitavo século a.C., na última geração antes da destruição de Samaria e o cativeiro do povo de Israel (o reino do norte).

1:2-3

O casamento de Oséias com Gômer representa a relação de Deus com Israel.

**Obs.: “toma uma mulher de prostituições” provavelmente sugere que ela veio de um ambiente de imoralidade, e teria a tendência de se tornar adúltera. Não faz sentido sugerir que Deus mandou que Oséias se casasse com uma prostituta, por vários motivos: (1) Deus sempre incentiva a pureza no casamento; (2) O caso de Gômer é paralelo ao de Israel, que se tornou adúltera depois de “casar” com Deus; (3) O relato comenta sobre filhos que nasceram depois do casamento, mesmo de adultério, mas não fala de nenhum filho nascido antes do casamento dela com Oséias.

1:3-5

Gômer teve o primeiro filho.

**Obs.: “e lhe deu um filho” (1:3) mostra que este primeiro filho era do próprio Oséias.

Deus lhe deu o nome de Jezreel, que significa “Deus espalha” ou “Deus semeia”. O nome sugere os planos de Deus para Israel: (1) Espalhar o povo no cativeiro, (2) Semear para ele um povo purificado.

Jezreel foi a cidade onde moraram alguns dos reis de Israel, e onde Jeú acabou com a casa de Acabe. Deus prometeu trazer castigo sobre a casa de Jeú e fazer cessar o reino e o arco (poder militar) de Israel.

**Obs.: Deus usou Jeú para destruir a casa de Acabe e lhe entregou o reino. Mas, Jeú não se dedicou ao Senhor. Ele imitou os pecados de Jeroboão, filho de Nebate (2 Reis 10:31). Jeroboão II, o rei de Israel quando Oséias escreveu, foi o penúltimo rei da linha de Jeú. Depois da morte dele, Zacarias, seu filho, reinou por seis meses e foi assassinado, terminando o domínio da dinastia de Jeú (2 Reis 15:8-10).

**Obs.: O Vale de Jezreel ou Megido foi o lugar de algumas batalhas decisivas (Juízes 4-7; 2 Reis 23:28-30).

1:6-7

Gômer concebeu outra vez e teve uma filha. O nome dela (Lo-Ruama-NVI) é traduzido em algumas Bíblias (RA2) como Desfavorecidas. Significa “não amada”.

**Obs.: Tudo indica que Oséias não foi o pai desta filha de Gômer. Considere: (1) Em contraste com o primeiro (“e lhe deu” – 1:3), aqui diz simplesmente que “deu à luz” (1:6); (2) O nome dela sugere a rejeição pelo marido de Gômer.

Deus explicou o significado profético do nome Lo-Ruama. Ele não mostraria mais favor (graça, misericórdia) à casa de Israel, mas ainda teria compaixão para com Judá. Este seria salvo, não pela força militar, mas pelo poder de Deus (veja o que aconteceu em Isaías 37:36-38).

1:8-9

O terceiro filho de Gômer, outro menino, recebeu o nome de Lo-Ami (NVI) que quer dizer “Não-Meu-Povo” (RA2).

**Obs.: De novo, tudo indica que Oséias não foi o pai desta criança.

O nome simbolizava a rejeição de Israel por Deus.

1:10 – 2:1

A rejeição do povo seria temporária. Observe nestes versículos:

(1) Embora Deus fizesse “cessar o reino da casa de Israel” (1:4), ele não destruiria todas as pessoas (1:10). Ele não tinha esquecido da promessa de abençoar todas as famílias da terra por meio do descendente de Abraão (Gênesis 12:3).

(2) Deus mudaria a sorte do povo: De “Não-Meu-Povo” para “Filhos do Deus Vivo”; De Desfavorecida para Favor.

(3) Israel e Judá se uniriam sob uma só cabeça.

**Obs.: 1 Pedro 2:10 cita esta mudança de nomes para mostrar as bênçãos espirituais recebidas pelo povo espiritual da Nova Aliança. Os cristãos são os filhos do Deus Vivo, favorecidos por ele. Jesus é o único cabeça deste povo (Efésios 1:22-23).

Oséias 2:2-23

**Obs.: Neste trecho, Deus está falando sobre Israel como sua mulher adúltera (veja 2:16).

2:2-8

Deus tem motivo inegável para repudiar Israel: As prostituições e adultérios dela.

Ele, porém, gostaria de poupá-la. Para fazer isso, teria que ver o arrependimento dela.

**Obs.: Embora o livro de Oséias não seja um livro de regras de como lidar com o adultério, podemos observar algumas coisas importantes que ajudam em saber como tratar adúlteros. Aqui já observamos o primeiro ponto: o perdão (por parte do marido) do adultério da mulher dependia do seu arrependimento. Deus sempre está disposto a perdoar, mas a falta de arrependimento do pecador impede a comunhão (veja Isaías 59:1-2).

Se Israel não se arrepender, Deus a deixaria sofrer as conseqüências do pecado. Ela se tornaria em terra seca e os filhos sofreriam.

Quando Israel foi atrás de amantes (ídolos), ela achou que eles fossem a fonte das suas necessidades.

**Obs.: O Diabo e seus servos (sejam religiões falsas, tentações carnais, etc.) oferecem coisas atraentes para nos enganar. Muitas pessoas acham que os benefícios do erro justificam os riscos. Pode haver alguns benefícios-prazeres, lucros, amizades, etc.- mas o preço final é sempre mais alto do que o valor dos benefícios. “Porém que fareis quando estas coisas chegarem ao seu fim?” (Jeremias 5:31).

Deus, como marido, impediu o acesso de Israel aos seus amantes, dando-lhe motivo para voltar e buscar o marido.

**Obs.: Felizes são os pecadores que enxergam a realidade e deixam o pecado para voltar ao Senhor!

De fato, não foram os amantes e sim o próprio Senhor que sustentava Israel. Ela tomou as coisas que Deus lhe deu e as usou para servir Baal (um falso deus).

**Obs.: Ezequiel 16 apresenta uma versão mais ampla desta mesma história, só que a esposa em Ezequiel é Judá e não Samaria.

2:9-13

Quando Israel insistiu em praticar a prostituição espiritual, Deus decidiu castigá-la. O castigo incluiu vários aspectos:

-Ele retinha as necessidades que sempre lhe havia dado (9).

-Ele deixou Israel exposta diante dos amantes, onde os outros perceberam a pobreza e nudez dela (10).

-Ele tirou o gozo que ainda restava na vida dela (11). As coisas citadas neste versículo se referem ao gozo da comunhão com Deus (Festas, sábados e solenidades). Deus lhe negou a comunhão devido à infidelidade do povo.

-Ele destruiu as coisas que ela recebeu, supostamente, dos amantes (12).

-Ele deixou o povo sofrer durante um determinado tempo, conforme o tempo em que andava na idolatria (13).

**Obs.: As conseqüências do pecado são, freqüentemente, os resultados naturais do próprio erro. Deus simplesmente parou de proteger e cuidar do povo, e Israel sofreu nas mãos dos próprios amantes. O mundo ensina algumas lições duras quando uma pessoa se entrega ao pecado (veja a parábola do filho pródigo, Lucas 15:11-32).

**Obs.: Mais uma aplicação em relação aos adúlteros. A vítima (a pessoa ofendida pela traição do companheiro) não deve proteger o pecador, ainda não arrependido, das conseqüências do crime cometido. Deus amava a Israel, mas ele a deixou sofrer para chegar ao remorso necessário para a reconciliação. A pessoa que comete adultério normalmente se encontra depois desamparada e pode até passar por privações. Tais conseqüências do erro podem ser exatamente o que precisa para refletir e chegar ao arrependimento.

2:14-23

Depois do período de sofrimento, Israel é atraída de novo pelo próprio marido. A figura aqui é de um namoro e reconciliação.

Deus atraiu a sua mulher infiel e a levou para o deserto para falar ao coração. Deus age para possibilitar a volta dela, mas somente num lugar longe dos amantes.

Ele a trata bem, como nos dias do namoro com a jovem.

**Obs.: O vale de Acor se torna em porta de esperança (15). Acor quer dizer desastre ou desgraça. Foi o lugar onde Acã morreu depois do seu pecado na conquista de Canaã (Josué 7:24-26). Por meio da desgraça do cativeiro na Assíria (veja 11:5), o povo encontraria a esperança da nova vida. Os momentos difíceis em nossas vidas, até as correções que Deus nos dá como filhos, servem como portas de esperança (veja Hebreus 12:4-13).

Ela chamaria Deus de “meu marido”, não de “meu Baal” ou “meu senhor” (16-17).

**Obs.: A palavra “baal” significa “senhor” ou “mestre”. Chamando Deus por este nome, no contexto da idolatria do povo, estaria deixando-o no mesmo nível com estes falsos deuses. O ponto não é de falta de respeito, pois ele é realmente o único Senhor. É questão de restabelecer a intimidade de marido e mulher, nem falando mais dos amantes.

**Obs.: Mais uma lição que ajuda na reconciliação depois do adultério. A adúltera deve cortar todo contato com o seu amante. Para mostrar o arrependimento, o próprio marido deve ser o único homem na vida dela.

Deus daria de volta a terra perdida, e deixaria o povo habitar em segurança (18).

Ele faria uma aliança de casamento para sempre com a sua mulher arrependida (19-20).

**Obs.: O amor de Deus. Depois de tudo que Israel fez, repetidas vezes traindo o marido bondoso que tanto a amava, ele se dispôs a tomá-la de volta e entrar numa nova aliança de casamento. Que amor!

Ele seria um Deus bondoso, e ela um povo fiel e abençoado (21-23).

Oséias 3:1-5

Este pequeno capítulo completa a figura da vida familiar de Oséias.

Deus mandou que Oséias tomasse de volta a sua esposa adúltera (1).

**Obs.: Mesmo depois do pecado de adultério, perdão e reconciliação são possíveis!

Oséias obedeceu, comprando de volta a sua mulher (2).

**Obs.: É calculado que o valor pago aqui equivale o valor de uma escrava (veja Êxodo 21:32).

Oséias e Gômer não voltaram imediatamente a ter relações conjugais. Ele esperou para ver se ela realmente ficaria longe dos amantes (3).

**Obs.: Leva tempo reconstruir a confiança no casamento depois da traição. É razoável a pessoa traída pedir algum tempo antes de voltar às relações normais.

Na aplicação à nação, Deus deixaria o povo muito tempo sem liderança e sem as coisas necessárias para adorá-lo corretamente. Ao mesmo tempo, ficariam sem os ídolos (4).

No final, Israel seria completamente reconciliada com Deus e com Davi, seu rei (5).

**Obs.: Este versículo se refere à restauração espiritual do povo na Nova Aliança. Davi simboliza Jesus. Os últimos dias se referem à época do Novo Testamento. Por meio de Jesus, Israel espiritual se aproxima do Senhor (Gálatas 3:26-29), depois de um período em que o povo estava em casa mas não em plena comunhão com Deus. Assim o profeta indica um tempo entre a volta do cativeiro e a vinda de Davi (Jesus) para fazer paz entre o povo e Deus.